História da América


A história humana das Américas é considerada começar com pessoas migrando para essas áreas a partir da Ásia durante o auge de uma idade do gelo. Acredita-se, em geral, que esses grupos tenham permanecido isolados dos povos do "Velho Mundo" até a chegada dos europeus em 1492 com as Viagens de Cristóvão Colombo.
Os ancestrais dos atuais povos indígenas das Américas foram os Paleoíndios; eram caçadores-coletores que migraram para a América do Norte. A teoria mais aceita afirma que os migrantes chegaram às Américas via Beríngia, a massa de terra hoje coberta pelas águas oceânicas do Estreito de Bering. Pequenos povos do Período lítico seguiram a megafauna, como o bisão, o mamute (agora extinto) e o caribu, recebendo assim o apelido moderno de "caçadores de grande porte". Grupos de pessoas podem também ter viajado para a América do Norte sobre plataformas ou camadas de gelo ao longo da costa norte do Pacífico.
Sociedades sedentárias desenvolveram-se principalmente em duas regiões: a Mesoamérica e as Civilizações andinas. As culturas mesoamericanas incluem zapoteca, tolteca, olmeca, maia, asteca, mixteca, totonaca, Teotihuacan, huasteca, Purépecha, Izapa e mazateca.[1] As culturas andinas incluem inca, Caral-Supe, Wari, Tiwanaku, Chimor, Moche, Muisca, Chavín, Paracas e Nazca.
Após as Viagens de Cristóvão Colombo em 1492, expedições coloniais espanhola e posteriormente portuguesa, inglesa, francesa e neerlandesa chegaram ao Novo Mundo, conquistando e colonizando as terras descobertas, o que levou a uma transformação das paisagens cultural e física nas Américas. A Espanha colonizou a maior parte das Américas, desde a atual região sudoeste dos Estados Unidos e a Flórida e o Caribe até a ponta sul da América do Sul. Portugal estabeleceu-se no que hoje é, em sua maior parte, o Brasil, enquanto a Inglaterra estabeleceu colônias na costa leste dos atuais Estados Unidos, bem como na costa norte do Pacífico e na maior parte do Canadá. A França estabeleceu-se no Quebec e em outras partes do leste do Canadá e reivindicou uma área no que é hoje a região central dos Estados Unidos. Os Países Baixos colonizaram a Nova Holanda (cujo centro administrativo era Nova Amesterdã – hoje Nova Iorque), algumas ilhas do Caribe e partes do norte da América do Sul.
A colonização europeia das Américas levou ao surgimento de novas culturas, civilizações e, eventualmente, Estados, resultantes da fusão de tradições, povos e instituições nativo-americanas, europeias e africanas. A transformação das culturas americanas por meio da colonização é evidente na arquitetura, religião, gastronomia, artes e, particularmente, nas línguas, sendo as mais difundidas o espanhol (376 milhões de falantes), o inglês (348 milhões) e o português (201 milhões). O período colonial durou aproximadamente três séculos, do início do século XVI ao início do século XIX, quando o Brasil e as maiores nações da América Hispânica declararam independência. Os Estados Unidos obtiveram independência do Reino Unido bem antes, em 1776, enquanto o Canadá formou um domínio federal em 1867 e recebeu independência legal pelo Estatuto de Westminster de 1931. Outros permaneceram ligados ao seu Estado europeu de origem até o final do século XIX, como Cuba e Porto Rico, que permaneceram vinculados à Espanha até 1899. Territórios menores, como a Guiana, obtiveram independência em meados do século XX, enquanto a Guiana Francesa, as Ilhas Malvinas, Bermudas e várias ilhas do Caribe permanecem parte de uma potência europeia até hoje.
Pré-colonização
Migração para os continentes
O povoamento da América é uma questão arduamente discutida no meio científico, e várias teorias foram elaboradas para explicar a chegada do homem ao continente. Os cientistas não têm dúvidas de que o ser humano não é autóctone, ou seja, não se originou na América, e que o continente tenha sido povoado por homens provenientes de outras partes do mundo (aloctonismo). Há um certo consenso de que a América tenha sido povoada desde a Sibéria, na Ásia. Todavia, para além desse relativo consenso, a comunidade científica discute, desde a primeira década do século XX, em qual época, por quais as rotas e quantas ondas migratórias teriam povoado o continente americano.
Estudos de DNA têm sido responsáveis por demonstrar a ancestralidade dos povos americanos, bem como as rotas migratórias e as dinâmicas das populações estabelecidas no continente. Ainda não existe consenso sobre quantas migrações ou em que momento as migrações de populações humanas ocorreram para a América. Ao que tudo indica, grande parte do povoamento, e as migrações para porções mais ao sul, tenham sido realizadas por rotas costeiras.

Período lítico (antes de 8000 a.C.)

O Período lítico ou período paleoíndio é o primeiro termo de classificação que se refere à primeira fase da ocupação humana nas Américas, cobrindo o Pleistoceno Superior. O período recebe esse nome pelo aparecimento de ferramentas de pedra "lascadas". Ferramentas de pedra, particularmente pontas de projétil e raspadores, são a principal evidência da mais antiga atividade humana bem conhecida nas Américas. Ferramentas de pedra produzidas por Redução lítica são usadas por arqueólogos e antropólogos para classificar períodos culturais.
Período arcaico (8000–1000 a.C.)
Vários milhares de anos após as primeiras migrações, surgiram as primeiras civilizações complexas, à medida que caçadores-coletores se estabeleceram em comunidades semiagrícolas. Assentamentos sedentários identificáveis começaram a surgir no chamado período Arcaico médio, por volta de 6000 a.C. Culturas arqueológicas específicas podem ser identificadas e facilmente classificadas ao longo do período Arcaico.
