Visconde de Trancoso
| Criação | D. Pedro V 12 de Setembro de 1855 |
| 1.º titular | D. Maria do Carmo da Costa de Macedo e Ornelas de Sequeira Reimão |
| Linhagem | Costa de Macedo e Ornelas de Sequeira Reimão
Costa Macedo Giraldes Barba de Noronha e Brito |
| Actual titular | Conde dos Arcos (representante do título) |
| Solar | Solar dos Costas, Lopes e Tavares/Palácio Ducal (Trancoso) |
Visconde de Trancoso é um título nobiliárquico criado por D. Pedro V de Portugal, por Decreto de 12.09.1855, a favor de D. Maria do Carmo da Costa de Macedo e Ornelas de Sequeira Reimão.[1][2][3]
Titulares
- D. Maria do Carmo da Costa de Macedo e Ornelas de Sequeira Reimão, 1.ª Viscondessa de Trancoso;
- Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Meneses, 2.º Visconde de Trancoso;
- D. Maria do Carmo Giraldes Barba de Noronha e Brito, 3.ª Viscondessa de Trancoso, também Condessa dos Arcos.
História
O título foi criado em favor de D. Maria do Carmo da Costa de Macedo e Ornelas Sequeira Reimão (1801-1856), senhora de vários morgadios em Portugal e em Espanha, filha de António da Costa Coutinho Lopes Tavares de Araújo e Ornelas, fidalgo cavaleiro da casa real, coronel das milícias de Trancoso, etc. (bisneto, por varonia, de Baltazar Lopes Tavares de Araújo, militar em Tânger Portuguesa, que após a entrega dessa praça à Inglaterra, em 1661, se instalou em Trancoso) e de D. Josefa Isabel de Macedo da Silveira de Vilalobos Guerreiro e Sequeira Reimão.[1][3]
Foi-lhe concedido o título no ano de 1855, quando estava viúva do Brigadeiro Francisco António Giraldes Barba de Menezes, de quem foi a 3.ª mulher.[1]
O 2.º visconde, Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Meneses, filho dos anteriores, foi cavaleiro da Ordem de Cristo, proprietário de vínculos em Espanha, etc. tendo casado pela 1.ª vez em Lisboa, em 05.10.1863, com D. Bárbara Camila Vicência José de Noronha e Brito (1845 - 1874), representante dos títulos de Conde dos Arcos e Conde de São Miguel.[4] Casou pela 2.ª vez em Madrid, em 14.10.1876, com D. María Isabel Cristina Gurowsky y de Borbón (1860 - 1901), filha de Ignacy Waclaw, conde Gurowski e de D. María Isabel Fernanda de Borbón, infanta de Espanha (irmã de Francisco de Asis de Borbón, infante de Espanha e 3.º duque de Cádis, casado com a rainha de Espanha, Isabel II). Teve geração, de ambos os casamentos.[2][3]
A linha de sucessão no título de Visconde de Trancoso ficou na filha do 1.º casamento do 2.º Visconde, D. Maria do Carmo Giraldes Barba de Noronha e Brito (1866 - 1961), que foi assim a 3.ª viscondessa de Trancoso e teve geração do seu 2.º casamento com D. Henrique José de Brito e Menezes Alarcão (1862 - 1915), na qual seguiu a representação deste título, bem como a dos Condes dos Arcos e de São Miguel.[4]
Referências
- ↑ a b c «Anuário da Nobreza de Portugal III Tomo 1 de Instituto Português de Heráldica - Livro - WOOK». www.wook.pt. 1985. p. 807. Consultado em 28 de agosto de 2025.
Viscondes Trancoso - Título criado por D. Pedro V, por decerto de 12.09.1855, em favor de D. Maria do Carmo da Costa de Macedo e Ornelas Sequeira Reymão (1801-1856), senhora de vários morgadios em Portugal e em Espanha, filha de António da Costa Coutinho Lopes Tavares de Araújo e Ornelas, fidalgo cavaleiro da casa real, coronel das milícias de Trancoso, etc
- ↑ a b Afonso Eduardo Martins Zúquete (1989). «Nobreza de Portugal e do Brasil. Volume III». biblioteca-genealogica-lisboa.org. Editorial Enciclopédia. pp. 452–453. Consultado em 28 de agosto de 2025
- ↑ a b c «Monumentos. Solar dos Costas, Lopes e Tavares / Palácio Ducal. IPA.00002987. Portugal, Guarda, Trancoso». monumentos.pt (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025.
Séc. 18, 2.ª metade - hipotética construção da casa, talvez promovida por Jacinto Lopes da Costa Tavares, Governador das Armas da Beira e filho primogénito de Baltazar Lopes Tavares, fidalgo da Casa Real e militar que se instalou em Trancoso após a perda de Tânger; 1821 - requerimento à câmara de António da Costa Coutinho Lopes Tavares e Ornelas, proprietário destas "casas nobres" ( e militar que se distinguiu na resistência aos invasores franceses ), pedindo autorização para fechar a estreita viela lateral ( deferido ); 1855 - à filha deste último, Maria do Carmo da Costa Macedo e Ornelas de Sequeira Reimão, foi concedido o título de viscondessa de Trancoso. (...) 1870 / 1896 - conflitos judiciais entre os seus herdeiros, destacando-se o segundo visconde, Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Meneses, último fidalgo nascido neste solar e que casou em Madrid com Maria Cristina Gorowska y Bourbon, Duquesa de Pozen e filha de Wenceslau Gorowsky, herdeiro do trono da Polónia; este casamento e o coronel de nobreza que remata o brasão de armas ( confundido com coroa ducal ), originou a designação incorrecta de "palácio ducal".
- ↑ a b Braamcamp Freire, Anselmo (1921). Brasões da Sala de Sintra. Livro Primeiro. Robarts - University of Toronto. Coimbra: Imprensa da Universidade. p. 114. Consultado em 28 de agosto de 2025.
A Viscondessa de Trancoso, já falecida em 1874, deixando filhos nos quais está a representação das casas dos Arcos e de S. Miguel
