Vale da Mula
Vale da Mula | |
|---|---|
| Freguesia | |
![]() Bandeira ![]() Brasão de armas | |
| Localização | |
![]() Vale da Mula |
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| Coordenadas | 🌍 |
| Município | |
| Código | 090227 |
| Administração | |
| Tipo | Junta de freguesia |
| Características geográficas | |
| Área total | 16,46 km² |
| População total (2021) | 160 hab. |
| Densidade | 9,7 hab./km² |
| Outras informações | |
| Orago | Nossa Senhora da Assunção |
| Sítio | https://jf-valedamula.org/ |
Vale da Mula é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Vale da Mula do Município de Almeida, freguesia com 16,46 km² de área[1] e 160 habitantes (censo de 2021)[2], tendo, por isso, uma densidade populacional de 9,7 hab./km².
Fica localizada entre a sede do município e a fronteira espanhola (Aldeia del Obispo).
No verão realizam-se as festas de Santo António, em agosto.
Após o 25 de Abril, regressaram a Vale da Mula 30 a 40 retornados de África, contribuindo para o desenvolvimento da freguesia.[3]
História
A presença de Vale da Mula enquanto comunidade organizada remonta, pelo menos, aos séculos XIII e XIV, período em que se terá construído a sua primitiva igreja paroquial. Em 1320, a igreja surge taxada em 15 libras na bula do Papa João XXII que autorizava a cobrança da décima das rendas eclesiásticas do reino, integrando então o termo de Almeida e o bispado de Ciudad Rodrigo.[4]
No início do século XVI, a igreja continuava administrativamente ligada à de Almeida. Em 1515, o bacharel Pedro Nunes, corregedor régio, recebeu de D. Manuel I o direito de tomar posse das rendas da igreja de Almeida e da sua anexa de Vale da Mula, num total de 90 cruzados, destinados à Ordem de Cristo.[4]
Durante o século XVII, a freguesia foi ocupada, em 1661, por tropas espanholas comandadas pelo duque de Ossuna. No século XVIII terá ocorrido uma renovação da primitiva igreja. Em 1758, é descrita como um templo de nave única com cinco altares, possuindo a irmandade do Santo Cristo e as confrarias do Rosário, das Almas e do Manso Cordeiro.[4]
No século XX realizaram-se várias obras de conservação na igreja, incluindo intervenções de manutenção e arranjo do adro.[4]
Demografia
A população registada nos censos foi:[2]
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| Distribuição da População por Grupos Etários[6] | |||||||||
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| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos | |||||
| 2001 | 26 | 31 | 108 | 72 | |||||
| 2011 | 11 | 12 | 93 | 66 | |||||
| 2021 | 14 | 8 | 64 | 74 | |||||
(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial nesta freguesia à data em que os censos se realizaram, de acordo com os dados oficiais publicados pelo INE.)
Património
- Edificado:
- Fonte Plame (mergulho) - século XVII/XVIII;
- Fonte Grande (mergulho) - século XVII/XVIII;
- Fonte Nova (mergulho) - século XVII/XVIII;
- Fonte dos soldados, - século XVII/XIVIII;
- Fonte das Fontainhas, - século XVII/XVIII;
- Fonte Chopo.
- Religioso:
- Igreja Matriz - século XIV;
- Capela do Santo Cristo - século XIX
Referências
- ↑ «Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013». descarrega ficheiro zip/Excel. IGP Instituto Geográfico Português. Consultado em 5 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2013
- ↑ a b Instituto Nacional de Estatística (23 de novembro de 2022). «Censos 2021 - resultados definitivos»
- ↑ Nuno Tiago Pinto, Sábado (30 de janeiro de 2019). «A força da mudança». Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ a b c d João Vilhena e Joana Vilhena, Sábado (2000). «A força da mudança». Consultado em 22 de novembro de 2025
- ↑ Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
- ↑ INE. «Censos 2011». Consultado em 11 de dezembro de 2022

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