Vilaiete de Vã

Vilâyet-i Van
Vilaiete de Vã
Vilaiete do(a) Império Otomano
 
1875–1923


Vilaiete em 1892
Capital

O Vilaiete de Vã (em turco otomano: ولايت وان; romaniz.: Vilâyet-i Van; em armênio: Վանի վիլայեթ; romaniz.: Vani vilayet) foi uma divisão administrativa de primeiro nível (vilaiete) do Império Otomano. No início do século XX, teria uma população de cerca de 400 mil habitantes e uma área de 15 mil milhas quadradas (39 mil quilômetros quadrados).[1]

História

Em 1875, o eialete de Erzurum foi dividido em seis vilaietes: Erzurum, Vã, Cacari, Bitlisse, Cozate (Dersim) e Carse-Chelder. Em 1888, por uma ordem imperial, Cacari foi unido ao vilaiete de Vã, e Cozate a Mamuretulaziz.[2] Durante a campanha do Cáucaso da Primeira Guerra Mundial, os russos planejaram invadir a província após o colapso da ofensiva do exército otomano na Rússia. A ameaça de invasão levou o Comitê de União e Progresso a iniciar o genocídio armênio por medo de que os armênios em Vã apoiassem o exército russo do Cáucaso.[3]

Demografia

No início do século XX, o vilaiete de Vã teria uma área de 15 440 milhas quadradas (40 mil quilômetros quadrados), enquanto os resultados preliminares do primeiro censo otomano de 1885 (publicado em 1908) deram a população de 376 297. A precisão dos números populacionais varia de "aproximados" a "meramente conjecturais", dependendo da região de onde foram coletados.[4] De acordo com o patriarca armênio de Constantinopla, as estimativas corrigidas à província de Vã (incluindo mulheres e crianças) foram: 313 mil muçulmanos, 130 mil armênios e 65 mil outros, incluindo Assírios.[5]

Divisões administrativas

Sanjacos do vilaiete:[6]

Economia

Historicamente, o vilaiete de Vã produzia painço.[7] Seu centro econômico era a cidade de . Também era um grande produtor de vinho, mas tanto o vinho quanto o conhaque eram feitos em pequenas quantidades. O vilaiete produzia linho e cânhamo[8] e tinha uma grande indústria de pastoreio de ovelhas. Em 1906, havia mais de 3 milhões de ovelhas. Em 1920, esses números foram reduzidos.[9] A apicultura era feita por camponeses, com mel congelado e vendido.[10] A área também produzia carvão, chumbo, cobre e bórax, auripigmento, gás, granito, cal, giz, gesso, ouro e sal.[11]

Referências

  1. Heilprin & Heilprin 1990, p. 1909.
  2. Krikorian 1977, p. 39.
  3. Naimark 2017.
  4. Keane 1909, p. 460.
  5. McCarthy 1983, p. 110-111.
  6. «Van Vilayeti». Tarih ve Medeniyet 
  7. Prothero 1920, p. 60.
  8. Prothero 1920, p. 62.
  9. Prothero 1920, p. 63.
  10. Prothero 1920, p. 64.
  11. Prothero 1920, p. 70–71.

Bibliografia

  • Heilprin, Angelo; Heilprin, Louis. Geographical Dictionary of the World in the Early 20th Century with pronouncing Gazetteer - Part Two: M to Z. Nova Déli: Logos Press 
  • Keane, A. H. (1909). Asia Vol. II Southern & Western Asia. Londres: Edward Stanford 
  • Krikorian, Mesrob K. (1977). Armenians in the Service of the Ottoman Empire: 1860–1908. Londres e Nova Iorque: Routledge and Kegan Paul. ISBN 9780710085641 
  • McCarthy, Justin (1983). Muslims and Minorities: The Population of Ottoman Anatolia and the End of the Empire. Nova Iorque: New York University Press 
  • Naimark, Norman M. (2017). Genocide: A World History. Nova Iorque: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-063771-2 
  • Prothero, W. G. (1920). Armenia and Kurdistan. Londres: H.M. Stationery Office