História da arte (disciplina)
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História da arte ou ciência da arte, é um ramo do conhecimento histórico que examina a arquitetura, a escultura, a gravura, a pintura e as artes aplicadas – as artes visuais e as artes plásticas foram gradualmente alargando os seus limites por forma a incluir novos tipos de expressão como o cinema, a fotografia, a cenografia, a instalação, as artes multimédia, as artes gráficas e a performance. O espectro do trabalho histórico da arte e da ciência da arte varia desde análises formais e iconográficas, estilísticas e materiais até teoria do design, prática artística e investigações estéticas de percepção até interpretações sociais e políticas da arte e arquitetura nos seus contextos locais, regionais e globais, e artistas, contribuindo para a compreensão da criação artística do passado e do presente.[1][2] Integra-se no campo das designadas ciências sociais e humanas, e encontra apoio disciplinar em áreas próximas como a História (social, económica e política), a Filosofia (estética), a Psicologia (da perceção), a Antropologia, a Sociologia e a Geografia.[3] Foca-se no domínio e interpretação critica(os) das principais metodologias, problemáticas e conceitos da investigação histórico-artística, desde a arte pré-histórica à arte contemporânea.
Se bem que as ideias sobre a definição de arte tenham sofrido mudanças ao longo do tempo, o campo da história da arte tenta categorizar as mudanças na arte ao longo do tempo e compreender melhor a forma como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes.[carece de fontes]
Encontramos estas questões perante colecções de objectos e práticas desde a Antiguidade Mediterrânica (Xenócrates de Sicião (1° metade do século III a.C.), Plínio, o Velho,[4] Abhinavagupta ), China antiga (Confúcio, Xie He,[5] Su Shi[6]), Islão medieval (Al-Kindi, Al-Farabi,[7] Avicena), até ao Renascimento (Dante, Cennini, Ghiberti, Alberti, Leonardo da Vinci, Vasari) bem como, desde então, nas diversas tradições de escritos e discussões sobre arte[8], como crítica de arte, tratados de artistas, antiquários, viajantes, etc. É no contexto da renovação das questões científicas do século XVIII (em particular com Winckelmann, Rumohr[9] e Burckhardt), que a história da arte ganha forma, paralelamente ao desenvolvimento da arqueologia, bibliotecas e museus públicos no Ocidente (em cada quadro nacional emergente[10]), como especialidade de filosofia e de história complementar ao estudo de textos, da literatura.
Estudo académico
Johann Joachim Winckelmann, no século XVIII, estabeleceu os fundamentos para o estudo da história da arte. Mas esse tipo de história só se tornou uma disciplina acadêmica a partir de 1844, na Universidade de Berlim.[carece de fontes]
Abordagens sobre a história da arte, no século XIX:
- Contexto social da arte: ver Jacob Burckhardt;
- Aspectos formais da arte: ver Heinrich Wölfflin
No século XX, Erwin Panofsky rejeita o formalismo de Wölfflin em seus estudos de iconografia. Ernst Gombrich, foi uma figura importante nessa área, com sua popular divulgação da História da Arte (1950) e seu relativismo cultural. Em recentes tendências dos estudos históricos de arte, a partir dos anos de 1980, houve uma valorização das ideologias de determinados grupos sociais, como os estudos feministas por exemplo.
