Computer & Communication Industry Association
| Fundação | 1972 (54 anos) |
|---|---|
| Propósito | Lobby |
| Sede | Washington, D.C. |
| Membros | empresas de serviços de internet, software e telecomunicações |
| Línguas oficiais | inglês |
| Presidente | Matt Schruers |
| Pessoas importantes | Edward J. Black (CEO) |
| Website | ccianet |
A Computer & Communication Industry Association ou CCIA ("Associação da Indústria de Computadores e Comunicações") é uma organização internacional sem fins lucrativos estadunidense fundada em 1972,[1] e também um grupo de interesse que representa grandes empresas de TIC.[2] Declaradamente, dedica-se à promoção de "mercados abertos, sistemas abertos e redes abertas".[3] Seus membros incluem empresas de classe mundial como Amazon, Apple, Cloudflare, eBay, Meta (Facebook), Google, Intel, Intuit, Nord Security, Opera, Pinterest, Shopify, Uber e Waymo.[4] A CCIA também controla o site Patent Progress.[5]
Localização
A sede da organização fica em Washington, e conta com um escritório de representação em Bruxelas para as relações com a União Europeia.[6]
Atividades de lobby
A associação intervém em processos judiciais, incluindo aqueles que envolvem quantias extremamente altas, como o que opôs a Samsung à Apple (no caso em pauta, a CCIA apoiou o pleito da Samsung).[7] Também tentou ingressar no caso da Microsoft contra a Comunidade Europeia, mas seu pedido foi rejeitado pelo juiz.[8] A associação financiou estudos para demonstrar os perigos do excesso de litígios sobre patentes para o desenvolvimento tecnológico,[9] e também participou de audiências no Senado dos Estados Unidos.[10][11]
Seguindo a tradição americana, ele também realiza lobby corporativo por uma melhor definição de fair use e uma interpretação mais ampla da Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital,[12] publicando documentos que demonstram a importância do fair use na economia estadunidense.[13] Ele também atua ativamente na expansão do uso gratuito da internet na China, como no caso "Google versus China".[14]
CCIA e o Brasil
A CCIA monitora as ações do executivo e legislativo brasileiros que possam ser consideradas prejudiciais aos interesses dos seus membros ("Big Techs"). Isso abrange, por exemplo, "desde a Taxa das Blusinhas à suspensão da rede social X por determinação de Alexandre de Moraes".[2]
Em julho de 2025, simultaneamente ao anúncio do governo Trump de que estaria investigando práticas comerciais do Brasil (e impondo ao país uma taxação de 50%), a entidade publicou uma nota em que aplaude esta iniciativa:[15]
Referências
- ↑ «Advocacy». CCIA (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ a b Wolff, Italo (11 de julho de 2025). «Entenda como o lobby das big techs influenciou retaliação dos EUA ao Brasil». Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «About». CCIA (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Members». CCIA (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Patent Progress» (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Computer & Communications Industry Association» (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Samsung Electronics Co. v. Apple». Cornell Law School (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Microsof Corp. contro Commissione delle Comunità europee». Curia (em italiano). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ Mullin, Joe (11 de junho de 2014). «New study suggests patent trolls really are killing startups». Ars Technica (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Government surveillance» (PDF). justice.gov (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Internet censorship» (PDF). senate.gov (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Digital Millennium Copyright Act» (PDF). copyright.gov (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Economic Contribution of Industries Relying on Fair Use» (PDF). ccianet.org (em inglês). 2011. Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ «Google vs. China». Congressional Digest (em inglês). Abril de 2010. Consultado em 14 de julho de 2025
- ↑ a b «Relatório revela que ameaça de Trump de investigar Brasil atende a Big Techs». ICL Notícias. 13 de julho de 2025. Consultado em 14 de julho de 2025
Ligações externas
- «Página oficial» (em inglês)