Isabel de Aragão, Duquesa de Milão
| Isabel de Aragão, Duquesa de Milão | |
|---|---|
| Pseudônimo(s) | pessoa retratada em Mona Lisa |
| Nascimento | 2 de outubro de 1470 Nápoles |
| Morte | 11 de fevereiro de 1524 (53 anos) Bari |
| Sepultamento | Igreja de São Domingos Maior |
| Progenitores |
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| Cônjuge | João Galeácio Sforza |
| Filho(a)(s) | Bona Sforza, Francesco Sforza, Ippolita Maria Sforza |
| Irmão(ã)(s) | Sancha de Aragão, Fernando II de Nápoles, Afonso de Aragão |
| Ocupação | aristocrata |
| Título | duque de Milão, duquesa |
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| Causa da morte | sífilis |
Isabella de Aragão (em italiano: Isabella d'Aragona; Nápoles, 2 de outubro de 1470 – Bari, 11 de fevereiro de 1524) foi uma princesa napolitana e duquesa consorte de Milão entre 1489 e 1494. Foi também duquesa de Bari e de Rossano entre 1500 e sua morte em 1524.[1]
Isabella de Aragão nasceu em 2 de outubro de 1470, no então Reino de Nápoles. Era a segunda filha (e única mulher) do futuro rei Afonso II de Nápoles e de sua esposa, Hipólita Maria Sforza. Por nascimento, pertencia ao ramo napolitano da poderosa Casa de Trastâmara, dinastia que também governava os reinos de Castela e de Aragão. Teve uma educação excepcional, seu tutor foi o poeta humanista, Giovanni Pontano. Graças a isto, adquiriu interesse por poesia e música, e nas horas vagas, escrevia poemas. Durante sua infância, seus pais tiveram um relacionamento conturbado, que era caracterizado por rivalidade e desprezo. Afonso, talvez ameaçado pelo alto nível de educação de Hipólita, ou desdenhoso de sua linhagem, tratou sua esposa com falta de respeito durante todo o casamento. Afonso preferia a companhia de sua amante, Trogia Gazzela, com quem teve dois filhos ilegítimos durante a infância de Isabella. Seu avô, o rei Fernando I de Nápoles, era um governante que não se continha quando se tratava de lidar com seus inimigos. Ser criada nesta corte implacável em Nápoles moldou quem Isabella era.[1]
Em meados de 1471, quando tinha um ano de idade, seus pais idealizaram de casar Isabella com o herdeiro do Ducado de Milão, João Galeácio Sforza. O contrato de casamento foi assinado em 26 de setembro de 1472, como Isabella e João eram primos de 1° grau, pois sua mãe e o pai de João eram irmãos, precisavam de uma dispensa papal para realizar o casamento, que foi concedida pelo Papa Sisto IV. O casamento havia sido marcado para 1488, mas em 19 de agosto de 1488, a mãe de Isabella, Hipólita Maria Sforza, acabou vindo a falecer inesperadamente. O casamento não foi adiado, mesmo com o luto. O casamento por procuração foi finalmente realizado em 23 de dezembro de 1488, em Nápoles. Após isto, no dia 26 de dezembro, Isabel e sua comitiva seguiram até Milão. Em 24 de janeiro de 1489, Isabella e João se conheceram na cidade de Tortona. E o casamento por fim se realizou em 2 de fevereiro de 1489, na Catedral de Milão.[1]
Apesar de serem Duque e Duquesa de Milão, João assumiu o trono apenas em 1476, até então não governavam de fato. Quem governava no lugar de João era seu tio, Ludovico Sforza, que atuava como Regente de Milão.[2] Logo após o casamento, Isabella e João foram forçados por Ludovico a se mudar para a cidade de Pavia. Inicialmente, o casamento não foi feliz, pois ao que alguns historiadores indicam, João era possivelmente homossexual, ele se negou a consumar a união inicialmente. Mas após 1 ano de casados, consumaram o casamento em abril de 1490. Isabella engravidou em maio do mesmo ano. E deu a luz ao seu primogênito em 30 de janeiro de 1491, batizado como Francisco Maria Sforza. Seu nome foi escolhido para homenagear o avô de João, o falecido Duque de Milão, Francisco I Sforza.[3] Em 26 de janeiro de 1493, deu a luz a sua segunda filha, batizada de Hipólita Maria Sforza, em homenagem a sua falecida mãe. Em 2 de fevereiro de 1494, deu a luz a sua terceira filha, a futura Rainha da Polônia, Bona Sforza.[4] Engravidou pela quarta vez logo após o nascimento de sua terceira filha. Seu marido, João Galeácio Sforza, acabou falecendo inesperadamente em 21 de outubro de 1494, aos 25 anos de idade. Especula-se que a causa de sua morte seja um envenenamento realizado por Ludovico Sforza, que almejava assumir o poder em Milão formalmente e deixar de ser um apenas um regente. O que ocorreu no dia seguinte, em 22 de outubro de 1494, L. Sforza assumiu o trono, usurpando o trono do filho de Isabella, Francisco Maria, que era o sucessor natural de seu pai.[2] Posteriormente deu a luz a sua quarta e última filha em fevereiro de 1495, que foi batizada de Bianca Maria Sforza. A mesma veio a falecer inesperadamente em 1496, com apenas 1 ano de idade.[1]
