Voo YAK-Service 9633

Voo YAK-Service 9633
RA-42434, o avião envolvido no acidente, fotografado em maio de 2011
Sumário
Data7 de setembro de 2011
CausaConfiguração inadequada de decolagem levando o avião à ultrapassar a pista
Local2 km (1,2 milhas) ao oeste do Aeroporto Internacional de Iaroslavl, Iaroslavl, Oblast de Iaroslavl, Rússia
Coordenadas🌍
OrigemAeroporto Internacional de Iaroslavl, Iaroslavl, Oblast de Iaroslavl, Rússia
DestinoAeroporto Nacional de Minsk, Minsk, Voblast de Minsk, Bielorrússia
Passageiros37
Tripulantes8
Mortos44
Feridos1
Sobreviventes1
Aeronave
ModeloYakovlev Yak-42D
OperadorYAK-Service
PrefixoRA-42434

Em 7 de setembro de 2011, o voo YAK-Service 9633 (ICAO: AKY9633), transportando jogadores e comissão técnica da equipe profissional de hóquei no gelo, Lokomotiv Yaroslavl, caiu durante a decolagem perto da cidade de Iaroslavl, no Oblast de Iaroslavl, Rússia. A aeronave ultrapassou a pista do Aeroporto Internacional de Iaroslavl antes de decolar brevemente, atingindo um mastro de antena, pegando fogo e caindo às margens do Rio Volga.[1][2] Dos 45 ocupantes, entre passageiros e tripulantes, apenas 1 sobreviveu. A tragédia é comumente conhecida como o desastre do time de hóquei Lokomotiv. [3][4]

O Lokomotiv Yaroslavl, membro da Liga Continental de Hóquei (KHL), estava a caminho de Minsk, capital da Bielorrússia, para iniciar a temporada 2011-12. Todos os jogadores do elenco principal (com exceção de Maxim Zyuzyakin) e mais 4 jogadores do time juvenil estavam a bordo e faleceram no desastre. O único sobrevivente foi o mecânico da aeronave; um jogador também sobreviveu ao acidente, mas não resistiu aos ferimentos nos dias seguintes e morreu.

A investigação subsequente determinou que vários fatores contribuíram para o acidente, incluindo o treinamento inadequado da tripulação; o cálculo incorreto da velocidade de decolagem pela tripulação do voo; e a aplicação inadvertida do freio das rodas por um dos pilotos, que incorretamente colocou os pés em um dos pedais.[5][6] Mais tarde, foi revelado que o piloto havia usado documentos falsificados para obter a permissão para pilotar a aeronave e que ambos os membros da tripulação não tinham o treinamento necessário para pilotar o Yak-42.[7]

Contexto

Na época do acidente, o Lokomotiv Yaroslavl, fundado em 1959, era um dos principais times de hóquei no gelo da Rússia. O time venceu a antiga Superliga Russa (RSL) em 1997, 2002 e 2003, e finalista em 2008-09, chegando à terceira rodada dos playoffs em quatro temporadas consecutivas. O Lokomotiv perdeu nas finais da Conferência Oeste (KHL) de 2010 por 4 a 3 para o HC MVD, e perdeu nas finais da Conferência Oeste da KHL de 2011 por 4 a 2 para o Atlant Moscow Oblast. Vários jogadores estavam prestes a estrear no time, incluindo os ex-jogadores da National Hockey League (NHL), Ruslan Salei[8] e Kārlis Skrastiņš[9]. Também prestes a estrear como treinadores estavam os ex-jogadores da NHL Igor Korolev[10] e Brad McCrimmon.[11]

O acidente aéreo foi o segundo na Rússia envolvendo um time de hóquei. Em 1950, toda a equipe do VVS Moscou morreu em um acidente de avião perto da cidade de Sverdlovsk (hoje chamada Ecaterimburgo), no Oblast de Sverdlovsk.[12]

YAK-Service

Em 2009, a YAK-Service, a companhia aérea que operava a aeronave acidentada, foi investigada pela Comissão Europeia sobre questões de aeronavegabilidade e segurança aérea. As autoridades russas impuseram restrições de rampa à empresa e sujeitaram-na a inspeções de acordo com os padrões internacionais.[13] Em maio de 2010, o Ministério dos Transportes da Rússia proibiu a YAK-Service de voar no espaço aéreo da Conferência Europeia de Aviação Civil, restrição essa que foi suspensa em agosto. A Comissão Europeia, no entanto, não ficou satisfeita com a presença de equipamento obrigatório em todos os aviões da YAK-Service, e proibiu que 2 dos Yakovlev Yak-40 da empresa operassem no espaço aéreo europeu.[14]

Aeronave

A aeronave envolvida na tragédia fotografada quase 5 anos antes do acidente.

