Valdir Antonio Taddei

Valdir Antonio Taddei
Nascimento
31 de dezembro de 1941[1]

Morte
7 de agosto de 2004

Nacionalidadebrasileiro
Alma materUniversidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Ocupaçãozoólogo, mastozoólogo

Valdir Antonio Taddei (Urupês, 31 de dezembro de 1942São José do Rio Preto, 7 de agosto de 2004) foi um professor e zoológo brasileiro, conhecido por seus estudos com sistemática e história natural de morcegos .[2] Taddei graduou-se em História Natural em 1966 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto, que viria a se tornar parte da Universidade Estadual Paulista[2]. Na mesma instituição, obteve seu doutorado em Zoologia em 1973, com a tese intitulada "Phyllostomidae da região Norte-Ocidental do Estado de São Paulo"[1]. Junto com seu orientador de doutorado, o herpetólogo Luiz Dino Vizotto, foi um dos pioneiros no uso de redes de neblina para a captura de morcegos no Brasil.[3]

Seus estudos com redes-de-neblina na região noroeste de São Paulo reveleram a presença de espécies raras como Macrophyllum macrophyllum e Vampyressa pusilla. [4] [5]. Na mesma região, o pesquisador capturou dezenas de exemplares de Chiroderma doriae, que forneceu novos dados sobre sua dieta e reprodução, além de possibilitar a redescrição da espécie, que era conhecida por menos de cinco exemplares até então. [5] Taddei foi responsável por formar um coleção científica com mais de 10.000 exemplares de quirópteros de diversas regiões do país. Tal coleção é considerada uma das mais importantes do Brasil.[1]

Taddei faleceu aos 62 anos vítima de complicações provocadas por um câncer de pulmão.[2] A espécie Chiroderma vizottoi foi descrita póstumamente por Taddei e o mastozoólogo canadense Burton Lim.[6] Uma década depois, C. vizottoi foi reclassificada como subespécie de C. doriae, com base em dados moleculares. [7]

Espécies descritas por Valdir Antonio Taddei

Táxons em sua homenagem

Páginas da Web

Obituário na Agência FAPESP

Referências

  1. a b Pedro, W.A. (2014). «Valdir Antônio Tadei: 10 anos de ausência» (PDF). Boletim da Sociedade Brasileira Para o Estudo de Quirópteros. 1 (1): 8-12 
  2. a b Aguiar, L.M.S. «Obituary». Chiroptera Neotropical. 10 (1–2). 202 páginas 
  3. Garbino, G.S.T. (2016). «Research on bats (Chiroptera) from the state of São Paulo, southeastern Brazil: annotated species list and bibliographic review». Arquivos de Zoologia. 47 (3): 43–128. doi:10.11606/issn.2176-7793.v47i3p43-128 
  4. Taddei, V.A. (1975). «Phyllostomidae (Chiroptera) do norte-ocidental do Estado de São Paulo. I – Phyllostominae». Ciência e Cultura. 27: 621–632 
  5. a b Taddei, V.A. (1979). «Phyllostomidae (Chiroptera) do Norte-ocidental do estado de São Paulo. III – Stenodermatinae». Ciência e Cultura. 31 (8): 900–914 
  6. Taddei, V. A.; Lim, B. K. (2010). «A new species of Chiroderma (Chiroptera, Phyllostomidae) from Northeastern Brazil.». Brazilian Journal of Biology. 70 (2): 381–386. ISSN 1519-6984. PMID 20549066. doi:10.1590/S1519-69842010000200021 
  7. Garbino, Guilherme Siniciato Terra; Lim, Burton K.; Tavares, Valéria Cunha (2020). «Systematics of big-eyed bats, genus Chiroderma Peters, 1860 (Chiroptera: Phylostomidae)». Zootaxa. 4846: 1–93. doi:10.11646/zootaxa.4846.1.1 
  8. Miranda, João M.D.; Bernardi, Itiberê P.; Passos, Fernando C. (18 de dezembro de 2006). «A new species of Eptesicus (Mammalia: Chiroptera: Vespertilionidae) from the Atlantic Forest, Brazil». Zootaxa. 1383 (1): 57–68. ISSN 1175-5334. doi:10.11646/zootaxa.1383.1.4. Consultado em 5 de fevereiro de 2024