Estudos da Arte e Ciência da Arte

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Muitos especialistas tendem a separar os conceitos de Estudos da Arte e Ciência da Arte. Estes conceitos partilham uma etimologia comum (em eslavo antigo, vѣdѣti — saber/conhecer; em grego, gnosis — conhecimento), mas historicamente desenvolveram diferentes conotações de significado. No dicionário de V. I. Dal, lemos: “Vedar [Ведать] — encarregar-se, ou governar, administrar, dispor por direito”. Daqui derivam: departamento, administração, folha/lista, gestão, encargo etc. "Znat" [Знать] (Saber/Conhecer), também segundo V. I. Dal, é “vedar, compreender, ser capaz, lembrar-se firmemente”. Consequentemente, “o primeiro conceito associa-se à acumulação, estudo, registo e classificação de factos, o segundo — à compreensão teórica e modelação do sistema de conhecimento”.[11]
Uma divisão semelhante também se verifica na tradição da Europa Ocidental. Em particular, nos trabalhos de H. Sedlmayr, trata-se da "primeira" e "segunda" ciência da arte[12] (em alemão, Kunstgeschichte — História da Arte; Kunstwissenschaft — Ciência da Arte). Sedlmayr introduz esta divisão "apenas como uma ficção", sublinhando que "na prática da investigação não há uma fronteira nítida entre elas, mas sim uma fusão uma com a outra"[13]. O primeiro destes ramos convencionalmente designados da ciência da arte recolhe e classifica informações documentais e descritivas externas sobre obras, estabelece interconexões históricas, reconstrói a forma objetiva das obras, regista as características externas dos diferentes tipos iconográficos, desenvolve métodos de atribuição e peritagem, mas não se aprofunda no significado artístico das obras[14] — esta é a tarefa da "segunda" ciência da arte, igualmente convencionalmente distinguida por Sedlmayr. Esta investiga “as particularidades das criações artísticas, a sua conexão e estrutura internas, pode distribuí-las corretamente por grupos naturais, pode, com base nas propriedades, estabelecer conexões genéticas, pode chegar à compreensão do processo cujos produtos estuda”[15].
E. Panofsky revela uma oposição semelhante, comparando dois grupos de historiadores da arte historicamente estabelecidos: os "Connoisseurs" (especialistas ou conhecedores) e os "historiadores da arte", e contrastando-os com um terceiro grupo, os "teóricos da arte". O connoisseur, na sua opinião, é “um colecionador, conservador de museu ou perito que limita conscientemente o seu contributo para a ciência à identificação de características das obras de arte, como data, local de origem e autoria, bem como à avaliação da sua qualidade e grau de conservação. A distinção entre o connoisseur e o historiador da arte, que pode ser comparada à distinção entre um médico que diagnostica e um médico que investiga, reside não tanto no princípio da análise em si, mas na sua direção e grau de detalhe”. Segundo Panofsky, o connoisseur “Pode-se chamar ao connoisseur um historiador de poucas palavras, porque o seu trabalho é focado no diagnóstico, limita-se primariamente à identificação (autoria, data, proveniência, autenticidade e estado de conservação) de uma obra individual; e ao historiador — um connoisseur falador" porque o seu trabalho é focado na interpretação e contexto, baseiando-se nos factos fornecidos pelo connoisseur, mas vai além, procurando o significado cultural, iconológico, sociológico e teórico da obra. Por outro lado, a teoria da arte, que deve ser distinguida da filosofia da arte ou da estética, está para a história da arte tal como a poética e a retórica estão para a história da literatura”[16].
Vários investigadores têm uma visão diferente sobre a estrutura básica da Ciência da Arte: não observando diferenças significativas entre os termos Estudos da Arte e Ciência da Arte, consideram a crítica de arte e a história da arte como os seus principais ramos. Os proponentes mais radicais desta oposição procuraram, ou apresentar toda a história da arte como uma forma de atividade crítico-artística (A. A. Kamensky[17]), ou demarcar a crítica e a história pelo princípio da utilização do critério de "valor": que supostamente só é relevante para o crítico de arte, mas não para o historiador da arte (B. M. Bernstein[18]). V. N. Prokofiev polemizou com estes pontos de vista extremos, revelando, por sua vez, um terceiro ramo na estrutura da Ciência da Arte: “Os Estudos da Arte, como qualquer disciplina dentro das humanidades, têm o seu lado prático e o seu lado histórico, e além deles, também o seu lado teórico [...] Crítica, história e teoria — estas são partes constituintes dos Estudos da Arte em geral, estas são as suas 'subdisciplinas' estabelecidas ou em formação”[19]. No trabalho do historiador da arte, Prokofiev identificou três fases (ou estádios): a fase factual e de connoisseurship, a fase reconstrutiva e a fase comparativo-crítica. Nesta última fase, o historiador “já não apenas conhece, mas também julga, ou seja, é precisamente aqui que o seu caminho se cruza com a crítica de arte. Contudo, não aquela que existia na época que ele estuda, mas aquela de que ele próprio é contemporâneo”[20]. Aqui, na sua opinião, o historiador não pode prescindir do critério de valor, e nisto Prokofiev aproxima-se de Sedlmayr, que afirmou: “A história do estilo, para ser coerente, não deve admitir juízos de valor. A verdadeira história da arte, no entanto, não tem o direito de os excluir. Deve separar as obras artisticamente insignificantes, más e mal-sucedidas das significativas, consumadas e bem-sucedidas. Deve notar e avaliar as conquistas artísticas (e não apenas descrevê-las como fenómenos históricos)”[21].