A aeronave envolvida, um Yakovlev Yak-42D, de registro RA-42434 e número de série 4520424305017, foi fabricado em 1993. Depois de operar por várias companhias aéreas, juntou-se à frota da YAK-Service. [15]

O Yak-42, um jato de passageiros de médio alcance trimotor, foi projetado para uma vida útil de 36 anos, e o RA-42434 ainda tinha cerca de 60% de sua vida útil restante no momento da tragédia.[16] De acordo com o vice-ministro dos Transportes, Valery Okulov, um dos três motores da aeronave havia sido substituído um mês antes do acidente.[17] O avião deveria ser retirado de serviço no final de 2011 para uma grande revisão programada.[18]

Acidente

Destroços da cauda do Yak-42 no local do acidente

No dia 7 de setembro de 2011, o tempo no Aeroporto Internacional de Iaroslavl estava bom, com ventos fracos, boa visibilidade e uma temperatura de 18 °C (64 °F).[19] O Yak-42, registrado como RA-42434, entrou na pista 05/23 na pista de taxi 5, localizada a 300 metros (980 pés) da cabeceira da pista. A pista 05/23 tinha 3.000 metros (9.800 pés) de comprimento, deixando 2.700 metros (8.900 pés) para a corrida de decolagem. Assim que a aeronave recebeu autorização para decolar, ela acelerou para uma velocidade estimada de 230 km/h (120 kn; 140 mph), mas não conseguiu decolar. O Yak-42 passou pelo final da pista por 400 m (1.300 pés) antes de deixar o solo brevemente. A asa esquerda então atingiu um mastro de antena localizado a cerca de 450 metros (1.480 pés) do final da pista, sem subir mais do que cerca de 6 metros (20 pés) do solo.[20][21]

Após os danos causados pelo impacto da asa com o mastro, a aeronave desviou para a esquerda e caiu na margem do rio Tunoshonka, a 200 metros (660 pés) de onde se junta ao Volga, perdendo a cauda no impacto, enquanto a parte frontal do jato se desintegrou.[22] A seção da cauda parou na água, enquanto o resto da fuselagem permaneceu em terra firme. A localização dos destroços foi aproximadamente a 2 quilômetros (1,2 mi) do final da pista.[23]

Relatos de testemunhas descreveram a aeronave como "explodindo em chamas" após atingir o mastro. [24] [25] Outro relato de testemunha descreveu os motores como ficando silenciosos momentos antes do acidente. Outro relato indicou que a aeronave atingiu árvores antes de cair.[26] Uma câmera de vigilância de segurança montada no mastro registrou a aproximação do Yak-42 em alta velocidade, saindo do final da pista, a apenas alguns metros do solo, com o nariz levantando momentos antes de impactar o mastro.[27] Detritos da aeronave foram encontrados logo após o local do mastro, continuando daquele ponto até o local do acidente.[28] A tripulação não relatou nenhum problema técnico ao controle de tráfego aéreo.[29]

Passageiros e Tripulação

Karel Rachůnek era o capitão da equipe no momento do acidente.
Josef Vašíček liderou o time em gols na temporada anterior.
Pavol Demitra foi por três vezes All-Star na NHL.