No final do período Arcaico, na região costeira centro-norte do Peru, surgiu uma civilização complexa que foi denominada civilização Norte Chico, também conhecida como Caral-Supe. É a civilização mais antiga conhecida nas Américas e um dos seis locais em que a civilização surgiu de forma independente e autóctone no mundo antigo, florescendo entre os séculos XXX e XVIII a.C. Ela precedeu em quase dois milênios a civilização olmeca mesoamericana. Foi contemporânea da antiga civilização do Egito após a unificação de seu reino sob Narmer e o surgimento dos primeiros hieróglifos egípcios.
Arquiteturas monumentais, incluindo montes-plataforma de terra e praças rebaixadas, foram identificadas como parte dessa civilização. Evidências arqueológicas apontam para o uso de tecnologia têxtil e o culto a símbolos comuns de divindades. Supõe-se que um governo, possivelmente na forma de teocracia, tenha sido necessário para administrar a região. No vocabulário arqueológico, a cultura foi uma cultura pré-cerâmica do período Arcaico tardio pré-colombiano. Parece ter carecido de cerâmica e de arte.
Segue em curso um debate acadêmico sobre até que ponto o florescimento de Norte Chico resultou de seus abundantes recursos alimentares marinhos e a relação que esses recursos sugeririam entre sítios costeiros e interiores. O papel dos frutos do mar na dieta de Norte Chico tem sido objeto de debate acadêmico. Em 1973, examinando a região de Aspero, em Norte Chico, Michael E. Moseley sustentou que uma economia de subsistência marítima (baseada em frutos do mar) havia sido a base da sociedade e de seu florescimento inicial. Essa teoria, posteriormente chamada de "fundação marítima da civilização andina", contrariava o consenso acadêmico geral de que a civilização surgiu como resultado de uma agricultura intensiva baseada em grãos, como ocorreu no surgimento de civilizações no nordeste da África (Egito) e no sudoeste da Ásia (Mesopotâmia).
Embora pesquisas anteriores tenham apontado a presença de plantas comestíveis domesticadas, como abóboras, feijões, lúcuma, goiaba, pacay e camote em Caral, publicações de Haas e colaboradores acrescentaram abacate, achira e milho (Zea mays) à lista de alimentos consumidos na região. Em 2013, Haas e colegas relataram que o milho era um componente principal da dieta durante todo o período de 3000 a 1800 a.C.[2] O algodão era outra cultura disseminada em Norte Chico, essencial para a produção de redes de pesca e têxteis. Jonathan Haas observou uma dependência mútua, na qual "os residentes pré-históricos de Norte Chico precisavam dos recursos pesqueiros para obter proteína, e os pescadores precisavam do algodão para fazer as redes para capturar os peixes".
No livro de 2005 1491: New Revelations of the Americas Before Columbus, o jornalista Charles C. Mann revisou a literatura da época, relatando uma data "em algum momento antes de 3200 a.C., e possivelmente antes de 3500 a.C." como início da formação de Norte Chico. Ele observa que a data mais antiga firmemente associada a uma cidade é 3500 a.C., em Huaricanga, na área (interior) de Fortaleza. A civilização Norte Chico começou a declinar por volta de 1800 a.C., à medida que centros mais poderosos surgiram ao sul e ao norte ao longo de sua costa e, a leste, na cordilheira dos Andes.
Mesoamérica, o Período Woodland e a cultura mississipiana (2000 a.C. – 500 d.C.)

Após o declínio da civilização Norte Chico, numerosas civilizações complexas e entidades políticas centralizadas desenvolveram-se no hemisfério ocidental: os Chavín, Nazca, Moche, Huari, Quitus, Cañaris, Chimu, Pachacamac, Tiahuanaco, aimarás e incas nos Andes; os Muisca, Tairona, Miskito, Huetar e o Talamanca na Área Intermediária; os Taínos no Caribe; e os Olmecas, maias, toltecas, mixtecas, zapotecas, astecas, purépechas e o Nicoya na Mesoamérica.
A civilização olmeca foi a primeira civilização mesoamericana, começando por volta de 1600–1400 a.C. e terminando por volta de 400 a.C. A Mesoamérica é considerada um dos seis locais ao redor do globo nos quais a civilização se desenvolveu de forma independente e autóctone. Essa civilização é considerada a cultura-mãe das civilizações mesoamericanas. O calendário mesoamericano, o sistema numérico, a escrita e grande parte do panteão mesoamericano parecem ter começado com os olmecas.
Alguns elementos da agricultura parecem ter sido praticados na Mesoamérica muito cedo. A domesticação do milho é considerada ter se iniciado entre 7.500 e 12.000 anos atrás. O registro mais antigo de cultivo de milho em áreas baixas data de cerca de 5100 a.C.[3] A agricultura continuou sendo misturada a um estilo de vida de caça-coleta-pesca até relativamente tarde em comparação com outras regiões, mas, por volta de 2700 a.C., os mesoamericanos já dependiam do milho e viviam, em sua maioria, em aldeias. Montículos templários e classes sociais começaram a aparecer. Por volta de 1300/1200 a.C., pequenos centros se consolidaram na civilização olmeca, que parece ter sido um conjunto de cidades-Estado unidas por interesses religiosos e comerciais. As cidades olmecas tinham complexos cerimoniais com pirâmides de terra/barro, palácios, monumentos de pedra, aquedutos e praças muradas. O primeiro desses centros foi San Lorenzo (até 900 a.C.). La Venta foi o último grande centro olmeca. Artesãos olmecas esculpiam jade e figuras de barro de jaguares e humanos. Suas icônicas cabeças colossais – acreditadas como representações de governantes olmecas – erguiam-se em todas as principais cidades.
A civilização olmeca terminou em 400 a.C., com a desfiguração e destruição de San Lorenzo e La Venta, duas de suas principais cidades. Ainda assim, deu origem a muitos outros Estados, sobretudo à civilização maia, cujas primeiras cidades começaram a aparecer por volta de 700–600 a.C. Influências olmecas continuaram a surgir em muitas civilizações mesoamericanas posteriores.