Por outro lado, a teoria da arte, se for destacada como uma disciplina separada — o que, como notou S. S. Vaneyan, é também problemático —, difere da história da arte por ser mais especulativa, abstrata nos conceitos, analítica, e por aspirar à síntese, à criação de modelos teóricos, hipóteses e conceitos, uma vez que faz fronteira direta com a estética e a filosofia da arte. Contudo, até à data, “nem a receção de metodologias adjacentes, nem a experiência de assimilar o número máximo de contextos conceptuais”, na convicção de Vaneyan, não permitiram que a Ciência da Arte se tornasse uma ciência da arte totalmente independente. “A razão para isto reside não só na especificidade do conhecimento humanístico em geral, que não pressupõe uma especialização excessiva das ciências separadas dentro de si, já que o objeto de interesse é único e indivisível — o próprio ser humano... Pelo que tudo indica, a própria arte, a criação artística — os criadores e as suas criações — por natureza não são algo independente e autónomo, como o esteticismo do século XIX gostaria de pensar. O simbolismo inerente à atividade artística exige que o produto dessa atividade, ou seja, a obra de arte, seja considerado, na abordagem mais delicada, como um 'sistema de referências', como um discurso retórico-representativo, cuja representação se estende muito para além do âmbito visual”.[22]
A Morfologia da Arte, Filosofia, Sociologia e Psicologia da Arte (incluindo a psicologia da perceção visual), Iconologia, Teoria da Composição e Formação da Forma em várias formas de arte, Museologia, Metodologia da Composição, Projeto e Modelação, Teoria da Harmonia e Proporção, Antropometria são incluídas no campo da Ciência da Arte. Áreas separadas são a Crítica de Arte, Ensaística e Jornalismo, Atividades Educativas, de Excursão e de Palestras e outras atividades de esclarecimento, Literatura Popular sobre Arte, Curadoria, Atividades de Art Dealing, Leilões e outras atividades comerciais. De acordo com a morfologia da Ciência da Arte, é utilizado um vasto leque de métodos e técnicas de investigação. A definição das fronteiras da Filosofia, Estética implícita e explícita (como metodologia geral da Ciência da Arte) e Estudos Culturais continua a ser um problema importante. Ao mesmo tempo, são evidentes as tendências para amplos conceitos transmorfólogos e conhecimento interdisciplinar. A. Warburg, o fundador do método iconológico de estudo da arte, fez a seguinte observação chave: “O estudo da arte começa onde a atribuição e a datação terminam” («Kunststudium beginnt dort, wo das Endeder Zuschreibung und Datierung»).[23]
As seguintes variedades pertencem aos Estudos da Arte:
- História da arte como parte da história universal; o seu objeto é o “fundo histórico”: identificação e estudo de factos e eventos isolados, circunstâncias da criação de obras de arte, abstraídos do significado espiritual geral da criação artística e da psicologia do criador;
- Fontes e Historiografia, Bibliografia, Biobibliografia, Arquivística;
- Cronologia da história da arte;
- Topografia (Geografia histórica) da arte;
- Iterologia (descrição literária de viagens e excursões);
- Arqueologia da arte;
- Iconografia;
- Teoria e prática da atribuição de obras de arte, peritagem museológica;
- Técnica da arte;
- Peritagem técnico-tecnológica de obras de arte;
- Estudos complexos, restauração, reconstrução e renovação de monumentos;
- Colecionismo, musealização e conservação de obras de arte;
- Estudos museológicos;
- Crítica de arte, ensaística e jornalismo, literatura popular;
- Atividades de palestras, excursões e outras atividades de esclarecimento;
- Curadoria de museus e exposições, art dealing, gestão de arte, leilões e outras atividades comerciais.
As seguintes áreas de estudo da arte enquadram-se na secção de Ciência da Arte:
- Filosofia da arte;
- Sociologia da arte;
- Psicologia da arte, em particular, psicologia da perceção visual;
- Iconologia;
- Morfologia geral e especial da arte;
- Teoria geral e especial da composição e formação da forma;
- Museologia;
- Metodologia da composição, projeto e modelação;
- Teoria e metodologia do ensino da arte.