O manifesto da aeronave listava 8 tripulantes e 37 passageiros. A tripulação de voo era composta pelo capitão Andrei Anatolievich Solomentsev (russo: Андрей Анатолиевич Соломенцев), que tinha 6.900 horas de voo, das quais 1.500 no Yak-42; pelo Primeiro Oficial Igor Konstantinovich Zhevelov (Russo: Игорь Константинович Жевелов), com 13.500 horas de voo, das quais apenas 614 foram no Yak-42; e pelo engenheiro de voo Sergei Valerievich Zhuravlev (em russo: Сергей Валериевич Журавьлев). O mecânico de voo, Alexander Sizov, que viajou na cabine de passageiros, foi o único sobrevivente do acidente.[30] Alexander Galimov, um dos jogadores da equipe a bordo, foi encontrado com vida e hospitalizado em seguida, mas faleceu cinco dias depois.[31] Todos os corpos das vítimas foram recuperados do local.[32]

De acordo com testemunhas oculares, tanto Galimov quanto Sizov ficaram gravemente queimados, mas estavam conscientes enquanto eram resgatados.[33] Ambos os homens foram transportados para Moscou para tratamento.[34]Os dois foram colocados em coma induzido para aliviar o estresse; no entanto, Galimov faleceu em 12 de setembro no Instituto de Cirurgia Vishnevsky.[35] Sizov foi transferido da UTI para a enfermaria em 12 de setembro, e sua vida foi considerada fora de perigo. Ele recebeu alta do hospital em 28 de outubro.[36]

Jogadores mortos

Vinte e seis jogadores do time de hóquei no gelo Lokomotiv Yaroslavl morreram:[37]

Jogador Idade País Posição
Vitaly Anikeyenko [38][39] 24  Rússia D
Mikhail Balandin 31
Gennady Churilov 24 C
Pavol Demitra 36  Eslováquia
Robert Dietrich 25  Alemanha D
Alexander Galimov 26  Rússia LW
Marat Kalimulin 23 D
Alexander Kalyanin RW
Andrei Kiryukhin 24
Nikita Klyukin 21 C
Stefan Liv 30  Suécia G
Jan Marek 31  República Tcheca C
Sergei Ostapchuk 21  Bielorrússia LW
Karel Rachůnek 32  República Tcheca D
Ruslan Salei 36  Bielorrússia
Maxim Shuvalov 18  Rússia
Kārlis Skrastiņš 37  Letônia
Pavel Snurnitsyn 19  Rússia F
Daniil Sobchenko[40][41] 20 C
Ivan Tkachenko 31 LW
Pavel Trakhanov 33 D
Yuri Urychev[42][43] 20
Josef Vašíček 30  República Tcheca C
Alexander Vasyunov 23  Rússia LW
Alexander Vyukhin[44][45] 38  Ucrânia G
Artem Yarchuk 21  Rússia LW

Comissão técnica morta

Os integrantes da comissão técnica que faleceu na catástrofe eram:[46]

Nome Idade País Posição
Alexander Karpovtsev 41  Rússia Treinador assistente
Igor Korolev[47][48]  Canadá
Brad McCrimmon 52 Treinador principal

O treinador de goleiros Jorma Valtonen não estava no voo, pois ficou para trás para trabalhar com o time juvenil.[49]

Reações

O presidente russo Dmitri Medvedev e o presidente turco Abdullah Gül depositando flores do lado de fora na Arena-2000 em Iaroslavl, em 8 de setembro.

O presidente russo Dmitri Medvedev, que estava a caminho de Iaroslavl para o Fórum de Política Global de Iaroslavl, enviou suas condolências às famílias dos mortos no acidente[50]e visitou o local do acidente junto com o governador do Oblast de Yaroslavl, Sergey Vakhrukov. René Fasel, presidente da Federação Internacional de Hóquei no Gelo, chamou o acidente de "o dia mais sombrio da história do nosso esporte".[51]No início do campo de treinamento do New York Islanders, o goleiro Evgeni Nabokov, que jogou na temporada anterior na KHL, expressou choque e tristeza com a notícia.

Ao ouvir a notícia do acidente, os oficiais da KHL interromperam o jogo Salavat Yulaev Ufa – Atlant Moscow Oblast que estava sendo disputado.[52] O jogo foi suspenso no segundo período, e o presidente da KHL, Alexander Medvedev, dirigiu-se ao público presente, informando-os dos detalhes da tragédia. Um minuto de silêncio foi feito e o público saiu da arena.[53] O presidente da Federação Russa de Hóquei no Gelo, Vladislav Tretiak, prometeu: "Faremos o nosso melhor para garantir que o hóquei em Iaroslavl não morra e que continue a viver para as pessoas que estavam naquele avião."[54] No dia seguinte, em Minsk, na arena onde o Yaroslavl jogaria seu primeiro jogo da temporada, um "funeral de hóquei" especial foi realizado.[55] A KHL retomou sua temporada 2011-12 em 12 de setembro de 2011, com sete jogos. Todos os jogos foram precedidos por um minuto de silêncio.