As cidades dos astecas, maias e incas eram tão grandes e organizadas quanto as maiores do Velho Mundo, com uma população estimada entre 200.000 e 350.000 habitantes em Tenochtitlán, capital do Império Asteca. O mercado estabelecido na cidade teria sido o maior já visto pelos conquistadores quando chegaram. A capital dos cahokianos, Cahokia, localizada perto da moderna East St. Louis, Illinois, pode ter atingido uma população de mais de 20.000 habitantes. Em seu auge, entre os séculos XII e XIII, Cahokia pode ter sido a cidade mais populosa da América do Norte. O Monte dos Monges, principal centro cerimonial de Cahokia, permanece como a maior construção de terra do mundo pré-histórico no Novo Mundo.
Essas civilizações também desenvolveram a agricultura, cultivando milho (corn) a partir de espigas com 2–5 cm de comprimento até cerca de 10–15 cm. Batatas, Tomates, feijões (greens), Abóboras, Abacates e Chocolate estão hoje entre os produtos agrícolas pré-colombianos mais populares. As civilizações não desenvolveram uma pecuária extensiva, pois havia poucas espécies adequadas, embora alpacas e llamas tenham sido domesticadas como animais de carga e fontes de lã e carne nos Andes. No século XV, o milho já era cultivado no vale do Rio Mississippi após sua introdução a partir do México. O curso do desenvolvimento agrícola posterior foi profundamente alterado pela chegada de europeus.
Período clássico (800 a.C. – 1533 d.C.)

Cahokia
Cahokia foi uma importante chefia regional, com chefias tributárias e de comércio localizadas em áreas que se estendiam desde as margens dos Grandes Lagos até o Golfo do México.
Haudenosaune
A Liga das Nações Iroquesas ou "Povo da Casa Comprida", com base no atual centro-oeste e oeste do estado de Nova Iorque, tinha um modelo de Confederação desde meados do século XV. Já foi sugerido que sua cultura contribuiu para o pensamento político durante o desenvolvimento do posterior governo dos Estados Unidos. Seu sistema de afiliação era um tipo de federação, diferente das monarquias europeias fortes e centralizadas.[4][5][6]
A liderança era restrita a um grupo de 50 sachem chefes, cada um representando um clã dentro de uma tribo; os oneidas e os mohawks tinham nove assentos cada; os onondagas detinham catorze; os cayugas tinham dez assentos; e os sénecas tinham oito. A representação não se baseava em números populacionais, já que a tribo séneca superava amplamente as outras em população. Quando um chefe sachem morria, seu sucessor era escolhido pela mulher mais velha de sua tribo, em consulta com outras mulheres do clã; propriedade e liderança hereditária eram transmitidas de forma matrilinear. As decisões não eram tomadas por voto, mas por consenso, com cada chefe sachem detendo teoricamente poder de veto. Os onondagas eram os "guardiões do fogo", responsáveis por levantar os temas a serem discutidos. Eles ocupavam um lado de uma fogueira de três lados (os mohawks e sénecas sentavam-se em um lado, os oneidas e cayugas sentavam-se no terceiro lado).[6]
O comércio de longa distância não impedia guerras e deslocamentos entre os povos indígenas, e suas tradições orais relatam numerosas migrações para os territórios históricos onde os europeus os encontraram. Os iroqueses invadiram e atacaram tribos na área do rio Ohio, na atual Kentucky, e reivindicaram as áreas de caça. Historiadores situam esses eventos já no século XIII ou no contexto das Guerras dos Castores do século XVII.[7]
Por meio da guerra, os iroqueses levaram várias tribos a migrar para oeste, para o que passou a ser conhecido como seus territórios tradicionais históricos, a oeste do rio Mississippi. As tribos originárias do vale do Ohio que se deslocaram para oeste incluíam os osages, kaws, poncas e omahas. Em meados do século XVII, eles haviam se reassentado em suas terras históricas, na atual Kansas, Nebraska, Arkansas e Oklahoma. Os osages guerrearam contra povos indígenas de língua caddo, deslocando-os por sua vez em meados do século XVIII e dominando seus novos territórios históricos.[7]
Oasisamérica
Povo pueblo
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A Grande Kiva de Chetro Ketl no Chaco Culture National Historical Park, Patrimônio Mundial -
Cliff Palace, no Parque Nacional Mesa Verde, um Patrimônio Mundial -
Taos Pueblo, um sítio de Patrimônio Mundial pertencente a uma tribo nativo-americana de povos pueblo, marcando o desenvolvimento cultural durante a Era pré-colombiana -
White House Ruins, Monumento Nacional Canyon de Chelly
Os povos pueblo do território hoje ocupado pelo Sudoeste dos Estados Unidos e pelo norte do México viviam em grandes estruturas de adobe semelhantes a apartamentos de pedra. Eles vivem no Arizona, Novo México, Utah, Colorado e possivelmente áreas vizinhas.

Aridoamérica
Chichimeca
Chichimeca era o nome que os mexicas (astecas) aplicavam genericamente a uma ampla gama de povos seminômades que habitavam o norte do atual México, e carregava o mesmo sentido que o termo europeu "bárbaro". O nome foi adotado com tom pejorativo pelos espanhóis ao se referirem especialmente aos povos semi-nômades caçadores-coletores do norte do México.
Mesoamérica
Olmeca
A civilização olmeca surgiu por volta de 1200 a.C. na Mesoamérica e terminou por volta de 400 a.C. A arte e os conceitos olmecas influenciaram as culturas vizinhas após sua queda. Acredita-se que essa civilização tenha sido a primeira nas Américas a desenvolver um sistema de escrita. Após o abandono de suas cidades pelos olmecas, por razões desconhecidas, surgiram os maias, zapotecas e a cidade de Teotihuacan.