De acordo com a estrutura de género do trabalho de Estudos da Arte, são utilizados vários métodos aplicados em ciências adjacentes:
- Descritivo;
- Histórico-descritivo (diacrónico e sincrónico);
- Histórico-comparativo;
- Estrutural-analítico;
- Sistémico-analítico;
- Formal (descrição e análise)
- Idiográfico (descrição de particularidades individuais e específicas de um facto ou fenómeno);
- Biográfico;
- Biobibliográfico (combinação de informações biográficas e bibliografia sobre o artista);
- Monográfico;
- Estatístico (método de análise quantitativa);
- Método de análise associativa;
- Semiótico (consideração da estrutura de signos da obra);
- Interpretação semântica (revelação de significados ocultos);
- Indutivo-dedutivo (estudo de um fenómeno por "indução" do particular para o geral ou "dedução" do geral para o particular);
- Investigações psicológicas da personalidade;
- Investigações técnico-tecnológicas;
- Prático-experimental;
- Sogístico (investigações conjuntas por representantes de diferentes ciências)[24]
Contudo, a Ciência da Arte teórica também tem os seus pontos fracos. “Qualquer teoria é chamada a ser uma nomotética autónoma (o estabelecimento das suas próprias leis) e, simultaneamente, uma idiografia (a descrição do objeto como um idioma, na sua subjetividade dada, tal como se apresenta ao observador). O primeiro só pode ser feito com precisão suficiente pelo próprio artista, mas ele, em regra, não o faz, pois nesse caso, ao suprimir o lado intuitivo da criação, deixa de ser um artista completo; o segundo é feito pelo espectador — o crítico, o teórico, o ensaísta, o connoisseur e o simples amante da arte. Por outras palavras, a arte não pode investigar-se completamente a si própria, e a definição 'teoria da arte' do ponto de vista da ciência rigorosa é uma contradição de termos”[25]
Desenvolvimento, Estrutura e Problemas Metodológicos da Ciência da Arte
As primeiras tentativas de criar uma teoria da arte foram empreendidas ainda na antiguidade, por exemplo, por Platão e Aristóteles. Entre os trabalhos dos autores antigos, existem manuais práticos sobre arte, como a arquitetura (Vitruvius), descrições de viagens (iterologia) e de monumentos artísticos (Pausânias, Filóstrato, o Velho). Um extenso tratado sobre a arte antiga (no sentido lato da palavra) foi criado por Plínio, o Velho; na Índia clássica (Muni Bharata,[26] Abhinavagupta), a China antiga (Confúcio, Xie He,[27] Su Shi[28]), no Islão medieval (Al-Kindi, Al-Farabi,[29] Avicenne), até ao Renascimento (Dante, Cennini, Ghiberti, Alberti, Leonardo de Vinci, Vasari) assim como, desde então, nas diversas tradições de escritos e de propósitos sobre a arte,[30] como a crítica de arte, os tratados de artistas, de antiquários, de viajantes, etc. É no contexto da renovação das questões científicas dos séculos XVIII e XIX (em particular com Winckelmann, Rumohr[31] e Burckhardt), que a história da arte toma forma, em paralelo ao desenvolvimento da arqueologia, das bibliotecas e dos museus públicos no Ocidente (em cada quadro nacional emergente[10]), como uma especialidade da filosofia e da história complementar ao estudo de textos, da literatura.
Uma série de trabalhos importantíssimos surgiu na época do Renascimento. Inicialmente, eram biografias de artistas. O exemplo mais notável é As Vidas dos mais Excelentes Pintores, Escultores e Arquitetos (1550) de Giorgio Vasari.