Autoridades da cidade de Iaroslavl anunciaram um período de luto de três dias, de sexta-feira, 9 de setembro de 2011, a domingo, 11 de setembro de 2011.[56] Em 10 de setembro, serviços memoriais para os jogadores foram realizados em seus países de origem. Os maiores serviços foram realizados na Arena 2000, a arena do Lokomotiv Yaroslavl, com milhares de enlutados, bem como o primeiro-ministro russo Vladimir Putin presentes. A polícia local determinou que o número de pessoas na arena do Lokomotiv era de aproximadamente 100.000.[57]

Os executivos do Lokomotiv se reuniram para discutir o futuro do time. Na discussão, o presidente do time, Yuri Yakovlev, anunciou que o Lokomotiv não participaria da temporada 2011-12 da KHL.[58] Em 12 de setembro de 2011, o gerente de marketing do Lokomotiv , Evgeny Chuev, disse que outro memorial, desta vez especificamente para Galimov, seria realizado em 13 de setembro.

Mario Lemieux se junta a Evgeni Malkin e Alexander Ovechkin para a cerimônia de lançamento do disco antes do jogo de 13 de outubro de 2011 entre os Penguins e os Capitals.

Nos Estados Unidos, o Dallas Stars, time em que Kārlis Skrastiņš jogou nas duas temporadas anteriores, homenageou seu ex-companheiro de equipe colocando um decalque com o número de Skrastiņš (37) nos capacetes de seus jogadores.[59] O antigo time da NHL de Josef Vašíček , o Carolina Hurricanes, usou um patch comemorativo em suas camisas durante a temporada.[60] O Detroit Red Wings usou um patch em seus uniformes de 2011-2012 com as iniciais de Ruslan Salei, que jogou pelo Detroit na temporada anterior. O patch que o Red Wings usou também homenageou Brad McCrimmon, que jogou pelo time e foi assistente técnico, e Stefan Liv, que foi convocado por Detroit e jogou por seu time da liga menor.[61] Além disso, o Anaheim Ducks bordou o número de Salei (#24) em suas camisas para a temporada. O New Jersey Devils usou um patch comemorativo em suas camisas em homenagem aos ex-jogadores do Devils, Karel Rachůnek e Alexander Vasyunov.[62] O St. Louis Blues também realizou uma cerimônia em memória aos ex-jogadores Pavol Demitra e Igor Korolev antes do jogo de 8 de novembro contra o Chicago Blackhawks.[63] Os jogadores do Blues também usaram um adesivo especial '38' em seus capacetes, já que ambos os jogadores usaram esse número com o Blues. O goleiro do Blues, Jaroslav Halák, também teve sua máscara de goleiro de 2011-12 feita com uma homenagem ao seu compatriota eslovaco Demitra na placa traseira. Na Suécia, mais de 10.000 parentes e torcedores do HV71 compareceram à Husqvarna Garden, a arena do time, para lamentar a morte de Stefan Liv, o goleiro sueco do Lokomotiv.[64]

Homenagens deixadas por torcedores eslovacos nas proximidades da Arena Ondrej Nepela, na cidade de Bratislava, no dia 9 de setembro.

A Federação Eslovaca de Hóquei no Gelo anunciou que o número 38 seria aposentado da seleção nacional em memória de Pavol Demitra, que recentemente se aposentou da Seleção Eslovaca em maio jogando em casa, no primeiro Campeonato Mundial que a Eslováquia sediou. Anunciou também que seria o homenageado in memoriam do Hall da Fama do Hóquei Eslovaco do Grupo de 2012. Além disso, foi anunciado que a Seleção Eslovaca teria um pequeno número 38 costurado nas camisas até o Campeonato Mundial de 2012.[65] Demitra foi ainda mais homenageado por uma cerimônia pública em um estádio de hóquei na cidade de Trenčín, que leva seu nome desde o final de 2011 (Estádio de Hóquei no Gelo Pavol Demitra), juntamente com uma escola primária frequentada em Dubnica nad Váhom. Homenagens espontâneas a Demitra também ocorreram em toda a Eslováquia, em estádios de hóquei.

