Ana Comnena
| Ana Comnena | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Princesa bizantina | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 1 de dezembro de 1083 Constantinopla, Império Bizantino | ||||
| Morte | c. 1153 (70 anos) Mosteiro de Cecaritomena, Constantinopla | ||||
| Cônjuge | Nicéforo Briênio | ||||
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| Casa | Comneno(nasc.) Briênios (matr.) | ||||
| Pai | Aleixo I Comneno | ||||
| Mãe | Irene Ducena | ||||
Ana Comnena (em grego: Ἄννα Κομνηνή, romanizado: Ánna Komnēnḗ; 1 de dezembro de 1083 — 1153), frequentemente chamada na forma latinizada Anna Comnena, foi uma historiadora grega do Império Bizantino. Ela é a autora da A Alexíada, uma obra que narra o reinado de seu pai, o imperador bizantino Aleixo I Comneno. Sua mãe foi Irene Ducena.
Seu livro é considerado a mais importante fonte primária para o estudo da história bizantina do final do século XI e início do século XII, além de fornecer informações valiosas sobre as primeiras Cruzadas. Embora seja lembrada sobretudo como autora da Alexíada, Ana também teve participação relevante na política de sua época e tentou depor seu irmão, João II Comneno, do trono imperial para colocar em seu lugar o próprio marido, Nicéforo Briênio, o Jovem.[1][2]
Ao nascer, Ana foi prometida em casamento a Constantino Ducas[2], e passou a infância na casa da mãe dele. Recebeu uma educação refinada, estudando literatura e história gregas, além de filosofia, teologia, matemática e medicina. Durante algum tempo, Ana e Constantino estavam entre os primeiros na linha de sucessão ao trono. Essa situação mudou em 1092, quando seu irmão mais novo, João II Comneno, foi oficialmente designado herdeiro. Constantino morreu por volta de 1094, e em 1097 Ana se casou com Nicéforo Briênio, o Jovem. O casal teve vários filhos antes da morte de Nicéforo, por volta de 1136.[3]
É comum a crença de que, após a morte de seu pai em 1118, Ana e sua mãe tentaram usurpar o trono de João II Comneno. Segundo essa versão, o marido de Ana teria se recusado a participar do plano, o que levou ao fracasso da tentativa. Como consequência, João teria enviado Ana para o Mosteiro de Kecharitomene, onde ela passou o restante da vida. Foi durante esse período de reclusão que escreveu A Alexíada. Ainda assim, não existe evidência contemporânea que comprove a participação direta de Ana em qualquer tentativa de assassinato.[4]
Biografia
Primeiros anos

Ana nasceu em 1º de dezembro de 1083, filha de Aleixo I Komnenos e Irene Ducena. Seu pai tornou-se imperador em 1081, depois de depor o então governante do Império Bizantino, Nicéforo III Botaniates. Já sua mãe, Irene Ducena, pertencia à influente família imperial dos Ducas. Na Alexíada, Ana destaca o grande carinho que tinha pelos pais ao descrever sua relação com Aleixo e Irene. Ela era a mais velha de sete filhos; seus irmãos mais novos eram, em ordem, Maria, João II, Andrônico, Isaac, Eudócia e Teodora.[5]
Ana nasceu na Câmara da Porfira, localizada no palácio imperial de Constantinopla. Por isso era considerada uma porfirogênita, termo usado para designar filhos de imperadores nascidos durante o reinado de seus pais, dentro do palácio. Esse título reforçava seu alto status imperial. Na Alexíada, a própria Ana menciona esse fato ao afirmar que foi “nascida e criada na púrpura”, expressão associada à realeza. Segundo o relato dela mesma, sua mãe teria pedido que ela esperasse para nascer até que seu pai retornasse da guerra. De acordo com essa história, Ana teria obedecido e só nasceu quando Alexios voltou para casa.[5]
