Dispositivo de armazenamento em massa

Comparação de várias formas de armazenamento em disco mostrando as faixas (sem escala); verde indica o início e vermelho indica o fim. Alguns gravadores de CD-R(W) e DVD-R(W)/DVD+R(W) operam nos modos ZCLV, CAA ou CAV.[1]

Em informática, um dispositivo de armazenamento em massa (em inglês, drive pronunciado "draɪv", abreviação de disk drive, que pode ser traduzido como "unidade de disco") é um tipo de dispositivo periférico destinado à leitura e/ou gravação em um meio de armazenamento em massa.[2]

Contexto

As informações de áudio eram originalmente gravadas por métodos analógicos (ver Gravação e reprodução sonora). Da mesma forma, o primeiro disco de vídeo utilizava um método de gravação analógica. Na indústria musical, a gravação analógica foi amplamente substituída pela tecnologia óptica digital, na qual os dados são gravados em formato digital com informações ópticas.[3]

O primeiro dispositivo comercial de armazenamento em disco digital foi o IBM 350, lançado em 1956 como parte do sistema de computação IBM 305 RAMAC. O armazenamento de acesso aleatório e baixa densidade dos discos foi desenvolvido para complementar o armazenamento de acesso sequencial e alta densidade já utilizado pelas unidades de fita magnética. A inovação vigorosa na tecnologia de armazenamento em disco, aliada à inovação menos vigorosa no armazenamento em fita, reduziu a diferença no custo de aquisição por terabyte entre o armazenamento em disco e o armazenamento em fita;[2] no entanto, o custo total de propriedade dos dados em disco, incluindo energia e gerenciamento, permanece maior do que o da fita.

O armazenamento em disco é atualmente utilizado tanto em computadores quanto em dispositivos eletrônicos de consumo, como CDs de áudio e discos de vídeo (VCD, DVD e Blu-ray).[2]

Os dados em discos modernos são armazenados em blocos de tamanho fixo, geralmente chamados de setores, que variam de algumas centenas a muitos milhares de bytes. A capacidade bruta de um disco rígido é simplesmente o número de superfícies do disco multiplicado pelo número de blocos por superfície e pelo número de bytes por bloco.[2] Em alguns sistemas IBM CKD legados, os dados eram armazenados em discos magnéticos com blocos de comprimento variável, chamados registros; o comprimento do registro podia variar dentro do mesmo disco e entre discos diferentes. A capacidade diminuía à medida que o comprimento do registro diminuía devido aos espaços necessários entre os blocos.[4]

Interfaces

A interface da unidade de disco é o mecanismo/protocolo de comunicação entre o restante do sistema e a própria unidade de disco. Dispositivos de armazenamento destinados a computadores desktop e portáteis normalmente usam interfaces ATA (PATA) e SATA. Sistemas corporativos e dispositivos de armazenamento de alta gama normalmente usam interfaces SCSI, SAS e FC, além de alguma utilização de SATA.[2]

Referências

  1. McFadden, Andy (3 de março de 2004). «How fast is 1x? What are CAV, CLV, PCAV, and ZCLV?». stason.org (em inglês). Consultado em 29 de dezembro de 2025 
  2. a b c d e Gimenez, José Roberto B. «Dispositivos de Armazenamento em Massa» (PDF). gridUNESP. Consultado em 29 de dezembro de 2025 
  3. Palharini, Luciana (2010). «Do analógico ao digital: o longo caminho da experiência com a música». Campinas: UNICAMP. ComCiência (116). ISSN 1519-7654. Consultado em 29 de dezembro de 2025 
  4. Yoshida, Hubert (30 de abril de 2020). «Reviewing 60 years in the Storage industry» (em inglês). Consultado em 29 de dezembro de 2025 
  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em italiano cujo título é «Unità di memoria di massa», especificamente desta versão.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Disk storage», especificamente desta versão.

Ligações externas