A Federação Alemã de Hóquei no Gelo anunciou que aposentaria o número 20 de Robert Dietrich na Seleção Alemã. O jogo de 13 de outubro de 2011 entre o Pittsburgh Penguins e o Washington Capitals, que contou com os jogadores russos de hóquei no gelo Alexander Ovechkin e Evgeni Malkin, foi dedicado ao Lokomotiv Yaroslavl. As equipes usaram emblemas comemorativos do Lokomotiv.[66] Todas as camisas foram autografadas pelos jogadores e leiloadas para arrecadar fundos para as famílias daqueles que morreram no acidente.[67]

Em 12 de março de 2012, a Federação Letã de Hóquei no Gelo anunciou que aposentaria a camisa número 7 de Kārlis Skrastiņš da Seleção Letã.[68] Em 24 de março de 2012, o Dallas Stars (time em que Skrastiņš jogou antes de assinar com o Lokomotiv) realizou uma cerimônia pré-jogo com a família de Skrastiņš e anunciou um fundo fiduciário para os filhos de Skrastiņš.[69] Da mesma forma, a Associação Tcheca de Hóquei no Gelo decidiu aposentar os números da camisa da seleção masculina de hóquei no gelo da República Tcheca em homenagem aos seus três jogadores falecidos. Os números 4 de Karel Rachůnek, 15 de Jan Marek e 63 de Josef Vašíček foram retirados.[70]

No dia 16 de dezembro de 2011, a camisa de Stefan Liv foi hasteada no telhado da Husqvarna Garden. Seu número 1 foi aposentado e nunca mais seria usado por um jogador do HV71.[71]

Consequências

Após a tragédia, o Lokomotiv optou por cancelar sua participação na temporada 2011-12 da KHL.[72] O clube participou da temporada 2011-12 da Liga Principal Russa (VHL), a segunda maior liga de hóquei no gelo da Rússia depois da KHL, começando em dezembro de 2011, e foi elegível para os playoffs da VHL.[73] A KHL suspendeu temporariamente seu jogo de abertura da temporada já em andamento e adiou o início da temporada em cinco dias.

Em 11 de setembro de 2011, o presidente russo Dmitri Medvedev ordenou a paralisação de todas as companhias aéreas "que não fossem adequadamente capazes de garantir a segurança dos passageiros".[74] Um prazo de 15 de novembro de 2011 foi estabelecido para colocar em prática "medidas para interromper as atividades das transportadoras aéreas russas se elas não fossem capazes de fornecer voos seguros". Medidas para elevar as aeronaves aos padrões internacionais deveriam ser aceleradas e a instalação de novos radiofaróis para o mais recente padrão COSPAS-SARSAT. As autoridades de aviação russas suspenderam todos os voos com o Yak-42 enquanto aguardavam verificações de outras aeronaves existentes do mesmo tipo.[75] Em 21 de setembro de 2011, a Yak-Service teve sua licença de operação revogada pela Rosaviatsiya após uma auditoria das operações de voo da companhia aérea e como resultado do acidente.[76]

Investigação e Julgamento

Presidente Medvedev em reunião sobre a investigação das causas da queda do Yak-42 e assistência às famílias das vítimas. Com o Ministro de Emergências, Sergei Shoigu (no centro), e o Ministro dos Transportes, Igor Levitin (à direita).

O Comitê de Aviação Interestadual (MAK) abriu uma investigação sobre as circunstâncias do acidente. Os gravadores de dados de voo da aeronave foram recuperados no dia seguinte ao acidente.[77][78] O suprimento de combustível usado para reabastecer a aeronave foi colocado em quarentena e amostras foram coletadas para análise. Os resultados foram que o combustível nos tanques de armazenamento do Aeroporto Internacional de Iaroslavl atendia aos requisitos especificados para combustível de aviação.[79]

A análise preliminar dos gravadores de voo indicou que o estabilizador horizontal ajustável da aeronave estava ajustado para 8,7 graus de nariz para cima e seus flaps de asa estavam na posição de decolagem de 20 graus. Os motores estavam funcionando até o impacto com o mastro de antena.[80]