Ao nascer, Ana foi prometida em casamento a Constantino Ducas, filho do imperador Miguel VII e de Maria da Alânia. Durante algum tempo, os dois foram considerados herdeiros do império. Essa situação mudou entre cerca de 1088 e 1092, quando nasceu o irmão de Ana, João II Comneno. Muitos estudiosos apontam que esse noivado provavelmente teve motivação política: ele ajudaria a reforçar a legitimidade do governo de seu pai, que havia tomado o trono do imperador anterior.[5]
Por volta de 1090, Maria da Alânia, mãe de Constantino, passou a criar Ana em sua própria casa. No Império Bizantino, era relativamente comum que as futuras sogras assumissem a educação das jovens prometidas em casamento. Em 1094, porém, Maria da Alânia foi envolvida em uma tentativa de derrubar Aleixo I Komnenos. Alguns estudiosos argumentam que o noivado entre Ana e Constantino Ducas talvez não tenha sido rompido imediatamente, já que ele não foi implicado na conspiração contra Alexios. De todo modo, o compromisso chegou ao fim quando Constantino morreu, por volta de 1094.[5]
A relação de Ana com três mulheres importantes de sua família, sua sogra Maria da Alânia, sua avó paterna Ana Dalassena e sua mãe Irene Ducaina, costuma ser vista como uma fonte de inspiração e admiração para ela. A pesquisadora Thalia Gouma-Peterson, por exemplo, argumenta que a capacidade intelectual e o incentivo dado por Irene Ducena ajudaram a moldar a filha, permitindo que Ana se tornasse a estudiosa altamente preparada que ela própria afirma ser nas páginas iniciais da Alexíada.[3][6]
Educação
Ana foi educada em história, matemática, ciência e filosofia grega. Por sua erudição, foi reconhecida pelo acadêmico medieval Nicetas Coniates, que escreveu que Ana "era devota fervorosa da filosofia, a rainha de todas as ciências e versada em todos os campos".[7] A historiadora moderna Carolyn L. Connor afirma que "educação é central para a auto-definição de Ana".[8] A concepção de Ana sobre sua própria educação aparece no seu testamento, que agradece aos pais por terem permitido que ela a obtivesse.[9] Este testamento contrasta com um discurso funerário sobre Ana proferido pelo contemporâneo Jorge Tornício no qual ele afirma que ela foi obrigada a ler poesia antiga - como a "Odisseia" de Homero - em segredo por que seus pais não aprovavam a forma como ela lidava com o politeísmo e outras "coisas perigosas", "danosas" para os homens e "excessivamente insidiosas" para as mulheres. Tornício segue afirmando que Ana "abraçava a fragilidade de sua alma" e estudava a poesia "tomando cuidado para não ser descoberta pelos pais".[10]
Noivado e casamento
Ana conta que, nos primeiros anos de sua infância, ela foi criada pela antiga imperatriz Maria da Alânia, que era mãe do primeiro noivo de Ana, Constantino Ducas, cujo pai era o imperador Miguel VII Ducas. Era costume da época que as noivas fossem educadas por suas futuras sogras.[11] Não havendo um filho varão para herdar o trono, Constantino foi proclamado coimperador, mas, em 1087, nasceria o filho aguardado, o futuro João II Comneno. Constantino abandonou as suas pretensões imperiais e morreu pouco depois.
Em 1097, Ana casou-se aos 14 anos com outro nobre, o césar Nicéforo Briénio, estadista, general e historiador, filho de uma família aristocrática, os Briênios, que contestara o trono antes da ascensão de Aleixo. O pai deste, Nicéforo Briênio, foi um general vencido por Aleixo, e assim este provavelmente pretendia apaziguar os seus rivais e obter consenso sob a sua coroa. Segundo Ana, tratou-se de um casamento político e não por amor, mas tornar-se-ia numa união de sucesso durante quarenta anos, da qual nasceram quatro filhos:
- Aleixo Comneno, mega-duque (c. 1102 - ca. 1161/1167)
- João Ducas (c. 1103 - fl. 1173)
- Irene Ducena (c. 1105 - ?)
- Maria Briênia Comnena (c. 1107 - ?)