Purépecha
A civilização purépecha surgiu por volta de 1000 d.C. na Mesoamérica. Floresceu de 1100 d.C. a 1530 d.C. Eles continuam a viver no estado de Michoacán. Guerreiros ferozes, nunca foram conquistados e, em seus anos de glória, conseguiram bloquear grandes áreas contra a dominação asteca.
Maia
A história da civilização maia abrange 3.000 anos. O colapso maia clássico pode ter ocorrido devido à mudança climática no final do século X.
Tolteca
Os toltecas eram um povo nômade, datando dos séculos X–XII, cuja língua também era falada pelos astecas.
Teotihuacan
Teotihuacan (século IV a.C. – séculos VII/VIII d.C.) foi tanto uma cidade quanto um império de mesmo nome que, em seu auge, entre 150 d.C. e o século V, cobriu a maior parte da Mesoamérica.
Asteca
Os astecas, que começaram a construir seu império por volta do século XIV, viram sua civilização terminar abruptamente com a chegada dos conquistadores espanhóis. Eles viviam na Mesoamérica e em terras vizinhas. Sua capital, Tenochtitlán, foi uma das maiores cidades de todos os tempos.
América do Sul

Cultura Valdivia
A cultura Valdivia é uma das culturas sedentárias mais antigas registradas nas Américas. Ela surgiu da anterior cultura Las Vegas e prosperou ao longo da costa da Península de Santa Elena na Província de Santa Elena do Equador entre 3500 a.C. e 1500 a.C.
Norte Chico
Uma das mais antigas civilizações conhecidas das Américas foi estabelecida na região de Norte Chico, no atual Peru. Uma sociedade complexa surgiu no grupo de vales costeiros entre 3000 e 1800 a.C. O Quipu, um dispositivo de registro distintivo entre as civilizações andinas, aparentemente data da era de proeminência de Norte Chico.
Chavín
A cultura Chavín estabeleceu uma rede de comércio e desenvolveu a agricultura já em 900 a.C. (ou tardiamente em comparação com o Velho Mundo), segundo algumas estimativas e achados arqueológicos. Artefatos foram encontrados em um sítio chamado Chavín, no atual Peru, a uma altitude de 3.177 metros. A civilização Chavín se estendeu de 900 a.C. a 300 a.C.
Vale do Upano
Os Sítios do Vale do Upano no atual leste do Equador são anteriores a todas as sociedades amazônicas complexas conhecidas, abrangendo aproximadamente de 500 a.C. a 300–600 d.C.[8]
Inca
Com capital na grande cidade de Cusco, a civilização inca dominou a região andina de 1438 a 1533. Conhecida como Tawantinsuyu, ou "terra das quatro regiões", em quíchua, a cultura inca era altamente distinta e desenvolvida. Cidades foram construídas com um trabalho em pedra preciso e sem igual, erguido em vários níveis de terreno montanhoso. A agricultura em terraços era uma forma útil de cultivo. Há evidências de excelente metalurgia e até de trepanações bem-sucedidas do crânio na civilização inca.
Colonização europeia
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Por volta do ano 1000, os Vikings estabeleceram um assentamento de curta duração na ilha de Terra Nova, hoje conhecida como L'Anse aux Meadows. Especulações existem sobre outras descobertas do Novo Mundo por povos do Velho Mundo, mas nenhuma delas é geralmente ou completamente aceita pela maioria dos estudiosos.
A Espanha patrocinou uma grande expedição liderada pelo explorador italiano Cristóvão Colombo em 1492; ela rapidamente levou a uma extensa Colonização europeia das Américas. Os europeus trouxeram doenças do Velho Mundo que, acredita-se, causaram epidemias catastróficas e um enorme declínio da população nativa. Colombo chegou em uma época em que muitos avanços técnicos em técnicas de navegação e comunicação tornavam possível relatar seus viagens com facilidade e difundir notícias delas por toda a Europa. Era também um período de crescentes rivalidades religiosas, imperiais e econômicas que levaram a uma competição pela criação de colônias.
Período colonial
Colônias do Novo Mundo entre os séculos XV e XIX:
- Colonização espanhola das Américas (1492)
- Vice-reino da Nova Espanha (1535–1821)
- Vice-reino do Peru (1542–1824)
- Costa da Espanha
- Índias Ocidentais Espanholas
- Capitania-Geral da Guatemala
- América Britânica / Treze Colônias (1584/1607 – 1776/século XX)
- Saint-Domingue francesa (1659–1804)
- Índias Ocidentais Dinamarquesas
- Nova Holanda
- Nova França
- Capitania-Geral da Venezuela
- Colonização portuguesa das Américas (1499–1822)
- Brasil Colônia (1500–1815)
Descolonização
A formação de estados soberanos no Novo Mundo começou com a Declaração de Independência dos Estados Unidos de 1776. A Guerra de Independência dos Estados Unidos durou até o período do Cerco de Yorktown — sua última grande campanha — no início do outono de 1781, com a paz sendo alcançada em 1783. Em 1804, depois de os franceses de Napoleão Bonaparte serem derrotados durante a Revolução Haitiana sob a liderança negra de Jean-Jacques Dessalines, a colônia de Saint-Domingue declarou sua independência pela Declaração de Independência do Haiti, quando Dessalines renomeou o país para Ayiti (Terra das Montanhas). Haiti tornou-se a primeira república chefiada por negros no Novo Mundo, o primeiro Estado do Caribe, bem como o primeiro país da América Latina e a segunda nação independente mais antiga no Hemisfério Ocidental, depois dos Estados Unidos, que conquistaram a independência do Reino da Grã-Bretanha em 1783.
As colônias espanholas conquistaram sua independência no primeiro quarto do século XIX, nas guerras de independência hispano-americanas. Simón Bolívar e José de San Martín, entre outros, lideraram essa luta pela independência. Embora Bolívar tenha tentado manter politicamente aliadas as partes hispanofalantes da América Latina, elas rapidamente se tornaram independentes umas das outras, e várias outras guerras foram travadas, como a Guerra do Paraguai e a Guerra do Pacífico. (Ver Integração latino-americana.) Na colônia portuguesa, Dom Pedro I (também Pedro IV de Portugal), filho do monarca português Dom João VI, proclamou a independência do país em 1822 e tornou-se o primeiro imperador do Brasil. Isso foi aceito pacificamente pela Coroa em Portugal, mediante compensação.