«O pai da Ciência da Arte» é I. I. Winckelmann, embora o seu trabalho «História da Arte da Antiguidade» (1764) se refira apenas à descrição de obras individuais da escultura romana antiga (a arte da Grécia Antiga permanecia inexplorada na época). Os iluministas da Europa Ocidental do século XVIII, Denis Diderot, G. E. Lessing e outros, deram uma contribuição valiosa para o desenvolvimento da Ciência da Arte. Em contraste com a abordagem historiográfica e biográfica da história da arte, cujo progenitor é J. Vasari, a história da arte como história de estilos e Escolas, bem como a evolução das formas artísticas, foi o que o abade Luigi Lanzi começou a considerar pela primeira vez no final do século XVIII.[32]
Nos séculos XIX e XX, os Estudos da Arte obtiveram um amplo desenvolvimento, e uma série de escolas e direções se estabeleceram na Ciência da Arte. Pyotr Gnedich desempenhou um papel fundamental na formação dos Estudos da Arte; mais tarde, investigações significativas no campo dos Estudos da Arte foram executadas por Jacob Burckhardt (Suíça), Wilhelm Lübke, Alois Riegl, Heinrich Wölfflin, Anton Springer, Carl Woermann, Aby Warburg (Alemanha), Eugène Viollet-le-Duc, Gaston Maspero (França), Hans Sedlmayr (Áustria), Joaquim de Vasconcelos, Vergílio Correia e Reis Quita (em Portugal).
Na segunda metade do século XIX, na Rússia, desenvolveu-se uma direção histórico-crítica, cujos representantes, sob a influência da estética revolucionário-democrática, consideravam o conteúdo ideológico da arte o mais importante. Outra vertente na estética, no jornalismo e na crítica de arte estava ligada à filosofia religiosa russa, visível nos trabalhos de F. I. Buslaev, S. N. Bulgakov, P. A. Florensky, N. P. Kondakov. A formação da escola russa de atribuição e restauração de obras de arte está ligada ao nome de I. E. Grabar.[33]
Na segunda metade do século XIX em Portugal, a crítica de arte e estética evoluiu sob a tensão entre o Realismo/Naturalismo interventivo da Geração de 70 (evidente nas Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós) e o estabelecimento de uma disciplina historiográfica e catalográfica mais rigorosa, fundadora da História da Arte Portuguesa, cujo pioneiro foi Joaquim de Vasconcelos.[34][35][36]"
Em resultado do desenvolvimento intenso das abordagens iconográficas, iconológicas, semiológicas (semiótica) e psicológicas para o estudo da arte como fenómeno artístico, os principais ramos da mais recente Ciência da Arte ficaram claramente definidos no século XX:
- Ontologia da Arte: Estuda a existência objetual das obras.
- Axiologia e Fenomenologia da Arte: Estuda a especificidade da perceção das obras.
- Morfologia: Estuda os critérios e as características da subdivisão da atividade artística em géneros, tipos, variedades e subgéneros.
Temas separados incluem as possibilidades de aplicação de métodos exatos, a metodologia interdisciplinar (por exemplo, no estudo das formas mais recentes de arte atual e design), e as relações entre a Ciência da Arte tradicional, a filosofia da arte moderna e os estudos culturais.
No período contemporâneo, a própria existência da ciência da arte é questionada, uma vez que a aplicação de métodos exatos, algoritmos matemáticos e lógica formal é muito limitada neste campo. Assim, S. S. Vaneyan observou, com razão, que «A História da Ciência da Arte no século XX é a história de uma tentativa não totalmente bem-sucedida de nascer como nova disciplina científica… Nada permitiu que a Ciência da Arte se tornasse uma ciência da arte separada e independente… Pelo que tudo indica, a própria arte, a criação artística – os criadores e as suas criações – por natureza não são algo independente e autónomo, como o esteticismo do século XIX gostaria de pensar». O autor conclui que a chamada ciência da arte representa, mais provavelmente, não uma teoria, mas uma metodologia de criação.[22]
Na opinião de A. K. Yakimovich, "os Estudos da Arte já nas primeiras décadas do século XX se voltaram, de forma cada vez mais urgente, para a “culturologia“."[37] V. G. Vlasov chamou à arte pós-renascentista e à Ciência da Arte moderna um sistema dissipativo (aberto, não-equilibrado).[38]
Neste sistema, as interpretações subjetivas e os procedimentos descritivos continuam a ter grande importância. Adquirem especial relevância as questões do icónico na arte, as relações entre profissionalismo e amadorismo (diletantismo), a crítica artística e a estética explícita e implícita.[39]
Teoria da Arte
A Teoria da Arte é um ramo dos Estudos da Arte e estuda o método artístico, a forma, os meios de expressão, as leis gerais de desenvolvimento, bem como a especificidade dos tipos de artes visuais.[40] No seu desenvolvimento, a teoria da arte passou por várias etapas.