A Comissão Técnica do MAK divulgou novas conclusões em 12 de setembro de 2011:

  • Os motores continuaram funcionando até o impacto final.
  • O clima foi um fator descartado.
  • A tripulação realizou uma verificação de todos os controles de voo da aeronave, incluindo o profundor. As superfícies de controle de voo responderam conforme o esperado.
  • O peso de decolagem foi menor que o máximo permitido para decolagem.[81]
  • A aeronave transportava 14 toneladas de combustível a bordo, das quais oito toneladas eram do aeroporto de Iaroslavl.
  • Antes da decolagem, o estabilizador e os flaps foram colocados na posição de decolagem.

O comitê encaminhou o estudo dos registros de voo e dos dados operacionais a outros centros de investigação. A Comissão Técnica estabeleceu contatos com as autoridades de investigação dos países cujos cidadãos se encontravam a bordo: República Tcheca, Alemanha, Eslováquia, Suécia, Letônia e Canadá.[82]

Em 14 de setembro de 2011, uma reportagem no jornal Moskovsky Komsomolets, citando uma fonte da indústria de aviação, afirmou que o freio de estacionamento da aeronave estava acionado durante a decolagem, o que a desacelerou significativamente e a impediu de acelerar adequadamente.[83] De acordo com essa teoria, o capitão havia passado o controle para o copiloto antes da decolagem, pois não estava se sentindo bem. Como é dever do capitão soltar o freio, o copiloto pode não ter percebido que isso não havia sido feito ou ter se esquecido de fazê-lo. A Life News relatou que os investigadores estavam investigando o histórico profissional dos pilotos e que os pilotos não tinham experiência suficiente no Yak-42.

A RIA Novosti informou que o vice-ministro Okulov e o chefe da Agência Federal de Transporte Aéreo, Alexander Neradko, rejeitaram a teoria em discussões com repórteres em uma coletiva de imprensa em 14 de setembro de 2011.[84] A teoria também foi descartada por Konstantin Malinin, um ex-piloto de testes do Yak-42, que observou que um freio de estacionamento acionado teria deixado marcas de derrapagem e pedaços de borracha na pista, e nenhum foi encontrado.[85]

Duas simulações do acidente foram planejadas para ajudar a determinar a causa. Uma simulação "virtual" usou simuladores de voo. Os dados dos gravadores de voo do Yak-42 acidentado foram carregados em um simulador, que então reconstruiu o acidente. Uma simulação "ao vivo" tentou duplicar as condições do acidente, usando um Yak-42 semelhante, que foi lançado do Campo de Aviação de Zhukovsky. O Instituto de Pesquisa de Voo Gromov conduziu os testes.[86] O Instituto auxiliou anteriormente o IAC na investigação do acidente em 2010 que matou o presidente da Polônia, Lech Kaczyński.

Em 17 de setembro de 2011, o MAK divulgou mais informações sobre sua investigação. Constatou-se que a aeronave havia iniciado a decolagem a aproximadamente 2.700 metros (8.900 pés) de comprimento de pista utilizável de sua posição inicial. A aeronave começou a rolar pela pista com os motores em empuxo nominal, com o empuxo de decolagem sendo aplicado somente seis segundos depois. Apesar do aumento de empuxo, a aeronave não acelerou como esperado. O relatório do comitê especulou que isso poderia ter sido devido a alguma força de frenagem, e o comitê declarou que enviaria os componentes do sistema de frenagem a uma "instituição especializada" para um exame especial. A aeronave atingiu a velocidade máxima de 230 quilômetros por hora (120 nós; 140 mph). Ela só decolou cerca de 400 metros (1.300 pés) após o final da pista, mas em nenhum momento se elevou mais do que 5 a 6 metros (16 a 20 pés) do solo. Em seguida, atingiu o mastro de antena do aeroporto, desviou para a esquerda e atingiu o solo. Os flaps e slats estavam em posição de decolagem, os spoilers retraídos e o estabilizador ajustado em uma posição de dez graus. Os controles do profundor ainda estavam conectados.[87]

Em 19 de Setembro de 2011, o canal de notícias Rossiya 24 publicou o último minuto do diálogo entre a tripulação do voo, a partir do gravador de voz:[88]

