Luís de Bar

Louis de Bar
Cardeal da Santa Igreja Romana
Administrador apostólico de Verdun
Atividade eclesiástica
Diocese Diocese de Verdun
Serviço pastoral Administrador apostólico
Nomeação 14 de fevereiro de 1424
Predecessor Guillaume de Montjoie
Sucessor Louis de Haraucourt
Mandato 1424-1430
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 29 de junho de 1409
por Niccolò Cardeal Brancaccio
Nomeação episcopal 2 de abril de 1395
Ordenação episcopal 1412?
Cardinalato
Criação 21 de dezembro de 1397
por Papa Bento XIII de Avinhão
Ordem Cardeal-diácono (1397-1409)
Cardeal-presbítero (1409-1412)
Cardeal-bispo (1412-1430)
Título Santa Águeda do Subúrbio (1397-1409)
Santos XII Apóstolos (1409-1412)
Porto e Santa Rufina (1412-1430)
Brasão
Dados pessoais
Nascimento França
1370
Morte Varennes
23 de junho de 1430 (60 anos)
Nacionalidade francês
Funções exercidas - Bispo de Langres (1395-1413)
- Administrador apostólico de Châlons (1413-1420)
- Bispo de Verdun (1420-1423)
- Administrador apostólico de Poitiers (1423-1424)
- Administrador apostólico de Verdun (1424-1430)
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Luís
Duque de Bar
Período25 de outubro de 1415 – 23 de junho de 1430
PredecessorEduardo III de Bar
SucessorRenato I de Anjou
Dados pessoais
CasaMontbéliard
Valois
PaiRoberto I de Bar
MãeMaria de França
ReligiãoCatolicismo
Brasão

Luís de Bar (França, entre 1370 e 1375 - Varennes, 23 de junho de 1430) foi um nobre e pseudocardeal francês da Igreja Católica, que foi duque de Bar e bispo de Langres e Verdun.

Biografia

Sexto filho do duque Roberto I de Bar e Maria de França, assim era sobrinho do rei Carlos V e neto do rei João II le Bon da França.[nota 1] Foi educado na corte de seu pai.[1]

Em 2 de abril de 1395 foi nomeado bispo de Langres. Consta que celebrou um sínodo diocesano.[1][2]

Criado pelo Papa Bento XIII de Avinhão como cardeal-diácono no consistório de 21 de dezembro de 1397, recebeu a diaconia de Santa Águeda do Subúrbio.[1][2]

Ele estava em Avinhão em 1403. Deixou a obediência do antipapa Bento XIII em 1408 e foi deposto por ele em 21 de outubro daquele ano. Participou do Concílio de Pisa que elegeu o antipapa Alexandre V e se juntou à obediência desse antipapa.[1]

Recebeu a ordenação presbiteral em 29 de junho de 1409 do cardeal Niccolò Brancaccio. Em 2 de julho seguinte, optou pela ordem dos cardeais-presbíteros, recebendo o titulus de Santos XII Apóstolos.[1][2]

Foi nomeado legado papal de Alexandre V na França e na Germânia, deixou Pisa em 13 de julho de 1409.[1]

Juntou-se à obediência do Papa João XXIII de Avinhão, que aceitou sua renúncia como legado que ele apresentado através do abade de Saint-Jean de Reims.[1]

Optou pela ordem dos cardeais-bispos e pela sé suburbicária de Porto e Santa Rufina em 22 de setembro de 1412.[1][2]

Com a morte de seu irmão Eduardo III em 25 de outubro de 1415, herdou o Ducado de Bar,[3] que, no entanto, teve de defender contra seu cunhado Adolfo de Jülich-Berg, marido de Iolanda, a Jovem (m. 1421), que argumentou que Luís, como eclesiástico, não poderia herdar o título e o ducado. No final, porém, Luís prevaleceu.[4]

Em 1419, para pôr fim às disputas entre os duques de Bar e os de Lorena, que duravam há séculos, arranjou o casamento do seu sobrinho-neto Renato de Anjou com a filha de Carlos II da Lorena, Isabel, e de acordo com o Europäische Stammtafeln[nota 2], vol I, 2228, com o Tratado de Saint-Mihiel de 13 de agosto, declarou-o seu herdeiro do Ducado de Bar;[5] na mesma data, uma carta de Luís confirmou que, naquele ano, o conde de Guise, Renato de Anjou, foi investido como marquês de Pont-à-Mousson, além de ser herdeiro de Luís.[4]

Torna-se bispo ou administrador apostólico de Verdun, governando entre 10 de janeiro de 1420 até 3 de março de 1423. Nomeado administrador apostólico da sé de Poitiers, de 3 de março de 1423 a 14 de fevereiro de 1424. Administra a sé de Verdun, novamente, em 14 de fevereiro de 1424 até sua morte.[1][2]

Morreu em 23 de junho de 1430, em Varennes. Foi enterrado na capela de Saint-Martin, que ele havia construído, na catedral de Notre-Dame-de-l'Assomption, em Verdun.[1]

Conclaves

Notas e referências

Notas

  1. Seu último o nome também está listado como Barro e como Baro. Ele foi chamado de Cardeal de Bar.
  2. Os Europäische Stammtafeln são uma coleção de tabelas genealógicas das famílias europeias (mais influentes).

Referências

  1. a b c d e f g h i j The Cardinals of the Holy Roman Church
  2. a b c d e Catholic Hierarchy
  3. Naquela época, todos os irmãos e irmãs de Luís já haviam morrido, exceto dois: Iolanda de Bar (1364-1431), que se casara com o Rei João I de Aragão (1350-1396), e Iolanda, conhecida como a Jovem, para distingui-la da irmã de mesmo nome. Até mesmo o filho mais novo, João, Senhor de Puisaye (1380-1415), morrera durante a Batalha de Agincourt com seu irmão Eduardo.
  4. a b Histoire généalogique de la maison royale de Dreux (Paris), Luxembourg, Preuves de l'histoire de la maison de Bar-le Duc (em francês), ano 1419, págs. 64 e 65
  5. #ES Foundation for Medieval Genealogy: DUKES of BAR - LOUIS de Bar (em inglês)

Ligações externas

Precedido por
Bertrand de La Tour d’Auvergne, O.S.B.
brasão episcopal
Bispo de Langres

13951413
Sucedido por
Charles de Poitiers
Precedido por
Galeotto Tarlati de Petramala
Cardeal
Cardeal-diácono de
Santa Águeda do Subúrbio

13971409
Sucedido por
Bartolomé Martí
Precedido por
Pedro de Cândia, O.F.M. Conv.
Cardeal
Cardeal-presbítero de
Santos XII Apóstolos

14091412
Sucedido por
Niccolò Tedeschi, O.S.B.
(Obediência avinhonesa)
Basílio Bessarion
(Obediência romana)
Precedido por
Antonio Caetani
Cardeal
Cardeal-bispo de
Porto e Santa Rufina

14121430
Em oposição a Antonio Correr
(obediência romana)
Sucedido por
Branda Castiglione
Precedido por
Eduardo III de Bar

Duque de Bar

14151430
Sucedido por
Renato I de Anjou
Precedido por
Jean de Sarrebruck
brasão episcopal
Bispo de Verdun

14201423
Sucedido por
Guillaume de Montjoie