Efeitos da escravidão
A escravidão teve um papel significativo no desenvolvimento econômico do Novo Mundo após a colonização das Américas pelos europeus. O algodão, o tabaco e a cana-de-açúcar colhidos por pessoas escravizadas tornaram-se importantes produtos de exportação para os Estados Unidos e os países do Caribe.
Século XX
América do Norte

Como parte do Império Britânico, o Canadá entrou imediatamente na Primeira Guerra Mundial quando o conflito estourou em 1914. O país suportou o peso de várias grandes batalhas durante as primeiras fases da guerra, incluindo ataques com gás venenoso na Segunda Batalha de Ypres. As perdas tornaram-se graves, e o governo acabou introduzindo a conscrição, apesar de isso ir contra os desejos da maioria dos canadenses franceses. Na consequente Crise de conscrição de 1917, eclodiram tumultos nas ruas de Montreal. Na vizinha Terra Nova, o novo domínio sofreu uma perda devastadora em 1.º de julho de 1916, no Primeiro dia da Batalha do Somme.
Os Estados Unidos mantiveram-se fora do conflito até 1917, quando se juntaram às potências da Tríplice Entente. Os Estados Unidos então puderam desempenhar um papel importante na Conferência de Paz de Paris de 1919, que moldou a Europa do período entre-guerras. O México não participou da guerra, pois o país estava imerso na Revolução Mexicana à época.
Ver também
A década de 1920 trouxe uma era de grande prosperidade nos Estados Unidos e, em menor grau, no Canadá. Mas a Quebra da Bolsa de 1929 combinada com a seca inaugurou um período de dificuldades econômicas nos Estados Unidos e na Canadá. De 1926 a 1929, houve uma revolta popular contra o governo mexicano anticatólico da época, desencadeada especificamente pelas disposições anticlericais da Constituição mexicana de 1917.
Ver também
Mais uma vez, o Canadá entrou em guerra antes de seus vizinhos, com contribuições numericamente modestas, mas significativas, no exterior, como a Batalha de Hong Kong e a Batalha da Grã-Bretanha. A entrada dos Estados Unidos na guerra ajudou a inclinar o equilíbrio a favor dos Aliados. Dois petroleiros mexicanos, que transportavam petróleo para os Estados Unidos, foram atacados e afundados pelos alemães nas águas do Golfo do México, em 1942. O incidente ocorreu apesar da neutralidade mexicana naquele momento. Isso levou o México a entrar no conflito com uma declaração de guerra às nações do Eixo. A destruição da Europa causada pela guerra elevou todos os países da América do Norte a papéis mais importantes nos assuntos mundiais, especialmente os Estados Unidos, que emergiram como uma "superpotência".
O início da Guerra Fria viu os Estados Unidos como a nação mais poderosa em uma coalizão ocidental da qual México e Canadá também faziam parte. No Canadá, o Quebec foi transformado pela Revolução Tranquila e pelo surgimento do nacionalismo quebequense. O México viveu uma era de intenso crescimento econômico após a Segunda Guerra Mundial, um processo de forte industrialização e crescimento da classe média, período conhecido na história mexicana como "El Milagro Mexicano" (o Milagre Mexicano). O Caribe viu o início da descolonização, enquanto, na maior ilha da região, a Revolução Cubana introduziu as rivalidades da Guerra Fria na América Latina.
O movimento pelos direitos civis nos EUA pôs fim às leis Jim Crow e deu poder aos eleitores negros na década de 1960, permitindo que cidadãos negros passassem a ocupar altos cargos governamentais pela primeira vez desde a Reconstrução. No entanto, a dominante Coalizão do New Deal entrou em colapso em meados da década de 1960 em disputas sobre raça e a Guerra do Vietnã, e o movimento conservador começou sua ascensão ao poder, à medida que o liberalismo moderno, antes dominante, se enfraqueceu e entrou em declínio. O Canadá, nessa época, foi marcado pela liderança de Pierre Elliot Trudeau. Em 1982, ao final de seu mandato, o Canadá consagrou uma nova constituição.
O Canadá, sob Brian Mulroney, não apenas fez campanha em uma plataforma semelhante, como também favorecia laços comerciais mais estreitos com os Estados Unidos. Isso levou ao Acordo de Livre Comércio Canadá–Estados Unidos em janeiro de 1989. Os presidentes mexicanos Miguel de la Madrid, no início da década de 1980, e Carlos Salinas de Gortari, no final da década, começaram a implementar estratégias econômicas liberais que foram vistas como positivas. Contudo, o México sofreu uma forte recessão econômica em 1982, e o peso mexicano passou por uma desvalorização. Nos Estados Unidos, o presidente Ronald Reagan tentou conduzir o país novamente a uma linha dura anticomunista em política externa, em algo que seus apoiadores encaravam como uma tentativa de afirmar a liderança moral (em comparação com a União Soviética) na comunidade internacional. No âmbito interno, Reagan tentou implementar um pacote de privatização e desregulamentação para estimular a economia.
Ver também
O fim da Guerra Fria e o início de uma era de expansão econômica sustentada coincidiram na década de 1990. Em 1.º de janeiro de 1994, Canadá, México e Estados Unidos assinaram o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, criando a maior área de livre comércio do mundo. Em 2000, Vicente Fox tornou-se o primeiro candidato não pertencente ao PRI a vencer a presidência mexicana em mais de 70 anos. O otimismo da década de 1990 foi abalado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, que levaram à intervenção militar no Afeganistão, na qual o Canadá também se envolveu. No entanto, o Canadá não apoiou a decisão posterior dos Estados Unidos de invadir o Iraque.