Trabalho médico
Ana se mostrou muito capaz não apenas no nível intelectual, mas também em assuntos práticos. Seu pai a encarregou de um grande hospital e orfanato que havia construído para que ela administrasse em Constantinopla. Diz-se que o hospital tinha leitos para 10 000 pacientes e orfãos.[carece de fontes] Ana ensinava medicina ali e em outros estabelecimentos similares e era considerada uma especialista em gota. Ana tratou do pai em seus últimos anos.[12]
Reivindicação ao trono

Mosaico em Santa Sofia, em Istambul.
Em 1087, nasceu o irmão de Ana, o João II Comneno. Anos depois do nascimento, em 1092, o jovem foi apontado como coimperador.[13] De acordo com Nicetas Coniates, o imperador Aleixo - pai de Ana - favorecia João enquanto que, por outro lado, Irene Ducena, "usou de toda a sua influência no lado de [Ana]" e "tentou continuamente" persuadir o imperador a apontar Nicéforo Briênio, o marido de Ana, também como imperador.[14] Por volta de 1112, Aleixo caiu doente de reumatismo e não conseguia se mexer. Por isso, ele entregou o governo do império à esposa, que entregou a administração a Nicéforo.[15] Com o imperador padecendo em seu leito de morte, João, de acordo com Coniates, sorrateiramente tomou-lhe o anel imperial durante um abraço, "como se estivesse sofrendo".[16] Em 1118, Aleixo Comneno morreu[17] e o clero de Santa Sofia aclamou João como imperador em seguida.[18]
De acordo com Dion C. Smythe, Ana "se sentiu traída" pois "deveria ter herdado".[19] De fato, de acordo com a "Alexíada", ela teria sido presenteada com "uma coroa e o diadema imperial" logo ao nascer.[20] O "principal objetivo" de Ana ao contar os eventos na "Alexíada", de acordo com Vlada Stankovic, era "afirmar seu próprio direito" ao trono e sua "precedência sobre seu irmão João".[21]
Por conta desta crença, Ellen Quandahl e Susan C. Jarratt relatam que Ana "quase certamente" estava envolvida no plano para matar João no funeral de Aleixo.[22] De fato, Ana, de acordo com Barbara Hill, "tentou" reunir forças militares para depor o irmão.[18] De acordo com Coniates, Ana foi "estimulada pela ambição e pela vingança" ao armar a morte de João.[22] Dion C. Smythe afirma que os planos "não deram em nada".[13] Ellen Quandahl e Susan C. Jarratt relatam que, logo depois, Ana e Briênio, "organizaram outra conspiração".[22] Porém, de acordo com Hill, Briênio "se recusou" a derrubar João e Ana não conseguiu, assim, prosseguir com seus planos.[18] Com esta recusa, Ana, de acordo com Coniates, teria exclamado que "a natureza se enganou entre os dois sexos e deu a Briênio a alma de uma mulher". De acordo com Quandahl e Jarrat, Ana mostra "repetidamente uma raiva sexualizada".[22] De fato, Smythe afirma que os objetivos de Ana teriam sido "atrapalhados pelos homens em sua vida".[23] Contudo, também Irene teria se recusado, de acordo com Hill, a participar de planos de revolta contra um imperador "estabelecido".[18]
É importante notar que Barbara Hill nota que Coniates escreveu depois de 1204 e, de acordo com ela, estava "distante" dos "fatos reais" e que sua "agenda" era "procurar pelas causas" da queda de Constantinopla em 1204.[18]
No final, após a morte do marido, Ana se internou no Convento de Cecaritomena, fundado por Irene Ducena, onde ela permaneceu até a morte.[24]
Obra
Em reclusão, Ana encarregou-se da escola do mosteiro e só se tornaria monja no seu leito de morte. Durante a sua vida dedicou-se a estudar filosofia e história e reuniu-se com intelectuais eminentes, entre os quais os dedicados aos estudos aristotélicos. Os seus conhecimentos e inteligência ficaram demonstrados nos poucos trabalhos da sua autoria. Entre outros assuntos, era versada em filosofia, literatura, gramática, teologia, astronomia e medicina. Através de pequenos erros na "Alexíada", pode-se concluir que citava Homero e a Bíblia de memória. Os seus contemporâneos, como o bispo,Jorge Tornício de Éfeso, viam Ana como uma pessoa que atingira "o cume máximo da sabedoria, tanto secular como divina".