A teoria da arte antiga foi moldada pela consciência mitológica e pela estética da mímese (imitação), utilizando ativamente a doutrina do número e as estruturas numéricas nela baseadas.[41] Esta tradição é observada nos trabalhos de Anaxágoras, Heraclito, Empédocles, Platão e Aristóteles. Além disso, a cultura antiga desenvolveu a teoria da consonância cromática e formou os princípios básicos da ciência da cor (Demócrito, Platão, Aristóteles).[42] Sob a influência da ciência e da teoria da arte antigas, formaram-se os cânones artísticos, como o «Canone» de Policleto sobre as proporções do corpo humano nas estátuas. A teoria da arte na Antiguidade Tardia foi moldada pelas ideias do Neoplatonismo («Enéadas» de Plotino). As ideias dos neoplatónicos antigos, por sua vez, influenciaram os trabalhos de Agostinho, Tomás de Aquino, Dante e o pensamento humanista em geral.[43][44]
A teoria da arte cristã na Idade Média desenvolveu-se nas condições do antinomismo ético-religioso do pensamento artístico e do movimento dos apologistas. A teoria da arte bizantina foi moldada pela ciência bizantina, pela atividade do Círculo da Capadócia e pelos tratados de João Damasceno. A formação da teoria da arte na Idade Média da Europa Ocidental foi influenciada pela Patrística (Agostinho, Cassiodoro).[45]
A teoria da arte da Renascença baseou-se em fundamentos filosófico-naturais e desenvolveu-se sob a influência da escolástica (aristotelismo, platonismo). As questões da teoria da arte foram abordadas nesta época por Petrarca, F. Biondo, L. B. Alberti, A. Filarete, Piero della Francesca, L. Pacioli, participantes da Academia Platónica, G. Pico della Mirandola, Giacomo da Vignola, A. Palladio e outros.[46]
As conceções científico-naturais e a filosofia natural também desempenharam um papel notável na formação da teoria da arte da Idade Moderna (V. Danti, G. Lomazzo, membros da Academia de Desenho florentina, F. Zuccari, G. P. Bellori).[46] Durante o classicismo, a teoria da arte foi desenvolvida na Academia Francesa de Belas Artes e na Academia de São Lucas em Roma (N. Poussin, A. Félibien, C. Le Brun, F. Blondel, C. Perrault, N. Boileau, R. de Piles).[46] Entre os teóricos ingleses, devem ser destacados D. Locke, E. Ashley-Cooper Shaftesbury, F. Hutcheson, W. Hogarth, D. Reynolds.[47] As questões da teoria da arte também foram abordadas por Jean-Baptiste Dubos («Reflexões Críticas sobre a Poesia e a Pintura») e E. Condillac. Entre os teóricos alemães desta época, podem ser nomeados G. Lessing e I. Winckelmann. Na Rússia, as questões da teoria da arte foram abordadas por N. I. Novikov, Y. Staehlin e M. V. Lomonosov.
Na teoria artística do Romantismo, o lugar de liderança foi atribuído ao universo natural.[48] As bases teóricas das conceções artísticas do Romantismo foram lançadas por figuras culturais como W. G. Wackenroder, F. Schlegel, F. Schelling, J. G. Goethe, P. O. Runge, A. Schopenhauer, W. Wordsworth, S. T. Coleridge, W. Blake, D. Ruskin, R. Chateaubriand, E. Delacroix, O. Thierry e V. A. Zhukovsky.
