Vicente Barreto

Vicente Barreto
Nome completoVicente Moreira Barreto
Nascimento5 de abril de 1950 (75 anos)
Gênero(s)MPB, forró, baião
OcupaçãoCompositor, violonista, produtor musical
Instrumento(s)Violão

Vicente Moreira Barreto (Conceição do Coité, 5 de abril de 1950) é um cantor, músico e compositor brasileiro, notório por sua parceria com Alceu Valença em "Morena Tropicana", de 1982, "um dos maiores clássicos do cancioneiro brasileiro".[1]

Biografia

Barreto mudou-se do povoado natal de Salgadália, em Conceição do Coité, para a cidade de Serrinha com apenas três anos, ali recebendo sua formação musical e influências culturais de artistas como Jackson do Pandeiro e apresentações de cantadores e forrozeiros, começando a carreira musical na adolescência chegando a integrar a orquestra municipal.[1][2]

Aos vinte anos foi para o Rio de Janeiro e depois São Paulo a fim de seguir a vocação artística, afastando-se contudo da música nordestina a que estava afeito.[1] Teve seu primeiro trabalho autoral gravado, "Baião de Quinji", pelo grupo Quinteto Violado, e depois participação em dois discos com Tom Zé (1976 e 1978).[2]

Teve ao longo da carreira parcerias também com Vinicius de Moraes, Chico César, Gonzaguinha, Belchior e outros, e trabalhos gravados por artistas como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Mônica Salmaso, Maria Bethânia, etc.[3][2]

Sua parceria com Alceu Valença rendeu ainda outros sucessos como "Cabelo no Pente", "Pelas Ruas que Andei" ou "Pirapora".[2]

Vida pessoal e homenagem

Morando na capital paulista por mais de cinco décadas, ali se casou com Vânia, tendo um casal de filhos um dos quais, Rafa Barreto, seguiu a carreira paterna, atuando também como produtor. No dia 23 de fevereiro de 2024 a Câmara de Vereadores de São Paulo concedeu-lhe o título de cidadão honorário da cidade.[4]

Discografia

Segundo análise no jornal Folha de S. Paulo, "em sua discografia, Barreto conta só com "filés", esbanjando músicas repletas de harmonias e melodias bem-feitas sempre conduzidas por uma brasilidade incontestável."[4] Dentre seus trabalhos gravados estão:

  • "Assim tão Moço" (1980, LP)
  • "Vicente Barreto" (1981, LP)
  • "Rasgando a Seda" (1983, LP)
  • "Nação Brasileira" (1986, LP)
  • "Ano Bom" (1995, CD)
  • "Mão Direita" (1996, CD)
  • "E a Turma Chegando pra Dançar" (1999, CD)
  • "O Melhor de Vicente Barreto" (2002, CD)
  • "Noites sem Fim dos Forrós" (2002, CD)
  • "Vicente – Vicente Barreto" (2008, CD)
  • "Paleolírico" (2022, CD)
  • 2024: Na Força e na Fé

Referências

  1. a b c Augusto Diniz (22 de setembro de 2024). «Vicente Barreto resgata o forró pé de serra em disco com Alceu Valença, Zeca Baleiro e Chico César». CartaCapital. Consultado em 19 de julho de 2025. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2025 
  2. a b c d «Vicente Barreto é o convidado do Memória Musical». radios.ebc.com.br. EBC. 9 de janeiro de 2025. Consultado em 19 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2025 
  3. Renato Coelho (29 de novembro de 2024). «Vicente Barreto». senado.leg.br. Escala Brasileira. Consultado em 19 de julho de 2025. Cópia arquivada em 19 de julho de 2025 
  4. a b «Por que ficar de ouvidos bem abertos ao novo álbum de Vicente Barreto?». folha.uol.com.br. Folha de S. Paulo. 12 de fevereiro de 2024. Consultado em 19 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de junho de 2024 

Ver também

Ligações externas

  • Homenagem, pela Câmara Municipal de São Paulo.