Nos Estados Unidos, a Era Reagan de políticas nacionais conservadoras, desregulamentação e cortes de impostos ganhou força com a eleição de Ronald Reagan em 1980. Em 2010, cientistas políticos debatiam se a eleição de Barack Obama em 2008 representava o fim da Era Reagan ou apenas uma reação contra a bolha econômica dos anos 2000, que estourou em 2008 e se tornou a recessão do final dos anos 2000, com desemprego prolongado.
| País ou Território com bandeira |
Área (km2)[9] (sq mi) |
População (2021 est.)[10][11] |
Densidade populacional por km2 (por sq mi) |
Capital |
|---|---|---|---|---|
| 54 km2 (21 sq mi) | 64,185 | 1,189/km² (3 079/sq mi) | Hamilton | |
| 9.984.670 km2 (3.855.100 sq mi) | 39,858,480 | 3.99/km² (10,33/sq mi) | Ottawa | |
| 8,9 km2 (3,4 sq mi) | Desabitado | 0/km² (0/sq mi) | N/D | |
| 2.166.086 km2 (836.330 sq mi) | 56,583 | 0.026/km² (0,067/sq mi) | Nuuk | |
| 1.972.550 km2 (761.610 sq mi) | 129,875,529 | 65.8/km² (170,4/sq mi) | Cidade do México | |
| 242 km2 (93 sq mi) | 6,008 | 24.8/km² (64,2/sq mi) | Saint-Pierre | |
| 3.796.742 km2 (1.465.930 sq mi) | 336,997,624 | 88.8/km² (230/sq mi) | Washington, D.C. | |
| Total | 17.920.353 km2 (6.919.087 sq mi) | 506,807,509 | 28.3/km2 (73.2/sq mi) |
América Central
Apesar do fracasso de uma união política duradoura, o conceito de Reunificação da América Central, embora sem grande entusiasmo por parte dos líderes dos países individuais, ressurge de tempos em tempos. Em 1856–1857, a região estabeleceu com sucesso uma coalizão militar para repelir uma invasão do aventureiro norte-americano William Walker. Hoje, todas as cinco nações hasteiam bandeiras que mantêm o antigo motivo federal de duas faixas azuis externas delimitando uma faixa branca interna. (A Costa Rica, tradicionalmente a menos comprometida das cinco com a integração regional, modificou significativamente sua bandeira em 1848, escurecendo o azul e adicionando uma faixa interna vermelha dupla em homenagem ao tricolor francês).
Em 1907, foi criado um Tribunal Centro-Americano de Justiça. Em 13 de dezembro de 1960, Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua estabeleceram o Mercado Comum Centro-Americano ("CACM"). A Costa Rica, devido à sua relativa prosperidade econômica e estabilidade política, escolheu não participar do CACM. Os objetivos do CACM eram criar maior unificação política e garantir o sucesso das políticas de industrialização por substituição de importações. O projeto foi um sucesso econômico imediato, mas foi abandonado após a "Guerra do Futebol" de 1969 entre El Salvador e Honduras. Um Parlamento Centro-Americano funciona, como órgão puramente consultivo, desde 1991. A Costa Rica rejeitou repetidas vezes convites para ingressar no parlamento regional, que reúne deputados dos quatro outros ex-membros da União, bem como do Panamá e da República Dominicana.
| País ou Território com bandeira |
Área (km2)[9] (sq mi) |
População (2021 est.)[10][11] |
Densidade populacional por km2 (por sq mi) |
Capital |
|---|---|---|---|---|
| 22.970 km2 (8.870 sq mi) | 441,471 | 19.22/km² (49,78/sq mi) | Belmopan | |
| 51.180 km2 (19.760 sq mi)[12] | 5,044,197 | 98.7/km² (255,6/sq mi) | San José | |
| 21.041 km2 (8.124 sq mi) | 6,602,370 | 314/km² (813/sq mi) | San Salvador | |
| 108.889 km2 (42.042 sq mi) | 17,980,803 | 165/km² (427/sq mi) | Cidade da Guatemala | |
| 112.492 km2 (43.433 sq mi) | 9,571,352 | 85.1/km² (220,4/sq mi) | Tegucigalpa | |
| 130.375 km2 (50.338 sq mi) | 6,359,689 | 48.8/km² (126,4/sq mi) | Manágua | |
| 75.417 km2 (29.119 sq mi) | 4,337,768 | 57.5/km² (148,9/sq mi) | Cidade do Panamá | |
| Total | 522,284 km2 (201,655 sq mi) | 50,337,650 | 96.4/km2 (249.6/sq mi) |
América do Sul
Nas décadas de 1960 e 1970, os governos de Argentina, Brasil, Chile e Uruguai foram derrubados ou substituídos por ditaduras militares alinhadas aos Estados Unidos. Esses regimes detiveram dezenas de milhares de presos políticos, muitos dos quais foram torturados e/ou mortos (sobre a colaboração entre Estados, ver Operação Condor). No campo econômico, iniciaram uma transição para políticas econômicas de caráter neoliberal. Suas ações eram enquadradas na doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos contra a subversão interna. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, o Peru sofreu um conflito interno (ver Movimento Revolucionário Túpac Amaru e Sendero Luminoso). Movimentos revolucionários e ditaduras militares de direita foram comuns, mas, a partir da década de 1980, uma onda de democratização percorreu o continente, e o governo democrático passou a ser amplamente difundido. Acusações de corrupção continuam frequentes, e vários países passaram por crises que levaram à renúncia de seus presidentes, embora a sucessão civil normal tenha sido mantida.
