Deficiência de zinco

Zinc Deficiency
Zinco
Especialidadeendocrinologia
Classificação e recursos externos
CID-11e 300993597 5B5K.2
CID-10E60
CID-9269.3
DiseasesDB14272
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Deficiência de zinco ou hipozincemia é uma deficiência nutricional muito comum e perigosa, porém pouco diagnosticada. Apenas 2g de zinco já é suficiente para um adulto de 60kg. Recomenda-se uma dieta com 10mg diários para adultos e 12mg para grávidas e lactantes. [1]

O zinco é essencial na composição ou como cofator para diversas enzimas envolvidas no metabolismo de carboidratos, proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos. Dessa forma, é essencial para uma boa cicatrização, divisão celular, crescimento e imunidade. Além disso é importante para o paladar e olfato. [2]

Causas

Além de uma dieta pobre em zinco, existem diversas outras causas envolvendo má absorção ou excreção excessiva, especialmente doenças gastrointestinais e renais. Dificilmente é diagnosticada sozinha. Frequentemente está associado a[3]:

Sinais e sintomas

Enquanto uma deficiência moderada pode ser assintomática, os sintomas de uma deficiência severa e prolongada são[4][5]:

Durante a gravidez pode causar má formação do feto (inclusive anencefalia), hemorragia, abrupção da placenta, obstrução do útero e aborto.[6]

Epidemiologia

Atinge cerca de 17% da população mundial, a maioria em países subdesenvolvidos, sendo especialmente comum na América central, no Sudeste asiático e na África subsaariana onde afetam mais de 25% da população.[7] [8]

Animais e plantas também sofrem com falta de zinco. Plantas sem zinco crescem menos e produzem menos.[9] Animais não-humanos sem zinco também tem problemas imunes, metabólicos e reprodutivos.

Tratamento

Fontes de zinco

Suplementos de zinco por via oral ou intravenosa e uma mudança na dieta para incluir alimentos ricos em zinco como[3]:

  • Abóbora e suas sementes;
  • Gengibre;
  • Noz-pecã;
  • Ervilhas;
  • Frutos do mar;
  • Nabo;
  • Castanha do pará;
  • Gema de ovo;
  • Centeio e aveia integrais;
  • Amendoim e amêndoas.

Pessoas saudáveis não devem exceder 25mg de consumo diário, para não sofrer com excesso de zinco (hiperzincemia).

Alimentos que prejudicam sua absorção

Para melhorar a absorção devem ser EVITADOS:

  • Fitatos (germinação de leguminosas)
  • Trigo
  • Álcool;
  • Oxalatos (como ruibarbo e espinafre);
  • Estresse excessivo;
  • Alimentos ricos em cálcio ou em cobre;
  • Alta ingestão de açúcar e;
  • Baixa ingestão de proteína.

Esses fatores que dificultam absorção do zinco podem estar envolvidos na causa do déficit.

Referências

  1. Zinc - Fact Sheet for Health Professionals; Office of Dietary Supplements, National Institutes of Health, June 2013.
  2. http://www.patient.co.uk/doctor/zinc-deficiency-excess-and-supplementation
  3. a b http://www.healthstatus.com/health_blog/wellness/the-effects-of-zinc-deficiency-on-human-health/
  4. http://www.patient.co.uk/doctor/Zinc-Deficiency.htm
  5. http://www.healthstatus.com/health_blog/wellness/the-effects-of-zinc-deficiency-on-human-health/
  6. Shah D, Sachdev HP (2006). "Zinc deficiency in pregnancy and fetal outcome". Nutr. Rev. 64 (1): 15–30. doi:10.1111/j.1753-4887.2006.tb00169.x. PMID 16491666.
  7. http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0050568
  8. Maret W, Sandstead HH (2006). "Zinc requirements and the risks and benefits of zinc supplementation". J Trace Elem Med Biol 20 (1): 3–18. doi:10.1016/j.jtemb.2006.01.006. PMID 16632171.
  9. Alloway, Brian J. (2008). "Zinc in Soils and Crop Nutrition , International Fertilizer Industry Association, and International Zinc Association".