Zilah Abramo

Zilah Abramo
Nome completoZilah Wendel Abramo
Nascimento
Morte
16 de agosto de 2018 (91 anos)

Nacionalidadebrasileira
Filho(a)(s)5
Alma materUniversidade de São Paulo

Zilah Wendel Abramo (São Paulo, 16 de dezembro de 1926 — 16 de agosto de 2018) foi cientista social, professora universitária e militante política brasileira. Atuou principalmente durante a ditadura militar no Brasil, tendo participado do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), e foi fundadora da Comissão de Mães em Defesa dos Direitos Humanos, e também foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores em 1980.[1]

Biografia

Neta de Zilah Abramo, agraciada in memoriam, recebendo medalha na cerimônia de outorga da Ordem Nacional do Mérito Educativo, em 2025[2][3]

Nascida no dia 16 de dezembro de 1926 na cidade de São Paulo, filha de Silvano Wendell e Placídia Sayão Wendell.

Formou-se em ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP), e deu aula entre os anos de 1962 a 1964 na Universidade de Brasília (UnB) até o golpe militar de 64. Em 1952 se casou com Perseu Abramo, com quem teve 5 filhos: Laís, Mario, Helena, Bia e Marta Abramo.[1]

Seu casamento com Perseu foi de 43 anos, até a morte de Perseu em 1996. No mesmo ano foi indicada para primeira direção da Fundação Perseu Abramo. Zilah foi vice-presidente de 1996 a 2003, presidenta do Conselho Curador de 2003 a 2012, e presidenta de honra até sua morte em 2018.[4]

Zilah morreu em 16 de agosto de 2018 segundo a Fundação Perseu Abramo em sua casa em São Paulo. Diversas lideranças e membros do Partido dos Trabalhadores dedicaram mensagens e homenagens a Zilah devido sua militancia politica durante a ditadura militar. Figuras como Dilma Roussef, Gleisi Hoffman, José Dirceu, dedicaram mensagens a Zilah.[5]

Ditadura militar

Durante a ditadura militar Zilah desempenhou importante papel na resistência da esquerda brasileira ao regime militar no Brasil, tendo participado das greves do ABC, o movimento pela anistia, a fundação do Partido dos Trabalhadores.

Na década de 1970, Zilah foi membra do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) e do movimento pela redemocratização do país, e também foi fundadora da Comissão de Mães em defesa dos Direitos Humanos.[6]

Zilah também frisava a importância de rememorar o passado e preencher as lacunas deixadas pela história. Por isso foi co-organizadora com Flamarion Maués do livro Pela Democracia, Contra o Arbítrio: A oposição democrática, do golpe de 1964 à campanha das Diretas Já, editado pela Fundação, uma coletânea de depoimentos e artigos publicados nas páginas especiais produzidas pela Fundação Perseu Abramo em seu portal.[7]

Referencias

  1. a b redacaonos. «6 mulheres que lutaram contra a Ditadura Militar no Brasil». Terra. Consultado em 2 de agosto de 2025 
  2. «Agraciados 2024-2025». GOV.BR. 14 de novembro de 2025. Consultado em 15 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025 
  3. Sarmento, Nathalia (14 de novembro de 2025). «MEC entrega medalhas para Krenak, Gil do Vigor e mais; leia a lista». Poder360. Consultado em 15 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025 
  4. «Zilah Abramo, a vida entre pensamento, ação e devoção». CUT - Central Única dos Trabalhadores. Consultado em 7 de agosto de 2025 
  5. «Zilah: testemunhos de amizade e militância - Fundação Perseu Abramo». fpabramo.org.br. 17 de agosto de 2018. Consultado em 7 de agosto de 2025 
  6. «Zilah Abramo: uma estrela da resistência - Fundação Perseu Abramo». fpabramo.org.br. 16 de agosto de 2018. Consultado em 7 de agosto de 2025 
  7. «Zilah Abramo: uma estrela da resistência - Fundação Perseu Abramo». fpabramo.org.br. 16 de agosto de 2018. Consultado em 7 de agosto de 2025