O endividamento internacional tornou-se um problema relevante, ilustrado mais recentemente pela moratória da Argentina no início do século XXI. Nos últimos anos, governos sul-americanos aproximaram-se da esquerda, com líderes socialistas eleitos no Chile, na Bolívia, no Brasil, na Venezuela e presidentes de orientação de esquerda na Argentina e no Uruguai. Apesar desse movimento à esquerda, a América do Sul permanece majoritariamente capitalista. Com a criação da União de Nações Sul-Americanas, a região iniciou um caminho de integração econômica, com planos de integração política nos moldes da União Europeia.
| País ou Território com Bandeira |
Área (km2)[9] (sq mi) |
População (est. 2021)[10][11] |
Densidade populacional por km2 (por sq mi) |
Capital |
|---|---|---|---|---|
| 2.766.890 km2 (1.068.300 sq mi) | 45,276,780 | 16.4/km² (42,5/sq mi) | Buenos Aires | |
| 1.098.580 km2 (424.160 sq mi) | 12,079,472 | 11.0/km² (28,5/sq mi) | Sucre; La Paz[13] | |
| 8.514.877 km2 (3.287.612 sq mi) | 214,326,223 | 25.2/km² (65,3/sq mi) | Brasília | |
| 756.950 km2 (292.260 sq mi) | 19,493,184 | 25.8/km² (66,8/sq mi) | Santiago | |
| 1.138.910 km2 (439.740 sq mi) | 51,516,562 | 45.2/km² (117,1/sq mi) | Bogotá | |
| 283.560 km2 (109.480 sq mi) | 17,797,737 | 62.8/km² (162,7/sq mi) | Quito | |
| 12.173 km2 (4.700 sq mi) | 3,398[16] | 0.28/km² (0,73/sq mi) | Stanley | |
| 91.000 km2 (35.000 sq mi) | 294,071[17] | 3.23/km² (8,37/sq mi) | Caiena | |
| 214.999 km2 (83.012 sq mi) | 804,567 | 3.74/km² (9,69/sq mi) | Georgetown | |
| 406.750 km2 (157.050 sq mi) | 6,831,306 | 16.8/km² (43,5/sq mi) | Assunção | |
| 1.285.220 km2 (496.230 sq mi) | 33,715,471 | 26.2/km² (67,9/sq mi) | Lima | |
| Reino Unido[18] | 3.093 km2 (1.194 sq mi) | 20 | 0.01/km² (0,03/sq mi) | King Edward Point |
| 163.270 km2 (63.040 sq mi) | 612,985 | 3.75/km² (9,71/sq mi) | Paramaribo | |
| 176.220 km2 (68.040 sq mi) | 3,477,780 | 19.7/km² (51/sq mi) | Montevidéu | |
| 916.445 km2 (353.841 sq mi) | 28,199,867 | 30.8/km² (79,8/sq mi) | Caracas | |
| Total | 17,828,937 km2 | 434,429,423 | 24.4/km2 (63,2/sq mi) |
Caribe
Ao longo do século XX, vários países insulares, como Jamaica e Barbados, conquistaram independência do domínio britânico. Como resultado, muitos dos Estados e territórios de língua inglesa deslocaram suas economias para o turismo e para a indústria de bancos offshore.
Durante a Guerra Fria, o Caribe enfrentou uma série de intervenções militares dos Estados Unidos, como as Guerras das Bananas e a Crise dos mísseis de Cuba.
| País ou Território com Bandeira |
Área (km2)[9] (sq mi) |
População (est. 2021)[10][11] |
Densidade populacional por km2 (por sq mi) |
Capital |
|---|---|---|---|---|
| 102 km2 (39 sq mi) | 15,753 | 154.4/km² (399,9/sq mi) | The Valley | |
| 442 km2 (171 sq mi) | 93,219 | 210.9/km² (546,2/sq mi) | St. John's | |
| 180 km2 (69 sq mi) | 106,537 | 591.9/km² (1 533/sq mi) | Oranjestad | |
| 13.943 km2 (5.383 sq mi) | 407,906 | 29.3/km² (75,9/sq mi) | Nassau | |
| Bajo Nuevo Bank (Estados Unidos / Colômbia / Jamaica) | 100 km2 (39 sq mi) | Desabitado | 0.0/km² (0/sq mi) | N/D |
| 430 km2 (170 sq mi) | 287,025 | 667.5/km² (1 729/sq mi) | Bridgetown | |
| 294 km2 (114 sq mi) | 20,104 | 68.4/km² (177,2/sq mi) | Kralendijk | |
| 151 km2 (58 sq mi) | 31,122 | 206.1/km² (533,8/sq mi) | Road Town | |
| 264 km2 (102 sq mi) | 68,136 | 258.1/km² (668,5/sq mi) | George Town | |
| 109,886 km2 (42,427 sq mi) | 11,256,372 | 102.4/km² (265,2/sq mi) | Havana | |
| 444 km2 (171 sq mi) | 190,338 | 428.7/km² (1 110/sq mi) | Willemstad | |
| 751 km2 (290 sq mi) | 72,412 | 96.4/km² (249,7/sq mi) | Roseau | |
| 48,671 km2 (18,792 sq mi) | 11,117,873 | 228.4/km² (591,6/sq mi) | Santo Domingo | |
| Venezuela | 342 km2 (132 sq mi) | 2,155 | 6.3/km² (16,3/sq mi) | N/D |
| 344 km2 (133 sq mi) | 124,610 | 362.2/km² (938,1/sq mi) | St. George's | |
| 1,620 km2 (0,625 sq mi) | 396,051 | 244.5/km² (633,3/sq mi) | Basse-Terre | |
| 27,750 km2 (10,714 sq mi) | 11,447,569 | 412.5/km² (1 068/sq mi) | Port-au-Prince | |
| 10,991 km2 (4,244 sq mi) | 2,827,695 | 257.3/km² (666,4/sq mi) | Kingston | |
| 1,128 km2 (0,436 sq mi) | 368,796 | 326.9/km² (846,7/sq mi) | Fort-de-France | |
| 102 km2 (39 sq mi) | 4,417 | 43.3/km² (112,1/sq mi) | Plymouth; Brades | |
| Navassa Island (Estados Unidos / Haiti) | 5 km2 (1,9 sq mi) | Desabitada | 0.0/km² (0/sq mi) | Lulu Town |
| 8,870 km2 (3,425 sq mi) | 3,256,028 | 367.1/km² (950,8/sq mi) | San Juan | |
| 13 km2 (5,0 sq mi) | 1,537 | 118.2/km² (306,1/sq mi) | The Bottom | |
| 21 km2 (8,1 sq mi) | 7,448 | 354.7/km² (918,7/sq mi) | Gustavia | |
| 261 km2 (101 sq mi) | 47,606 | 182.4/km² (472,4/sq mi) | Basseterre | |
| 539 km2 (208 sq mi) | 179,651 | 333.3/km² (863,2/sq mi) | Castries | |
| 54 km2 (21 sq mi) | 29,820 | 552.2/km² (1 430/sq mi) | Marigot | |
