Zé Ibarra

Zé Ibarra
Nome completoJosé Vitor Ibarra Ramos
Nascimento
20 de dezembro de 1996 (29 anos)

Ocupaçãocompositor, arranjador, multi-instrumentista, cantor

Zé Ibarra (Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 1996)[1] é um compositor, arranjador, multi-instrumentista e cantor brasileiro. Reconhecido pela voz aguda e estilo andrógino, chamou atenção de grandes nomes da música popular brasileira como Milton Nascimento, Gal Costa e Ney Matogrosso. Em 2022 venceu um Grammy Latino como integrante da banda Bala Desejo, na categoria Melhor Álbum Pop em Português com Sim Sim Sim.[2][3] Ibarra também foi indicado em setembro de 2025 ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa com "Transe".[4]

Biografia

Filho de uma produtora de eventos chilena e de um fotógrafo baiano, Zé Ibarra cresceu em um ambiente fortemente ligado à música. Desde a infância demonstrou interesse pela arte: aos 2 anos pedia para ouvir o que chamava de "a música do rio" no sítio da família em Itamonte e, aos 4 anos, ganhou de aniversário o disco Elis & Tom. Teve contato desde cedo com artistas como João Gilberto, Nina Simone, Marvin Gaye, Diana Ross, Michael Jackson e Caetano Veloso, que se tornaram algumas de suas referências musicais.[5]

Começou a estudar bateria aos 6 anos, migrando posteriormente para o piano. Na adolescência, aos 14 anos, passou a compor suas primeiras canções.[1]

Carreira

Ibarra integrou a banda Dônica, formada ao lado de Tom Veloso, filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne, com quem lançou discos como Hoje e Ontem. Posteriormente participou da criação do grupo Bala Desejo, ao lado de Dora Morelenbaum, Julia Mestre e Lucas Nunes, surgido durante a pandemia nas lives de Teresa Cristina. O álbum de estreia Sim Sim Sim do Bala Desejo trouxe forte inspiração dos anos 1970 e uma sonoridade carnavalesca, marcada por temas ligados ao desejo, ao prazer e à vida urbana contemporânea.[1]

Em carreira solo, Zé Ibarra lançou em 2025 o disco AFIM e, em 2023, o trabalho Marquês, 256. Também divulgou versões e parcerias como "Vai atrás da vida que ela te espera", de Guilherme Lamounier, "A escola", inédita atribuída a Adoniran Barbosa, e "Bédi Beat", dueto com Duda Beat.[1]

Entre suas composições inéditas está "Essa Confusão", parte do repertório de seu primeiro disco autoral.[6]

Reconhecimento

Diversos nomes consagrados da música brasileira elogiaram o talento de Zé Ibarra. Gal Costa convidou-o para gravar "Meu bem, meu mal" em Nenhuma Dor (2021), Milton Nascimento o chamou para participar da turnê Clube da Esquina (2019) e Ney Matogrosso destacou sua capacidade como cantor, compositor e instrumentista.[2]

Em 2022 Zé Ibarra venceu um Grammy Latino como integrante da banda Bala Desejo com o álbum Sim Sim Sim, na categoria Melhor Álbum Pop em Português.[7] E em setembro de 2025 foi nomeado ao Grammy Latino com a canção "Transe", na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa.[4]

Discografia

Álbuns solo

Álbum Lançamento
Marquês, 256 2023
AFIM [8] 2025

Com Bala Desejo

Álbum Lançamento
SIM SIM SIM 2022

Referências

  1. a b c d «Zé Ibarra». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 8 de setembro de 2025 
  2. a b «A vida, a voz e o gênio de Zé Ibarra». Revista Trip. 25 de julho de 2025. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  3. «Bala Desejo ganha o Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum Pop em Português"». Vogue. 17 de novembro de 2022. Consultado em 18 de setembro de 2025 
  4. a b «Grammy Latino 2025: veja a lista dos indicados». gshow. 17 de setembro de 2025. Consultado em 23 de setembro de 2025 
  5. «Conheça Zé Ibarra, músico que tem fãs como Milton Nascimento, Gal Costa e Ney Matogrosso». O Globo. 29 de abril de 2022. Consultado em 7 de setembro de 2025 
  6. Facchi, Cleber (13 de setembro de 2024). «Dora Morelenbaum reflete sobre as incertezas do amor em "Essa Confusão"». Música Instantânea. Consultado em 18 de setembro de 2025 
  7. Redação (18 de novembro de 2022). «Bala Desejo ganha o Grammy Latino na categoria 'Melhor Álbum Pop em Português'». Rolling Stone Brasil. Consultado em 18 de setembro de 2025 
  8. «Zé Ibarra se dissocia da MPB e reforça laço com a própria turma no movimento inusitado e inquieto do álbum 'Afim'». G1. 3 de junho de 2025. Consultado em 7 de setembro de 2025