Vilaiete de Vã
Vilâyet-i Van
Vilaiete de Vã | ||||
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| Vilaiete do(a) Império Otomano | ||||
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![]() Vilaiete em 1892 | ||||
| Capital | Vã | |||
O Vilaiete de Vã (em turco otomano: ولايت وان; romaniz.: Vilâyet-i Van; em armênio: Վանի վիլայեթ; romaniz.: Vani vilayet) foi uma divisão administrativa de primeiro nível (vilaiete) do Império Otomano. No início do século XX, teria uma população de cerca de 400 mil habitantes e uma área de 15 mil milhas quadradas (39 mil quilômetros quadrados).[1]
História
Em 1875, o eialete de Erzurum foi dividido em seis vilaietes: Erzurum, Vã, Cacari, Bitlisse, Cozate (Dersim) e Carse-Chelder. Em 1888, por uma ordem imperial, Cacari foi unido ao vilaiete de Vã, e Cozate a Mamuretulaziz.[2] Durante a campanha do Cáucaso da Primeira Guerra Mundial, os russos planejaram invadir a província após o colapso da ofensiva do exército otomano na Rússia. A ameaça de invasão levou o Comitê de União e Progresso a iniciar o genocídio armênio por medo de que os armênios em Vã apoiassem o exército russo do Cáucaso.[3]
Demografia
No início do século XX, o vilaiete de Vã teria uma área de 15 440 milhas quadradas (40 mil quilômetros quadrados), enquanto os resultados preliminares do primeiro censo otomano de 1885 (publicado em 1908) deram a população de 376 297. A precisão dos números populacionais varia de "aproximados" a "meramente conjecturais", dependendo da região de onde foram coletados.[4] De acordo com o patriarca armênio de Constantinopla, as estimativas corrigidas à província de Vã (incluindo mulheres e crianças) foram: 313 mil muçulmanos, 130 mil armênios e 65 mil outros, incluindo Assírios.[5]
Divisões administrativas
Sanjacos do vilaiete:[6]
- Sanjaco de Vã (Vã, Erjixe, Chataque, Adiljevaz, Guevaxe)
- Sanjaco de Cacari (Bascale, Cacari, Ozalpe, Xemedinli, Iucsecova, Gurpenar)
Economia
Historicamente, o vilaiete de Vã produzia painço.[7] Seu centro econômico era a cidade de Vã. Também era um grande produtor de vinho, mas tanto o vinho quanto o conhaque eram feitos em pequenas quantidades. O vilaiete produzia linho e cânhamo[8] e tinha uma grande indústria de pastoreio de ovelhas. Em 1906, havia mais de 3 milhões de ovelhas. Em 1920, esses números foram reduzidos.[9] A apicultura era feita por camponeses, com mel congelado e vendido.[10] A área também produzia carvão, chumbo, cobre e bórax, auripigmento, gás, granito, cal, giz, gesso, ouro e sal.[11]
Referências
- ↑ Heilprin & Heilprin 1990, p. 1909.
- ↑ Krikorian 1977, p. 39.
- ↑ Naimark 2017.
- ↑ Keane 1909, p. 460.
- ↑ McCarthy 1983, p. 110-111.
- ↑ «Van Vilayeti». Tarih ve Medeniyet
- ↑ Prothero 1920, p. 60.
- ↑ Prothero 1920, p. 62.
- ↑ Prothero 1920, p. 63.
- ↑ Prothero 1920, p. 64.
- ↑ Prothero 1920, p. 70–71.
Bibliografia
- Heilprin, Angelo; Heilprin, Louis. Geographical Dictionary of the World in the Early 20th Century with pronouncing Gazetteer - Part Two: M to Z. Nova Déli: Logos Press
- Keane, A. H. (1909). Asia Vol. II Southern & Western Asia. Londres: Edward Stanford
- Krikorian, Mesrob K. (1977). Armenians in the Service of the Ottoman Empire: 1860–1908. Londres e Nova Iorque: Routledge and Kegan Paul. ISBN 9780710085641
- McCarthy, Justin (1983). Muslims and Minorities: The Population of Ottoman Anatolia and the End of the Empire. Nova Iorque: New York University Press
- Naimark, Norman M. (2017). Genocide: A World History. Nova Iorque: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-063771-2
- Prothero, W. G. (1920). Armenia and Kurdistan. Londres: H.M. Stationery Office
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