William de Perth

William de Perth
William de Perth
Vitral de São William na Catedral de Rochester, datado do final do século XIX
Mártir
Nascimento Século XII
Perth, Escócia
Morte 1201
Rochester, Inglaterra
Veneração por Igreja Católica
Igreja Episcopal Escocesa
Canonização 1256
por Papa Alexandre IV
Festa litúrgica 23 de maio
Padroeiro das crianças adotadas
Portal dos Santos

São William de Perth, também conhecido como São Guilherme de Perth ou São Guilherme de Rochester, foi um peregrino escocês que foi martirizado na Inglaterra. Ele é o santo padroeiro das crianças adotadas. Após sua morte, ele ganhou reconhecimento local e foi canonizado pelo Papa Alexandre IV em 1256.

William era um indivíduo devoto e um padeiro que sempre doava seu décimo pão aos pobres. Ele adotou uma criança abandonada e lhe ensinou seu ofício. Anos depois, os dois partiram em peregrinação. William foi assassinado pelo seu filho adotivo, que queria roubá-lo. O bispo de Rochester obteve a canonização de William e criou um santuário na Catedral de Rochester que atraiu muitos peregrinos.

Vida

Pouco se sabe sobre a vida de William, e praticamente todas as informações a respeito dele vêm da Nova Legenda Angliae de Jhon Capgrave. Ele nasceu em Perth, naquela época uma das principais cidades da Escócia . Viveu uma juventude desregrada, mas, depois de adulto, entregou sua vida a Deus. Padeiro de profissão, ele costumava reservar cada décimo pão para os pobres.

Ele ia à missa diariamente. Certa manhã, antes do amanhecer, encontrou na soleira da igreja uma criança abandonada, que ele adotou e a quem ensinou seu ofício. Mais tarde, ele fez um voto de visitar os Lugares Sagrados e, tendo recebido a bolsa e o cajado consagrados como peregrino, partiu com seu filho adotivo, cujo nome é como "Cockermay Doucri", ou "Davi, o Adotado ". Eles ficaram três dias em Rochester e iam para Cantuária no dia seguinte (e talvez de lá para Jerusalém). No entanto, de acordo com um relato popular, Davi enganou deliberadamente o seu pai adotivo com um atalho e, com a intenção de o roubar, derrubou-o com um golpe na cabeça e cortou-lhe a garganta.

O corpo foi descoberto por uma mulher louca, que trançou uma guirlanda e a colocou primeiro na cabeça do cadáver e depois na sua, e então a loucura a deixou. Ao saberem da história, os monges de Rochester levaram o corpo para a catedral e lá o enterraram.

Veneração

Em 1256, Lawrence de S. Martinho, bispo de Rochester, obteve a canonização de William do Papa Alexandre IV . Seu santuário, foi iniciado imediatamente e atraiu multidões de peregrinos . Ao mesmo tempo, uma pequena capela foi construída no local do assassinato.

O santuário de São William de Perth tornou-se um local de peregrinação [1] As pisadas desgastaram os degrais de pedra originais, que hoje estão cobertos com degraus de madeira. [2]

Em 18 e 19 de fevereiro de 1300, o rei Eduardo I fez duas doações de sete xelins ao santuário. Oferendas no santuário também foram registradas pela Rainha Filipa em 1352. Em 29 de novembro de 1399, o Papa Bonifácio IX concedeu indulgência àqueles que visitavam e davam esmolas ao santuário em determinados dias específicos. A população local continuou a tradição ao longo dos séculos XV e XVI.

O brasão do Bispo de Rochester consiste na cruz de Santo André com uma concha no centro, que representa William; André é o santo padroeiro da Escócia e as conchas são o símbolo dos peregrinos. São William é representado em uma pintura mural, que foi descoberta em 1883 na igreja de Frindsbury, perto de Rochester, que se supõe ter sido pintada por volta de 1256-1266, caso em que também é o único mural conhecido dele. [3]

Seu dia oficial de festa é 23 de maio, alguns lugares celebrem em 22 de abril.

No filme Um santo Vizinho, St William aparece em um boletim escolar de um dos personagens principais, Oliver, que o acha interessante principalmente porque ele próprio é adotado.

A Escola Primária St William of Perth, em Rochester, recebeu seu nome em sua homenagem.

Referências

  1. Father Gagnier's Jubilee Year Pilgrimage : Rochester, England: Castle,Cathedral & R.C. Church
  2. Palmer, G.H. (1897), The Cathedral Church of Rochester – A description of its fabric and a brief history of the Episcopal See, Bell's Cathedrals, George Bell & Sons, p. 81 
  3. Hope, W. H. St. John (1883), «On Wall Paintings Discovered in Frindsbury Church», Kent Archaeological Society, Archaeologia Cantiana, XV: 331–332