Capitão: 74, 76.
Engenheiro de voo: 74, 76.
Capitão: Hora, faróis. Estamos decolando, velocidade máxima 190.
Capitão: Três, quatro, cinco, [impulso] nominal do motor.
Engenheiro de voo: [impulso] nominal ligado.
Engenheiro de voo: A velocidade está aumentando. Os parâmetros [de voo] estão normais. 130, 150, 170, 190, 210.
Capitão: [Mudar para] decolagem [impulso].
Engenheiro de voo: 220, 230.
Copiloto: Talvez [seja] o estabilizador.
Capitão: Decolagem, decolagem [impulso]! Estabilizador!
Copiloto: O que você está fazendo?
Capitão: Decolagem [impulso]!
Copiloto: Foda-se!
 [Som de alarme]
[Som do primeiro impacto]
Engenheiro de voo: Decolagem [impulso] ligada.
Capitão: Porra!
Copiloto: Andrey!
Capitão: É isso!
[Som do segundo impacto]
Fim da gravação

De acordo com o piloto de testes Anatoly Knishov, em uma entrevista ao Komsomolskaya Pravda, a velocidade máxima de 190 representa um ponto de decisão onde, se ocorrerem falhas antes dessa velocidade, a aeronave é capaz de parar na pista. Aos 210, o capitão mudou os motores do "modo de voo regular" ou "modo nominal" para o "modo de decolagem". De acordo com Knishov, um modo nominal de empuxo/potência é usado para uma aeronave vazia, enquanto todas as aeronaves carregadas usam um modo de decolagem. Em sua opinião, a mudança de um modo nominal para o modo de decolagem foi tardia e incomum, já que o modo do motor para decolagem normalmente é acordado antes de iniciar uma corrida de decolagem.

O Life News noticiou em 20 de setembro de 2011 a opinião do piloto de testes Magomed Tolboev. Segundo Tolboev, a causa do desastre pode ter sido um desentendimento entre o comandante da aeronave e o copiloto. Ao examinar uma marca de derrapagem de 100 metros de comprimento (330 pés) na pista, Tolboev sugeriu que um deles tentou frear, enquanto o outro tentava decolar. Tolboev também considerou o Yak-42 não tão avançado em sua construção e materiais quanto os modelos ocidentais contemporâneos, mais pesado e menos econômico em combustível, mas ainda assim um "veículo confiável" com "melhor rigidez".

Em 23 de setembro de 2011, o Kyiv Post informou que o único sobrevivente do acidente, o mecânico de voo Sizov, foi interrogado pelo comité de investigação em 22 de setembro de 2011.[89] Segundo Sizov, não foram observados problemas na preparação do voo e a aeronave não teve problemas durante o voo anterior. Sizov também descreveu a distribuição dos passageiros e da bagagem na aeronave: os treinadores do Lokomotiv estavam na cabine da frente; os jogadores estavam na cabine traseira; e a bagagem foi transportada no compartimento de bagagem traseiro. O Kyiv Post também informou que tinha sido iniciada uma investigação criminal ao abrigo do artigo 263.º do Código Penal Russo (violações de segurança de voo que causem duas ou mais mortes)..[90]

Em 10 de outubro de 2011, o Instituto Gromov iniciou sua série de voos de teste. As simulações aplicaram forças de frenagem em diferentes estágios da decolagem para determinar quais efeitos, se houver, as forças tiveram na capacidade da aeronave de atingir o ângulo e a velocidade de decolagem. O primeiro voo criou uma decolagem de linha de base, sem qualquer força de frenagem aplicada.[91]

Os testes de simulação determinaram que a causa foi um erro do piloto, pois foi constatado que uma força de frenagem foi aplicada pelo piloto-chefe durante a decolagem. Usando dados do gravador de voo, determinou-se que o movimento só foi possível pressionando os pedais do freio a partir do assento do piloto-chefe para empurrar a coluna de controle para cima. O comitê de investigação encontrou evidências da falha de frenagem no sistema de freios.[92]

Relatório final do MAK sobre o acidente.

