Joel Mokyr

Joel Mokyr
Nascimento26 de julho de 1946 (79 anos)
Leiden
CidadaniaIsrael, Estados Unidos
Irmão(ã)(s)Rob Mok
Alma mater
  • Universidade Hebraica de Jerusalém
  • Universidade Yale
Ocupaçãohistoriador da economia, professor universitário, economista
DistinçõesPrêmio de História A.H. Heineken (2006), Prêmio Balzan (2015), Nobel de Economia (2025)
Empregador(a)Universidade do Noroeste, Universidade de Tel Aviv
Orientador(a)(es/s)John C.H. Fei, William N. Parker

Joel Mokyr (Leiden, 26 de julho de 1946) é um historiador da economia israelense-americano nascido na Holanda. Doutorado em 1974, detém a cátedra Robert H. Strotz de Artes e Ciências da Northwestern University.

Em 2025, foi laureado com o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel junto de Philippe Aghion e Peter Howitt por seus trabalhos sobre o crescimento econômico impulsionado pela inovação.[1]

Biografia

Mokyr nasceu em Leiden em 1946. Ele nasceu em uma família de judeus holandeses que sobreviveram ao Holocausto.[2] Seu pai, um funcionário público, morreu de câncer quando Mokyr tinha um ano de idade, e então ele foi criado por sua mãe em Haifa, Israel.[2] Ele recebeu um bacharelado em economia e história pela Universidade Hebraica de Jerusalém em 1968. Ele recebeu um Mestrado em economia pela Universidade de Yale em 1972 e um PhD em economia por Yale em 1974, escrevendo uma dissertação intitulada Crescimento Industrial e Estagnação nos Países Baixos, 1800-1850 sob a supervisão de William N. Parker, Lloyd G. Reynolds e John C.H. Fei.[3]

Pesquisa

Mokyr postula que a Revolução Industrial foi o resultado da cultura e das instituições.[4] Ele argumenta que a raiz da modernidade está no "surgimento de uma crença na utilidade do progresso" e que "foi um ponto de virada quando os intelectuais começaram a conceber o conhecimento como cumulativo".[5]

Mokyr argumenta ainda que a fragmentação política (a presença de um grande número de Estados europeus) possibilitou o florescimento de ideias heterodoxas, já que empreendedores, inovadores, ideólogos e hereges podiam facilmente fugir para um Estado vizinho caso este tentasse suprimir suas ideias e atividades. Isso é o que diferenciava a Europa de grandes impérios unitários e tecnologicamente avançados, como a China e a Índia.

Resistência às novas tecnologias

Mokyr descreveu três razões pelas quais as sociedades resistem às novas tecnologias:

  • Instituições estabelecidas que temem uma ameaça ao seu poder e renda econômica.
  • Preocupação com repercussões sociais e políticas mais amplas ("efeitos cascata não intencionais").
  • Aversão a riscos e perdas: novas tecnologias frequentemente têm "consequências imprevistas e desconhecidas".

Honrarias e prêmios

Mokyr foi eleito para a Academia Americana de Artes e Ciências em 1996 e foi eleito membro da Sociedade Econométrica em 2011.[6][7] Foi eleito membro estrangeiro da Real Academia Holandesa de Artes e Ciências em 2001, cujo Prêmio Heineken de História bienal recebeu em 2006.[8][9] Ganhou o Prêmio Internacional Balzan de história econômica em 2015.[10] Recebeu metade do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2025 "por ter identificado os pré-requisitos para o crescimento sustentado por meio do progresso tecnológico", sendo a outra metade para Philippe Aghion e Peter Howitt.[1]

Bibliografia

  • Industrialization in the Low Countries, 1795–1850 (1976)
  • Why Ireland Starved: An Analytical and Quantitative Study of Irish Poverty, 1800–1851 (1983)
  • The Economics of the Industrial Revolution (ed.) (1985)
  • Twenty Five Centuries of Technological Change: An Historical Survey (1990)
  • The Lever of Riches: Technological Creativity and Economic Progress (1990)
  • The Vital One: Essays in Honor of Jonathan Hughes (ed.) (1991)
  • The British Industrial Revolution: an Economic Perspective (ed.) (1993) / 1998
  • The Gifts of Athena: Historical Origins of the Knowledge Economy (2002)
  • The Oxford University Press Encyclopedia of Economic History (editor) (2003)
  • The Invention of Enterprise: Entrepreneurship from Ancient Mesopotamia to Modern Times (co-editor) (2009)
  • The Enlightened Economy: An Economic History of Britain 1700–1850 (2009)
  • The Birth of Modern Europe: Culture and Economy, 1400–1800: Essays in Honor of Jan de Vries (co-editor com Laura Cruz) (2010)
  • A Culture of Growth: The Origins of the Modern Economy (2016)
  • Economics in the Test of Time: Issues in Economic History (with Amira Ofer), em Hebraico, 2 volumes. (2017)
  • Why Britain? A New View of the Industrial Revolution (vindouro)
  • Two Paths to Prosperity: Culture and Institutions in Europe and China, 1200-2000 (vindouro)

Referências

  1. a b «The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 2025». Nobel Foundation. Consultado em 13 de outubro de 2025 
  2. a b Aeppel, Timothy (16 de junho de 2014). «Economists Duel Over Idea That Technology Will Save the World». Wall Street Journal (em inglês). ISSN 0099-9660. Consultado em 14 de outubro de 2025 
  3. bpb-us-e1.wpmucdn.com/sites.northwestern.edu - pdf
  4. Mokyr, Joel (junho de 2005). «The Intellectual Origins of Modern Economic Growth». The Journal of Economic History (em inglês) (2): 285–351. ISSN 1471-6372. doi:10.1017/S0022050705000112. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  5. Mokyr, Joel (17 de novembro de 2016). «Progress Isn't Natural». The Atlantic (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2025 
  6. «Member Directory | American Academy of Arts and Sciences». www.amacad.org. Consultado em 14 de outubro de 2025 
  7. «Current Fellows». www.econometricsociety.org (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2025 
  8. «Mokyr, Prof. dr. J. (Joël) — KNAW». www.knaw.nl (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2016 
  9. «Joel Mokyr (1946), USA — KNAW». www.knaw.nl (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 22 de julho de 2020 
  10. «Joel Mokyr: Department of Economics - Northwestern University». economics.northwestern.edu (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2025 

Ligações externas