O Impressionismo realizou uma dupla revolução na pintura: na visão de mundo e na técnica de pintura. A teoria desta corrente e do subsequente pós-impressionismo foi desenvolvida por C. Monet, E. Manet, P. O. Renoir, P. Cézanne, V. Van Gogh, P. Gauguin.[49] Os teóricos da Vanguarda incluíram A. Matisse, V. V. Kandinsky, F. Marc, G. Apollinaire, G. Braque, P. Picasso, F. T. Marinetti, D. D. Burliuk, K. S. Malevich, W. Worringer, P. Mondrian, L. M. Lissitzky, os participantes do Vkhutemas, Le Corbusier, A. Ozenfant, V. Gropius, I. Itten. As conceções teóricas do Dadaísmo foram desenvolvidas por T. Tzara e M. Duchamp; do Surrealismo por M. Leiris, A. Breton e S. Dalí; do Espacialismo por L. Fontana; da Op Art por V. Vasarely; da Arte Conceptual por D. Kosuth; e do Pop Art por A. Warhol. As questões da teoria da arte também foram abordadas por Pavel Florensky, Vladimir Favorsky e Lev Vygotsky. A conceção do inconsciente na arte foi desenvolvida por Sigmund Freud.[50] Além disso, os Estudos da Arte foram influenciados pelas ideias de J. Baudrillard, J. Lacan, J. Derrida, J. Rancière, J.-F. Lyotard e C. Jencks.
Crítica de Arte
A Crítica de Arte, ao contrário da teoria e da metodologia da arte, consiste na "análise, interpretação e avaliação de obras de artes visuais no contexto atual".[51][52][53] Os críticos de arte geralmente criticam a arte no contexto da estética ou da teoria da beleza.[52][53] A diversidade de movimentos e direções artísticas levou à divisão da crítica de arte em várias correntes e géneros, que aplicam diferentes critérios aos seus julgamentos.[53][54]
A divisão mais comum no campo da crítica é a crítica histórica, a interpretação e avaliação atuais de obras de arte clássica (uma forma de história da arte), a crítica de arte contemporânea, as obras de artistas vivos,[51][52][53] os julgamentos críticos dos próprios artistas (estética implícita), a ensaística (literatura sobre arte), o polílogo didático (discussão em estudos da arte), a biobibliografia, as revisões historiográficas e bibliográficas, as recensões de trabalhos em estudos da arte e muito mais.[55][56][57]
Musicologia
A musicologia (ou ciência musical) estuda a música como uma forma específica de apropriação artística do mundo na sua concreta condicionalidade socio-histórica, na sua relação com outros tipos de atividade artística e com a cultura espiritual da sociedade em geral, bem como do ponto de vista das suas características específicas e leis internas que determinam o caráter particular do reflexo da realidade nela. Na estrutura da musicologia inclui-se uma série de disciplinas inter-relacionadas de orientação histórica (história universal da música, história musical de culturas nacionais individuais ou dos seus grupos, história de espécies e géneros, e outras) e teórica (harmonia, polifonia, rítmica, métrica, melodia, instrumentação) orientações, folclorismo musical, sociologia musical, estética musical, bem como ciências afins (acústica musical, organologia (instrumentologia), notografia, e outras).
Introdução aos grandes momentos da história da arte
Arte rupestre
A arte rupestre é a primeira demonstração de arte que se tem notícia na história humana. Seus vestígios datam de antes do desenvolvimento das grandes civilizações e tribos, como as do Antigo Egito. Esse tipo de arte era caracterizado por ser feito com materiais como terra vermelha, carvão, e pigmentos amarelos (retirados também da terra). Os desenhos eram realizados em peles de animais, cascas de árvores e em paredes de cavernas. Retratavam animais, pessoas, e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas, e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimento primitivo, podem-se distinguir diferentes estilos, como pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem vistas como mal-feitas e não-civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época. Não existem muitos exemplos de arte-rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.
Características da arte na pré-história e suas diferenças com a arte na atualidade
As características da arte na pré-história podem ser inferidas a partir dos povos que vivem actualmente ou viveram até recentemente na pré-historia (por exemplo, os aborígenes, os índios). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separada das outras esferas da vida. Ela não se separava dos mitos, da economia, da política, e essas actividades também não eram separadas entre si. Todas essas esferas formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era ao mesmo tempo mítico, político, económico e estético. E todos participavam nessas coisas.
A arte como uma palavra que designa uma esfera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de determinadas pessoas: o governante com a política, os camponeses com a economia, os sacerdotes com a religião e os artesãos com a arte. Só aí é que surge a arte "pura", separada do resto da vida, e a palavra que a designa.