| 389 km2 (150 sq mi) | 104,332 | 268.2/km² (694,6/sq mi) | Kingstown | |
| Serranilla Bank (Estados Unidos / Colômbia / Honduras) | 100 km2 (39 sq mi) | Desabitado | 0.0/km² (0/sq mi) | N/D |
| Países Baixos | 21 km2 (8,1 sq mi) | 2,739 | 130.4/km² (337,7/sq mi) | Oranjestad |
| 34 km2 (13 sq mi) | 44,042 | 1,296/km² (3 357/sq mi) | Philipsburg | |
| 5,130 km2 (1,981 sq mi) | 1,525,663 | 297.4/km² (770,3/sq mi) | Port of Spain | |
| 948 km2 (366 sq mi) | 45,144 | 47.6/km² (123,3/sq mi) | Cockburn Town | |
| 347 km2 (134 sq mi) | 100,091 | 288.4/km² (747,1/sq mi) | Charlotte Amalie | |
| Total | 234,667 km2 (90,605 sq mi) | 44,182,191 | 188.3/km2 (487.6/sq mi) |
Ver também
- América
- Arqueologia da América
Referências
- ↑ «Mesoamerican civilization | History, Olmec, & Maya | Britannica». Encyclopædia Britannica (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2023
- ↑ Haas, Jonathan; Winifred Creamer; Luis Huamán Mesía; David Goldstein; Karl Reinhard; Cindy Vergel Rodríguez (2013). «Evidence for maize (Zea mays) in the Late Archaic (3000–1800 B.C.) in the Norte Chico region of Peru». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 110 (13): 4945–4949. Bibcode:2013PNAS..110.4945H. PMC 3612639
. PMID 23440194. doi:10.1073/pnas.1219425110
. New data drawn from coprolites, pollen records, and stone tool residues, combined with 126 radiocarbon dates, demonstrate that maize was widely grown, intensively processed, and constituted a primary component of the diet throughout the period from 3000 to 1800 B.C.
- ↑ «Agriculture's origin may be hidden in 'invisible' clues». Scienceblog.com. 14 de fevereiro de 2003. Consultado em 18 de abril de 2009
- ↑ Woods, Thomas E (2007). 33 questions about American history you're not supposed to ask. [S.l.]: Crown Forum. p. 62. ISBN 978-0-307-34668-1
- ↑ Wright, R (2005). Stolen Continents: 500 Years of Conquest and Resistance in the Americas. [S.l.]: Mariner Books. ISBN 978-0-618-49240-4
- ↑ a b Tooker E (1990). «The United States Constitution and the Iroquois League». In: Clifton JA. The Invented Indian: Cultural Fictions and Government Policies. New Brunswick, N.J.: Transaction Publishers. pp. 107–128. ISBN 978-1-56000-745-6
- ↑ a b Burns, LF. «Osage». Oklahoma Encyclopedia of History and Culture. Consultado em 29 de novembro de 2010. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2011
- ↑ Yuhas, Alan; Jiménez, Jesus (23 de janeiro de 2024). «Remnants of Sprawling Ancient Cities Are Found in the Amazon». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 6 de julho de 2024
- ↑ a b c d Land areas and population estimates are taken from The 2008 World Factbook which currently uses July 2007 data, unless otherwise noted.
- ↑ a b c d «"World Population Prospects 2022"». population.un.org. Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Population Division. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ a b c d «World Population Prospects 2022: Demographic indicators by region, subregion and country, annually for 1950-2100» (XSLX). population.un.org ("Total Population, as of 1 July (thousands)"). Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Population Division. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ Instituto Geográfico Nacional del Registro Nacional (2 de julho de 2021). «Actualización en el Cálculo de las Áreas Continental e Insular de Costa Rica» [Update on the Calculation of the Continental and Insular Areas of Costa Rica] (PDF). Sistema Nacional de Información Territorial (em espanhol). Consultado em 23 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 30 de julho de 2023
- ↑ La Paz is the administrative capital of Bolivia;
- ↑ Includes Easter Island in the Pacific Ocean, a Chilean territory frequently reckoned in Oceania. Santiago is the administrative capital of Chile; Valparaíso is the site of legislative meetings.
- ↑ Claimed by Argentina.
- ↑ «2016 Census Report». Policy and Economic Development Unit, Falkland Islands Government. 2017. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2018
- ↑ INSEE. «Estimation de population par région, sexe et grande classe d'âge – Années 1975 à 2021» (em francês). Consultado em 21 de janeiro de 2021
- ↑ Claimed by Argentina; the South Georgia and the South Sandwich Islands in the South Atlantic Ocean are commonly associated with Antarctica (due to proximity) and have no permanent population, only hosting a periodic contingent of about 100 researchers and visitors.
Bibliografia
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- CHASTEEN, John Charles (2001). América Latina: uma história de sangue e fogo. Rio de Janeiro: Campus
- MARTÍ, José (1977). Nuestra América (em espanhol). Sucre: Editorial Arte/Biblioteca Ayacucho
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- WASSERMAN, Cláudia (2002). Palavra do presidente. Porto Alegre: Editora da Universidade

