Yoñlu (álbum)

Yonlu
Álbum de estúdio de Yonlu
Lançamento2008
Gravação2004–2006
Gênero(s)folk, indie rock, experimental
Duração49:32
Gravadora(s)Allegro Discos
ProduçãoArthur de Faria

Yonlu é o álbum póstumo de estreia do músico e compositor brasileiro Yonlu (Vinícius Gageiro Marques), lançado em 2008 pela gravadora Allegro Discos. O disco reúne canções gravadas em casa entre 2004 e 2006, descobertas após sua morte em julho de 2006, e organizadas por amigos e familiares sob curadoria do músico Arthur de Faria.

Contexto

Antes de sua morte, Yoñlu compartilhava suas músicas em fóruns independentes e em seu site pessoal, misturando elementos de folk, bossa nova e música eletrônica. Suas composições, feitas de forma caseira, revelam uma sonoridade intimista e melancólica, com letras em inglês e português. Após sua morte, o material foi encontrado por sua família, que decidiu lançar o álbum para preservar sua obra.[1]

Lançamento

O álbum foi lançado em CD pela Allegro Discos em 2008, com distribuição nacional e internacional. No ano seguinte, o selo norte-americano Luaka Bop, fundado por David Byrne (ex-Talking Heads), lançou uma edição internacional, o que ampliou o reconhecimento de Yonlu fora do Brasil.[2]

Composição e estilo

As canções do álbum misturam influências de Nick Drake, Caetano Veloso e Radiohead, com uma estética lo-fi e experimentações eletrônicas. A produção manteve a sonoridade original das gravações caseiras, destacando a habilidade de Yonlu como arranjador e letrista. As músicas abordam temas como isolamento, tecnologia, melancolia e introspecção.[3]

Recepção

A recepção crítica foi amplamente positiva. O jornal Folha de S.Paulo descreveu o disco como “um retrato delicado e autêntico de uma mente criativa e complexa”.[4] O jornal britânico The Guardian destacou a profundidade emocional do álbum, chamando-o de “um registro tocante de um talento perdido”.[5]

Lista de faixas

  1. "Deskjet (Leave a Message)" – 4:02
  2. "Katie Don't Be Depressed" – 3:47
  3. "I Know What It's Like" – 4:13
  4. "Boy" – 3:45
  5. "A Participatory Song" – 2:50
  6. "The Boy and the Tiger" – 3:36
  7. "Humiliation" – 4:04
  8. "Waterfall" – 3:21
  9. "Silence" – 5:10
  10. "Little Kids" – 3:12
  11. "Estrela, Estrela" (Vitor Ramil) – 2:41
  12. "Song for Someone" – 4:51

Legado

O álbum consolidou o nome de Yonlu como uma das vozes mais singulares da música independente brasileira. Sua história inspirou o livro O Menino que Se Explodiu no Computador de Arthur de Faria e Vinícius Castro, e o documentário Yonlu (2017), exibido em festivais e plataformas de streaming.[6]

Referências

  1. Silvio Essinger (13 de julho de 2008). «Música de garoto ganha vida em CD póstumo». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de outubro de 2025 
  2. «Yonlu: vida curta, obra eterna». O Globo. 12 de julho de 2008. Consultado em 25 de outubro de 2025 
  3. «Yonlu review». The Guardian. 5 de junho de 2009. Consultado em 25 de outubro de 2025 
  4. Silvio Essinger (13 de julho de 2008). «Música de garoto ganha vida em CD póstumo». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de outubro de 2025 
  5. «Yonlu review». The Guardian. 5 de junho de 2009. Consultado em 25 de outubro de 2025 
  6. «Filme sobre Yonlu mostra talento do músico e discute suicídio». Folha de S.Paulo. 29 de junho de 2017. Consultado em 25 de outubro de 2025