Conjuntivite alérgica
| Conjuntivite alérgica | |
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| Desenho de uma pessoa com conjuntivite alérgica | |
| Especialidade | Oftalmologia, alergia e imunologia |
| Sintomas | Ambos os olhos com coceira e vermelhidão[1] |
| Tipos | Aguda: sazonal e perene[2] Crônica: conjuntivite primaveril, atópica, conjuntivite papilar gigante[2] |
| Causas | Exposição a alérgenos como poeira doméstica, pólen ou pelos de animais de estimação[2] |
| Método de diagnóstico | Geralmente baseado nos sintomas e no exame clínico[2] |
| Condições semelhantes | Outros tipos de conjuntivite, tracoma, [[Síndrome de Stevens-Johnson |SSJ]]/NET[3] |
| Tratamento | Evitar o contato com o alérgeno, aplicação de compressas frias e o uso de lágrimas artificiais[1][2] |
| Medicação | Anti-histamínicos, estabilizadores de mastócitos, colírios anti-inflamatórios não esteroides, esteróides, imunoterapia, ciclosporina[1][2] |
| Prognóstico | Geralmente bom[3] |
| Frequência | 40%[2] |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | 9A60.02 |
| CID-9 | 372.14 |
| DiseasesDB | 30842 |
| MedlinePlus | 001031 |
| eMedicine | 1191467 |
| MeSH | D003233 |
A conjuntivite alérgica é uma inflamação da superfície do ocular causada por uma reação alérgica.[2] Os sintomas geralmente incluem coceira, vermelhidão e inchaço ao redor dos olhos, acompanhados de secreção esbranquiçada.[1][2] Normalmente, ambos os olhos são afetados.[1] Com frequência,a inflamação nasal também está presente.[4]
Essa condição ocorre devido à exposição a alérgenos como poeira doméstica, pólen ou pelos de animais de estimação.[2] A poluição do ar também tem influência.[4] O mecanismo subjacente envolve IgE e a liberação de mediadores inflamatórios pelas células mastócitos.[2] O diagnóstico geralmente é baseado nos sintomas e no exame clínico.[2] A conjuntivite alérgica pode ser dividida em aguda, incluindo formas sazonais e perenes; e crônica, incluindo conjuntivite primaveril, atópica e papilar gigante.[2]
O tratamento envolve evitar o contato com o alérgeno, aplicação de compressas frias e o uso de lágrimas artificiais.[1][2] Medicamentos podem incluir anti-histamínicos, estabilizadores de mastócitos e colírios anti-inflamatórios não esteroides.[1] Casos mais graves podem ser tratados com esteróides, imunoterapia ou ciclosporina.[1][2] Os resultados geralmente são bons.[3]
A conjuntivite alérgica afeta até 40% da população.[2] Tornou-se mais comum na década de 2000.[3] Geralmente ocorre antes dos 20 anos de idade e sua ocorrência tende a diminuir com o avanço da idade.[3] A condição foi descrita pela primeira vez por John Bostock, em 1819.[5]
Referências
- ↑ a b c d e f g h Alfonso, SA; Fawley, JD; Alexa Lu, X (Setembro de 2015). «Conjunctivitis.». Primary care. 42 (3): 325-45. PMID 26319341. doi:10.1016/j.pop.2015.05.001
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p Bielory, L; Delgado, L; Katelaris, CH; Leonardi, A; Rosario, N; Vichyanoud, P (Fevereiro de 2020). «ICON: Diagnosis and management of allergic conjunctivitis.». Annals of allergy, asthma & immunology : official publication of the American College of Allergy, Asthma, & Immunology. 124 (2): 118-134. PMID 31759180. doi:10.1016/j.anai.2019.11.014
- ↑ a b c d e Baab, S; Le, PH; Gurnani, B; Kinzer, EE (Janeiro de 2025). «Allergic Conjunctivitis.». StatPearls. PMID 28846256
- ↑ a b Miyazaki, D; Fukagawa, K; Okamoto, S; Fukushima, A; Uchio, E; Ebihara, N; Shoji, J; Namba, K; Shimizu, Y (Outubro de 2020). «Epidemiological aspects of allergic conjunctivitis.». Allergology international : official journal of the Japanese Society of Allergology. 69 (4): 487-495. PMID 32654975. doi:10.1016/j.alit.2020.06.004
- ↑ Rodrigues, J; Kuruvilla, ME; Vanijcharoenkarn, K; Patel, N; Hom, MM; Wallace, DV (Março de 2021). «The spectrum of allergic ocular diseases.». Annals of allergy, asthma & immunology : official publication of the American College of Allergy, Asthma, & Immunology. 126 (3): 240-254. PMID 33276116. doi:10.1016/j.anai.2020.11.016