Em meados de 1494, o avô de Isabella, Fernando I de Nápoles, morreu. Este acontecimento deu início a uma série de guerras na Itália, que ficaram conhecidas como: Guerras Italianas.[5] Em meados de 1499, o Reino da França invadiu o Ducado de Milão e expulsou Ludovico do poder. Qualquer satisfação que Isabella pudesse sentir por ver Ludovico ser deposto do poder foi perdida, pois o Rei da França, Luís XII, sequestrou seu filho, Francisco Maria, e o levou para a França como prisioneiro. Ela nunca mais viu seu filho, que viria posteriormente a falecer em meados de 1512.[3]
Após perder seu único filho homem, Isabella decidiu ir embora de Milão com suas duas filhas, Bona e Hipólita. Ela então viajou para Roma em fevereiro de 1500, lá foi abrigada pelo seu meio-irmão ilegítimo, Afonso de Aragão, que era casado com Lucrécia Bórgia, que por sua vez, era filha do Papa Alexandre VI.[6] Posteriormente, ela se dirigiu para Nápoles, lá foi abrigada por seu tio, o Rei Frederico de Nápoles.
A derrota final de Ludovico na Batalha de Novara em 8 de abril de 1500 melhorou a situação financeira de Isabella. Já que o rei Frederico de Nápoles ordenou que os vassalos Sforza pagassem tributo à sua sobrinha, a Duquesa viúva. A derrota de seu tio para a França e Aragão em meados de Agosto de 1501, forçou-a a se refugiar com suas duas filhas na ilha de Ísquia. Lá, ainda em 1501, a sua filha mais velha, Hipólita, morreu aos 8 anos de idade, por causas desconhecidas.[1]
Após negociações com os representantes de Aragão, a duquesa viúva de Milão obteve os títulos de suo jure duquesa de Bari, princesa de Rossano e senhora de Ostuni, que Luís XII de França havia negado a seu filho anteriormente. A tomada formal das posses ocorreu em abril de 1502. Isabella e sua então única Filha, Bona, passaram a residir em Bari, no Castelo Normanno-Svevo.[1][4] Sob administração de Isabella, os Ducados de Bari, Rossano e Ostuni prosperaram, desfrutando de uma excelente administração. Suas posses passaram também a ser centros do Renascimento na Itália, com Isabella financiando artistas visuais e músicos em sua corte. Ela também tratou de melhorar a educação, aumentando os salários dos professores em seus domínios e até os isentando de impostos.[1] Isabella viveu em melhores condições em Bari junto com sua filha, Bona. Que teve uma excelente educação graças a sua mãe. Em 1518, Bona se casou com o Rei da Polônia Sigismundo I, o velho. Isabella nunca mais a viu.[4]
Isabella de Aragão faleceu em 11 de fevereiro de 1524, aos 53 anos de idade, falecendo de uma doença não confirmada. Historiadores alegam que a causa mais provável teria sido a sífilis, que pode ter sido contraída de um de seus amantes. Uma hipótese é a de que ela teria usado mercúrio para tratar a doença, e faleceu por conta de intoxicação.[1] Ela foi enterrada inicialmente em Bari, no seu ducado. Mas seus restos mortais foram posteriormente transferidos para Nápoles, na Igreja de São Domingos Maior, aonde repousa até hoje.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i «Isabella d'Aragona, duchessa di Milano - Enciclopedia». Treccani (em italiano). Consultado em 1 de julho de 2024
- ↑ a b «Ludovico Maria "Il Moro" Sforza (1452-1508) –...». pt.findagrave.com. Consultado em 1 de julho de 2024
- ↑ a b «Francesco Maria Sforza (1491–1512), 'Il Duchetto' | Art UK». artuk.org (em inglês). Consultado em 1 de julho de 2024
- ↑ a b c «Bona Sforza (1494-1557)». CiekawostkiHistoryczne.pl (em polaco). Consultado em 1 de julho de 2024
- ↑ «Italian Wars | Summary, History, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). 13 de junho de 2024. Consultado em 1 de julho de 2024
- ↑ «Biografia de Lucrécia Bórgia». eBiografia. 25 de maio de 2020. Consultado em 1 de julho de 2024
