Vigilância Dirigida

A vigilância dirigida (ou interceção dirigida) é uma forma de vigilância, como a escuta telefónica, que tem como alvo pessoas de interesse específicas e se distingue da vigilância em massa (ou interceção em massa). A vigilância dirigida e não dirigida é rotineiramente acusada de tratar injustamente pessoas inocentes como suspeitas, violando direitos humanos, tratados internacionais que os Estados Unidos não assinaram e convenções, bem como leis nacionais.[1] e falhas de implementar a segurança efetiva.[2]

Descrição

Um relatório de 2014 enviado à Assembleia Geral das Nações Unidas pelo alto funcionário das Nações Unidas responsável pelo contraterrorismo e pelos direitos humanos condenou a vigilância eletrónica em massa como uma clara violação dos direitos fundamentais à privacidade garantido por numerosos tratados e convenções. O relatório distingue ainda entre “vigilância dirigida” – que “depende da existência de suspeita prévia contra o indivíduo alvo ou organização visada” – e “vigilância em massa”, pela qual “os estados com um elevado nível de Internet penetração pode [...] aceder ao conteúdo dos telefones e e-mails de um número praticamente ilimitado de utilizadores e manter uma visão de "todas as actividades da Internet associadas a sites específicos".[3]

Notas e referências

Referências

  1. *Harding, Luke (26 de janeiro de 2015). «Mass surveillance is fundamental threat to human rights, says European report». The Guardian. Consultado em 2 de janeiro de 2017 
  2. Hadjimatheou, Katerina (1 de janeiro de 2014). «The Relative Moral Risks of Untargeted and Targeted Surveillance». Ethical Theory and Moral Practice. 17 (2): 187–207. doi:10.1007/s10677-013-9428-1. Consultado em 2 de janeiro de 2017 
  3. Greenwald, Glenn (15 de outubro de 2014). «UN Report Finds Mass Surveillance Violates International Treaties and Privacy Rights». The Intercept. Consultado em 2 de janeiro de 2017