O comitê divulgou seu relatório final em 2 de novembro de 2011. O comitê encontrou vários problemas que levaram ao acidente. O primeiro foi que a Yak-Service "não controlou adequadamente a qualidade do domínio da aeronave", descobrindo que a tripulação não treinou o suficiente no Yak-42. O segundo foi que a tripulação "não calculou os parâmetros de decolagem", alterando o empuxo de decolagem durante a decolagem. Embora não tenha sido determinado qual piloto aplicou os freios, foi determinado que um aplicou a aceleração ao mesmo tempo que o outro aplicou a frenagem. O copiloto Zhivelov foi encontrado com a droga proibida fenobarbital em seu organismo.[93]

De acordo com Alexei Morozov, chefe da comissão de investigação, "a causa imediata do... acidente foram as ações errôneas da tripulação, nomeadamente o piloto ter pisado nos pedais do freio antes de levantar a roda do nariz devido à posição errada dos [seus] pés nos [pedais] durante a decolagem."[94]

Investigadores federais revelaram em setembro de 2012 que o piloto e o copiloto falsificaram documentos afirmando que haviam passado pelo treinamento necessário para o Yak-42.[95] De acordo com o programa de televisão documentário Mayday! Desastres Aéreos, os investigadores também descobriram que o primeiro oficial, que estava no comando deste voo, tinha uma condição neurológica nos pés e não deveria ter sido liberado clinicamente para voar. Ele pode não ter sentido seus pés tocando os pedais, que também eram diferentes dos pedais que ele havia treinado no Yak-40. Quando o avião finalmente saiu da pista, a pressão do freio diminuiu e o avião decolou. O avião subiu por causa dos ajustes feitos ao tentar decolar. Nesse ponto, outro erro foi cometido pelo engenheiro de voo, desligando temporariamente o empuxo em uma tentativa de nivelar o avião. No entanto, isso foi um erro, pois o avião precisava de empuxo máximo naquele momento e atingiu a torre, danificando a asa esquerda, deixando-o fora de controle. Os pilotos também não sabiam até qual velocidade o avião ainda poderia abortar a decolagem, por conta disso, tentaram decolar quando deveriam ter abortado. As ações da tripulação, embora errôneas, foram consideradas consistentes com a falta de treinamento e os procedimentos de segurança precários da Yak-Service.

Vadim Timofeyev, vice-chefe da companhia aérea Yak-Service, foi acusado de violar as regras de segurança aérea.[96] Seu julgamento durou de dezembro de 2014 a setembro de 2015. Ele se declarou inocente, culpando a carga mal colocada pelo acidente[97], mas foi considerado culpado em 23 de setembro de 2015 por violar a Parte 3 do Artigo 263 do Código Penal Russo, que rege a operação segura de aeronaves, resultando no homicídio culposo de mais de duas pessoas. Ele foi condenado a cinco anos de prisão; no entanto, foi anistiado sem cumprir a pena completa.[98][99]

O acidente aéreo do Lokomotiv Yaroslavl foi apresentado em "Lokomotiv Hockey Team Disaster", um episódio da 12ª temporada (2012-2013) da série de TV canadense Mayday! Desastres Aéreos (chamado de Air Emergency and Air Disasters nos Estados Unidos e Air Crash Investigation no Reino Unido e em outras partes do mundo). O episódio foi transmitido com o título "Hockey Team Tragedy" nos EUA e "Russia's Ice Hockey Disaster" no Reino Unido.

Ver também

Notas

  • Vitaly Anikeyenko, Daniil Sobchenko e Alexander Vyukhin, embora não seja reconhecida na Ucrânia, possuíam dupla cidadania (russa e ucraniana).
  • Yuri Urychev estava lesionado e suspenso na época e não estava originalmente programada sua ida ao jogo, mas se ofereceu para ir apoiar o time, mesmo não podendo jogar. O atacante Maxim Zyuzyakin, de 20 anos, ficou em Iaroslavl.
  • Igor Korolev tornou-se cidadão canadense em 2000, mas tinha dupla cidadania, russa e canadense
  • Não havia balanças disponíveis no aeroporto para avaliar o peso real da bagagem. Portanto, a companhia aérea fretada estimou o peso bruto total da aeronave, que considerou estar bem abaixo do limite. No entanto, após uma investigação completa, foi determinado que a aeronave estava, na verdade, acima do peso. Este foi um fator-chave para a decolagem excessiva.

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Ligações externas