Como historiador, ao morrer em 1137, Nicéforo Briênio deixou incompleto um ensaio que intitulara de "Material para a História, centrado no reinado de Aleixo I Comneno. Aos 55 anos de idade, Ana decidiu concluir a obra, passando a intitulá-la "A Alexíada", a história da da carreira política do seu pai Aleixo de 1069 até à sua morte em 1118. Concluída em 1148, esta história é atualmente uma das principais fontes sobre a história política do Império Bizantino no final do século XI e início do século XII, tendo sido escrita em grego em 15 volumes.
Na Alexíada, Ana explicou as guerras e as relações políticas entre Aleixo I e o ocidente, e descreveu vividamente as armas, táticas e batalhas da época. Apesar da óbvia parcialidade e admiração, é possível encontrar indícios de críticas aos defeitos do seu pai, tal como do ódio pelo seu irmão João II Comneno e o lamento pelo seu exílio no convento. O seu relato da Primeira Cruzada tem um grande valor para a história por ser o único testemunho contemporâneo do ponto de vista bizantino: entusiasta de Bizâncio e firme antagonista do cristianismo ocidental, Ana viu as cruzadas como um risco político e religioso. Não escondeu a sua aversão aos arménios e aos latinos em geral (normandos e francos), a quem considerava bárbaros. Mas de entre estes, até aos velhos inimigos de Bizâncio, como Roberto Guiscardo e o seu filho Boemundo de Taranto, expressou admiração pelas suas virtudes, habilidade ou charme. Atualmente, a descrição dos eventos militares e dos infortúnios do Império Bizantino podem parecer estar num estilo exagerado e estereotípico. Também há alguns erros geográficos e muitos equívocos nos nomes e na hierarquia dos estrangeiros, particularmente dos turcos seljúcidas. Em geral, a cronologia da Alexíada está correcta, com a excepção dos acontecimentos que ocorreram depois do seu exílio no mosteiro.
Influenciada por Tucídides, Políbio e Xenofonte, o estilo literário de Ana Comnena inclui o aticismo característico da literatura bizantina do período, tornando a sua linguagem arcaica e artificial, com abundantes referências à Ilíada de Homero e a Sófocles, Eurípides e Demóstenes. No entanto, a obra contém uma narrativa vívida e de ritmo rápido, com curtas divagações. A utilização dos termos militares e o impressionante número de detalhes na descrição do reinado de Aleixo sugerem que, apesar de internada em um mosteiro, teve acesso a arquivos oficiais e talvez tenha até entrevistado testemunhas dos acontecimentos. Todo o conjunto demonstra que a autora teve uma educação muito abrangente. O seu interesse em táticas militares e nas ciências, bem como a sua auto-confiança nas suas capacidades literárias, são surpreendentes para uma mulher da sua época - e pela sua obra também é possível obter algum conhecimento sobre a mentalidade e percepção femininas do mundo do seu tempo.[25]
Morte e posteridade
A data exata da morte de Ana Comnena é desconhecida. Através de A Alexíada, conclui-se que ainda estava viva em 1148. Na obra, ela também transparece seu estado emocional, escrevendo que ninguém podia vê-la, mas muitos a odiavam, o que significa que ela detestava sua posição de isolamento da sociedade forçado pelo exílio que lhe fora imposto.
Referências
- ↑ «Anna Comnena» (em inglês). Britannica
- 1 2 Hanawalt 1982, p. 303.
- 1 2 Smythe 2006, p. 126.
- ↑ Hill 2000, p. 47.
- 1 2 3 4 Smythe 2006, p. 130.
- ↑ Gouma-Peterson 2000, p. 118.
- ↑ Choniates 1984, p. 8.
- ↑ Connor 2004, p. 255.
- ↑ Laiou 2000, p. 4; referenced from Kurtz, Ed. “Unedierte Texte aus der Zeit des Kaisers Johannes Komnenos.” Byzantinische Zeitschrift 16 (1907): 69–119.
- ↑ Browning 1990, p. 404-405.
- ↑ Garland & Rapp 2006, p. 108.