Mas antes do renascimento, os artesãos eram muito ligados à economia, muitos eram mercadores e é daí que vem a palavra "artesanato". Então a arte ainda era raramente separável da economia (embora na Grécia antiga, a arte tenha chegado a ter uma relativa autonomia), por isso, a palavra "arte" era sinónimo de "técnica", ou seja,"produzir alguma coisa" num contexto urbano. No renascimento, alguns artesãos foram sustentados por nobres, os mecenas (os Médicina, por exemplo), apenas para que produzissem arte, uma arte realmente "pura". Surgiu então a arte como a arte que conhecemos hoje, assim como a categoria daqueles que passaram a ser chamados de "artistas".
Esquema de periodização
O campo de arte se tornou bastante abrangente e pode ser subdividido da seguinte maneira:
| Arte da Pré-História | |||||||||
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| Arte da antiguidade | |||||||||
| Arte da Mesopotâmia | |||||||||
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| Arte do vale do Nilo | |||||||||
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| Arte celta | |||||||||
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| Arte germânica | |||||||||
| Arte egeia | |||||||||
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| Arte fenícia | |||||||||
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| Arte da Antiguidade Clássica | |||||||||
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| Arte do cristianismo | |||||||||
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| Arte da Idade Média | |||||||||
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| Arte pré-românica | |||||||||
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| Arte do Renascimento à modernidade | |||||||||
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| Arte moderna | |||||||||
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| Arte contemporânea | |||||||||
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Por localização geográfica
Ver também: Arte etnográfica
| Arte europeia | |||||||||
| Arte africana | |||||||||
| Arte berbere | Arte mourisca | |||||||||
| Arte asiática | |||||||||
| Arte do Próximo Oriente: Arte islâmica Arte do Extremo Oriente: Arte chinesa (Cerâmica) | Arte japonesa (arquitetura | cerâmica) | Arte tibetana | Arte indiana | |||||||||
| Arte americana | |||||||||
| Arte pré-colombiana: (Mesoamérica) - Arte olmeca | Arte tolteca | Arte maia | Arte azteca | (Andes) - Arte inca Arte norte-americana: Arte índia | |||||||||
| Arte oceânia | |||||||||
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Listas
Bibliografia
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Ligações externas
- História da Arte (DMOZ)
- NYC Linha do tempo para a História da Arte no site do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque
- História da Arte [ligação inativa]
- Referências Bibliográficas sobre a História das Artes Plásticas
- «ARTE- Blog de novas Artes Portugues»
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- ↑ É atribuído o tratado de arte dramática (entre o Predefinição:-s- e o Predefinição:S- ap. J.-C.), o Natya Shastra, ao lendário (em inglês) Bharata. Cf. Sylvain Brocquet, La théorie du rasa (em linha) e Asawari Bhat, Glimpses of Natyashastra, course notes, IIT Mumbai.
- ↑ Xie He Xie He ou Hsieh Ho, Sie Ho (século VI) Xie He, Seis Cânones ou regras da pintura (绘画六法, Huìhuà Liùfǎ) (ed. por Laurence Binyon em 1911 na sua Introdução à pintura da China e do Japão ; trad. 1968), excerto de Catálogo classificando os pintores antigos (The Record of the Classification of Old Painters) (古画品录, Gǔhuà Pǐnlù) ; ver também François Cheng, Souffle-esprit : textes théoriques chinois sur l'art pictural, Paris, 1989, p. 23-24 ; e o artigo Shitao.
- ↑ dito também Su Tung P’o (1037-1101). Cf. Ku Teng, Su Tung P’o als Kunstkritiker, em Ostasiatische Zeitschrift, nouv. sér. 8, 1932.
- ↑ Abu Nasr al-Farabi (872-950) أبو نصر محمد الفارابي, O grande livro da música (Kitab al musiki al-kabir) ; cf. o artigo de ‘Ammar al-Talbi, em Perspectives : revue trimestrielle d’éducation comparée, Unesco, Paris, 1993, p. 387-377.
- ↑ Ver por exemplo Conferências da Academia real de pintura e de escultura [a partir de 1648], ed. crítica integral sob a direção de J. Lichtenstein e Chr. Michel, et al., Paris, desde 2006 [dez tomos em 20 volumes são previstos] : vol. I ISBN 978-2-84056-190-3 e vol. II ISBN 978-2-84056-235-1.
- ↑ Ver o artigo em (em inglês) sobre dictionaryofarthistorians e (em alemão) Italienische Forschungen, Berlim, 1827-1831 (nova ed. em 1920 com introd. de J. von Schlosser).
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