Viaduto de Entrecampos
O Viaduto de Entrecampos, em Lisboa, Portugal, transpõe a depressão correspondente às avenidas da República e Cinco de Outubro, levando a Linha de Cintura desde a área a norte do Rego até ao cruzamento com a Rua de Entrecampos, locais onde esta assenta a nível no terreno.[1] Substituiu o primitivo aterro ferroviário[2] em sucessivas reconstruções e alargamentos e, desde a sua terceira encarnação, em 1999, esta estrutura constitui na sua totalidade o edifício da estação de Entrecampos.[3]

História

Linha de Cintura (1890)
Na sequência da construção da Linha de Cintura e das avenidas novas, com obras de aterro e de terraplenagem, ficou o terreno no local desnivelado, passando a ferrovia a nível superior,[1] em aterro atravessado por aberturas provisórias, desalinhadas do enfiamento das avenidas e de largura mínima, com o trânsito regulado por semáforos manuais.[2]
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Primeiros viadutos
Já no século XX foram construídos viadutos nas avenidas da República e Cinco de Outubro alinhados com os respetivos arruamentos.[2]

Segundo viaduto (1950)
Em 1950 inaugura-se um viaduto inteiro de maior extensão, entre o Rego e a Rua de Entrecampos, resultante da desmontagem do aterro.[4]:155-156]
Terceiro viaduto (1973)

Em 1968, foi aberto um concurso para um novo viaduto da Linha de Cintura sobre as Avenidas 5 de Outubro e da República, que foi desde logo planeado para passar de via dupla para via quádrupla, e para acolher o projeto que existia para expandir a estação do Rego.[5] O seu traçado corre ligeiramente a norte do precedente, o que premitiu a circulação durante as obras; foi inaugurado em 1973.[4]
Alargamento e nova estação (1999)
No virar do século, o viaduto foi complementado com uma via adicional de cada lado, com traça arquitetónica idêntica,[3] no âmbito da quadruplicação da Linha de Cintura neste troço e do alargamento da interface de Entrecampos, que é promovida então de apeadeiro a estação.[6]
Referências
- ↑ a b Abel Santos: Planta de Lisboa. s/e: Lisboa, 1908: f. 10-M
- ↑ a b c Norberto de Araújo: Peregrinações em Lisboa XIV: 63-64
- ↑ a b Carsten Land; Klaus Hucking; Luiz Trigueiros (2005). Arquitectura em Lisboa e Sul de Portugal desde 1974. Lisboa: Editorial Blau. p. 179. 306 páginas. ISBN 972-8311-17-6
- ↑ a b Fernando José Ribeiro Pinto: Recomposições e representações sociais das Avenidas Novas numa cidade em transformação. ISCTE - IUL: Lisboa, 2021.09 (tese de doutoramento em Sociologia)
- ↑ «Jornal do Mês» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1930). 16 de Outubro de 1968. pp. 121–144. Consultado em 21 de Fevereiro de 2013
- ↑ MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. p. 216-217. 446 páginas