- ↑ Windsor, Laura Lynn (2002). Women in Medicine: An Encyclopedia. [S.l.]: ABC-CLIO. p. 45. ISBN 978-1-57607-392-6
- 1 2 Smythe 2006, p. 126.
- ↑ Coniates 1984, p. 5.
- ↑ Hill 2000, p. 46.
- ↑ Coniates 1984, p. 6.
- ↑ Smythe 2006, p. 127.
- 1 2 3 4 5 Hill 2000, p. 47.
- ↑ Smythe 1997, p. 241.
- ↑ Comnena 1969, p. 197.
- ↑ Stankovíc 2007, p. 174.
- 1 2 3 4 Jarratt 2008, p. 308.
- ↑ Smythe 2006, p. 125.
- ↑ Jarratt 2008, p. 305.
- ↑
"Anna Comnena" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.
Bibliografia
- Gouma-Peterson, Thalia (2000). «Gender and Power: Passages to the Maternal in Anna Komnene's Alexiad». In: Gouma-Peterson, Thalia. Anna Komnene and Her Times. New York: Garland Publishing Inc. pp. 107–125. ISBN 0-8153-3645-4
- Komnene, Anna (2009). Peter Frankopan, ed. The Alexiad. New York: Penguin. 587 páginas. ISBN 978-0140455274
- Gouma-Peterson, Thalia (2000). «Gender and Power: Passages to the Maternal in Anna Komnene's Alexiad». In: Gouma-Peterson, Thalia. Anna Komnene and Her Times. New York: Garland Publishing Inc. pp. 107–125. ISBN 0-8153-3645-4
- Smythe, Dion C. (2006). «Middle Byzantine Family Values and Anna Komnene's Alexiad». In: Garland, Lynda. Byzantine Women: Varieties of Experience. Burlington: Ashgate. pp. 125–139. ISBN 978-0-7546-5737-8
- Hill, Barbara (2000). «Actions Speak Louder Than Words: Anna Komnene's Attempted Usurpation». In: Gouma-Peterson, Thalia. Anna Komnene and Her Times. New York: Garland Publishing Inc. pp. 45–62. ISBN 0-8153-3645-4
- Hanawalt, Emily Albu (1982). "Anna Komnene". In Strayer, Joseph R. ed. The Dictionary of the Middle Ages. 1. New York: Charles Scribner's Sons. pp. 303–304. ISBN 0684167603
- Anna Comnena, 1911 Encyclopædia Britannica
- The Alexiad of Anna Comnena, ed. e trac. E.R.A. Sewter. Harmondsworth, Penguin, 1969
- Anna Comnena: A Study, Georgina Buckler, Oxford University Press, 1929, (ISBN 0 19 821471 5)
- Anna Komnene and her Times, ed. Thalia Gouma-Peterson, New York, Garland, 2000 (ISBN 0 8153 3851 1)
- Harris, Jonathan (2006). Byzantium and The Crusades. Londres: Hambledon & London. ISBN 978-1-85285-501-7
- Extraordinary Women of the Medieval and Renaissance World, Carole Levin et al, Connecticut, Greenwood Press, 2000
- The Oxford Dictionary of Byzantium, Oxford University Press, 1991.
- Ē genealogia tōn Komnēnōn, K. Varzos, Thessalonikē, 1984
Ligações externas
- «Alexíada, Ana Comnena, no Wikisource, trad. Elizabeth A. S. Dawes» (em inglês)
- «A Alexíada, Ana Comnena, trad. Elizabeth A. S. Dawes, 1928» (em inglês)
- «A Alexíada, Ana Comnena, Opera Omnia, Migne Patrologia Graeca» (em grego e inglês)
- «Ana Comnena, a Alexíada e a Primeira Cruzada, John France, Reading Medieval Studies v.9, 1983» (PDF) (em inglês)
- A Alexíada de Ana Comnena como fonte para a Segunda Cruzada?, Paul Stephenson, Journal of Medieval History v. 29, 2003 (em inglês)
- «Female Heroes, From The Time of the Crusades: Anna Comnena, 1999, Women in World History, 12 Dez. 2006» (em inglês)
- «Biografia na Catholic Encyclopedia» (em inglês)