Visconde de Bouça
| Pariato | |
| Criação | D. Luís I 20 de Agosto de 1877 |
| Tipo | Vitalício – 2 vidas |
| 1.º titular | Sebastião Manuel de Sampaio e Castro |
| Linhagem | de Sampaio e Castro Pinto Vaz Guedes Bacelar |
| Actual titular | Título extinto |
Visconde de Bouça foi um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 20 de Agosto de 1877 e Carta de 21 de Fevereiro de 1878, em favor de Sebastião Manuel de Sampaio e Castro.[1][2][3]
História
Foi o 1.º Visconde da Bouça, Sebastião Manuel de Sampaio e Castro, nascido a 5 de dezembro de 1807 e falecido a 16 de março de 1883, filho de Manuel António Vaz de Sampaio e de sua mulher, D. Francisca Teresa da Assunção Marques de Castro.[2][3]
Foi proprietário em Bragança, senhor do morgado e casa da Bouça, em Mirandela, e bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Exerceu o cargo de provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes da Capitania de Benguela, onde também serviu como juiz de fora, e foi cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.[2][3]
O título de Visconde foi-lhe concedido em duas vidas por Decreto de 20 de agosto de 1877 e Carta de 21 de fevereiro de 1878, por D. Luís I.[2][3]
O 2.º Visconde, por direito de sua mulher, foi Manuel Pinto Vaz Guedes Bacelar, nascido a 4 de setembro de 1842, filho de Manuel Pinto Bacelar Sarmento Pereira de Morais e Pimentel e de sua mulher, D. Ana Catarina Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Teles de Meneses e Melo. Era moço-fidalgo com exercício na Casa Real e foi deputado.[2][3]
Viscondes de Bouça (1877)
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Sebastião Manuel de Sampaio e Castro | 1807 — 1833 | 1.º Visconde de Bouça | Criado 1.º Visconde por D. Luís I;[2][3] Casou, em 1836, com D. Emília Eugénia Pinheiro de Figueiredo Sarmento; Teve descendência deste casamento;[2][3] |
| 2 | Maria Cândida de Sampaio e Castro | 1837[2][3] —? | 2.º Visconde de Bouça | Maria Cândida, única filha do anterior, casou, em 1868, com Manuel Pinto Bacelar;[2][3] Em 21 de fevereiro de 1878 foi concedido ao marido, um alvará de lembrança de segunda vida e por Decreto registado na Torre do Tombo em 7 de março de 1889, o uso do título;[2][3] |
| Manuel Pinto Vaz Guedes Bacelar (jure uxoris) | 1842[2][3] —? |
Referências
- ↑ "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, p. 432
- ↑ a b c d e f g h i j k Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 432
- ↑ a b c d e f g h i j k Pinto, Albano da Silveira (1890). Resenha das familias titulares e grandes de Portugal. 1. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 303-304
