Andrónico IV Paleólogo
| Andrônicos IV Paleólogo | |||||
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| Imperador e Autocrata dos Romanos | |||||
| Reinado | 12 de agosto de 1376 – 1 de julho de 1379 | ||||
| Consorte de | Ceratza da Bulgária | ||||
| Antecessor(a) | João V Paleólogo | ||||
| Sucessor(a) | João V Paleólogo | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 11 de abril de 1348 Constantinopla, Império Bizantino | ||||
| Morte | 28 de junho de 1385 Silivri, Império Bizantino | ||||
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| Dinastia | Dinastia paleóloga | ||||
| Pai | João V Paleólogo | ||||
| Mãe | Helena Cantacuzena | ||||
| Filho(s) | João VII Paleólogo duas filhas | ||||
Andrônico IV Paleólogo (em grego: Ἀνδρόνικος Κομνηνὸς Παλαιολόγος, transl.: Andrónikos Palaiológos;[1] 11 de abril de 1348 – 25/28 de junho de 1385[2]) foi o filho mais velho do imperador bizantino João V Paleólogo.[3] Nomeado co-imperador a partir de 1352, teve uma relação conturbada com seu pai: lançou uma rebelião fracassada em 1373, usurpou o trono entre 1376 e 1379, e permaneceu engajado em uma amarga disputa com seu pai, João V, até sua morte em 1385.[2] Esta guerra civil esgotou os escassos recursos de Bizâncio e facilitou enormemente a conquista otomana dos Bálcãs, sobretudo por meio da cessão de Galípoli por Andrônico. Foi também o pai de João VII.[4]
Vida
Nascido em 11 de abril de 1348, Andrônico IV Paleólogo foi o filho mais velho do imperador João V Paleólogo com sua esposa Helena Cantacuzena.[1] Em 1352, já havia sido associado como co-imperador com seu pai.[1] Quando João V partiu para a Itália em 1369 para professar sua submissão ao Papa, deixou Andrônico em Constantinopla como regente, ao passo que seu filho mais novo, Manuel II Paleólogo, foi enviado para governar Tessalônica.[5]
Durante sua estada na Itália, João tentou acertar suas contas com a República de Veneza; isso incluía não apenas os próprios empréstimos de João, mas também o empréstimo de 30 000 ducados (e os juros correspondentes) que sua mãe, Ana, havia contraído durante a guerra civil bizantina de 1341–1347, tendo as joias da coroa bizantina como garantia. João foi pessoalmente a Veneza, mas não dispunha de fundos para quitar os empréstimos, nem mesmo para garantir um navio para sua viagem de regresso. Por isso, propôs ceder aos venezianos a ilha de Ténedos, estrategicamente localizada na entrada dos Dardanelos, em troca de mais recursos e seis navios de guerra. Os venezianos aceitaram, mas quando a notícia chegou a Constantinopla, Andrônico IV, provavelmente instigado pelos genoveses, rivais comerciais de Veneza, recusou-se a honrar o acordo de seu pai. Isso deixou João preso em Veneza, efetivamente como devedor cativo da República; quando sugeriu que fundos fossem levantados para garantir sua libertação mediante a venda de objetos preciosos das igrejas, Andrônico recusou novamente, alegando que tal ato seria ímpio. No fim, foi apenas a intervenção de Manuel — que foi pessoalmente de Tessalônica a Veneza — que garantiu a libertação de João. Somente em outubro de 1371 o imperador retornou a Constantinopla.[6]
Andrônico IV se rebelou quando o sultão otomano Murade I forçou João V à vassalagem em 1373. Em 6 de maio, Andrônico IV fugiu de Constantinopla e aliou-se a Savcı Bey, filho de Murade, que também se rebelava contra seu próprio pai. Ambas as rebeliões fracassaram e Andrônico foi preso e cegado em 30 de maio, embora apenas em um olho. Seu irmão Manuel o substituiu como herdeiro.[7][1]
Reinado
Em julho de 1376, os genoveses ajudaram Andrônico a escapar da prisão, de onde foi diretamente até o sultão Murade I, concordando em devolver Galípoli em troca de seu apoio. Galípoli havia sido retomada pelos bizantinos dez anos antes, com a assistência de Amadeu VI, Conde de Saboia; essa cabeça de ponte estrategicamente importante ampliou consideravelmente a capacidade do sultão de atacar a Europa.[8] O sultão forneceu prontamente uma força mista de cavalaria e infantaria, e com essas tropas Andrônico conseguiu tomar o controle de Constantinopla. Lá pôde capturar e prender tanto João V quanto seu filho Manuel.
No entanto, cometeu o erro de favorecer excessivamente os genoveses, concedendo-lhes Ténedos. O governador local recusou-se a entregá-la e a repassou a Veneza. No mesmo ano, em 18 de outubro de 1377, foi coroado imperador e também coroou seu jovem filho João VII como co-imperador.[8] Porém, em 1379, João e Manuel fugiram até o sultão Murade e, com a assistência dos venezianos, depuseram Andrônico ainda naquele ano. Os venezianos restauraram João V ao trono, junto com Manuel II. Andrônico fugiu para Gálata, permanecendo lá até maio de 1381, quando foi novamente nomeado co-imperador e herdeiro ao trono, apesar de sua anterior traição. Andrônico IV recebeu também os arredores de Constantinopla com a cidade de Selímbria (Silivri) como domínio pessoal.[1]
Em 1385, rebelou-se novamente, mas morreu logo após, em 25 ou 28 de junho, em Selímbria.[7] Foi sepultado no Mosteiro do Pantocrator em Constantinopla.[1]
Família
Em 1356, Andrônico IV casou-se com Ceratza da Bulgária, filha do imperador Ivan Alexandre da Bulgária. O casal teve um filho, João VII Paleólogo.[1]
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 PLP, 21438. Παλαιολόγος, Ἀνδρόνικος IV. [Κομνηνός].
- 1 2 Sode, Claudia; Takács, Sarolta (15 de maio de 2017). Novum Millennium: Studies on Byzantine History and Culture Dedicated to Paul Speck (em inglês). [S.l.]: Taylor & Francis. ISBN 978-1-351-91427-7
- ↑ Zachariadou, Elizabeth A. (1977). «John VII (Alias Andronicus) Palaeologus». Dumbarton Oaks Papers. 31: 339–342. ISSN 0070-7546. JSTOR 1291412. doi:10.2307/1291412
- ↑ Magdalino, Paul (1978). «Byzantine Churches of Selymbria». Dumbarton Oaks Papers. 32: 309–318. ISSN 0070-7546. JSTOR 1291427. doi:10.2307/1291427
- ↑ Nicol 1993, p. 270.
- ↑ Nicol 1993, pp. 271–273.
- 1 2 ODB, "Andronikos IV Palaiologos" (A. M. Talbot), pp. 95–96.
- 1 2 Norwich 1995, p. 338.
Fontes
- Harris, Jonathan, The End of Byzantium. Yale University Press, 2010. ISBN 978-0-300-11786-8
- Necipoğlu, Nevra (2009). Byzantium between the Ottomans and the Latins: Politics and Society in the Late Empire. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-1-107-40388-8
- Nicol, Donald M. (1993). The Last Centuries of Byzantium, 1261-1453. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 9780521439916
- Norwich, J.J. (1995). Byzantium: The Decline and Fall. London: Viking. ISBN 978-0-670-82377-2
| Precedido por João V Paleólogo |
Imperador bizantino 1376 - 1379 |
Sucedido por João V Paleólogo |

