Vício sexual

Vício sexual é um estado caracterizado pela participação ou envolvimento compulsivo em atividade sexual, particularmente no Intercurso sexual, apesar das consequências negativas.[1]

O conceito é controverso;[2][3][4] Desde 2023 o vício sexual não é um diagnóstico clínico nem no DSM nem na CID – as classificações médicas de doenças e transtornos – que, em vez disso, categorizam tais comportamentos sob rótulos como comportamento sexual compulsivo.

Há um debate considerável entre psiquiatras, psicólogos, sexólogos e outros especialistas sobre se o comportamento sexual compulsivo constitui um vício – neste caso, um vício comportamental – e, portanto, sua classificação e possível diagnóstico. Pesquisas com animais demonstraram que o comportamento sexual compulsivo surge a partir dos mesmos mecanismos Transcrição e Epigenética que mediam a Dependência de drogas em animais de laboratório. Alguns argumentam que aplicar tais conceitos a comportamentos normais, como o sexo, pode ser problemático, e sugerem que a aplicação de modelos médicos, como o vício, à sexualidade humana pode levar à patologização de comportamentos normais e causar danos.[5]

Classificação

Nenhum dos sistemas oficiais de classificação diagnóstica lista o “vício sexual” como um transtorno distinto. Os proponentes de um modelo diagnóstico para o vício sexual o consideram como um dos diversos transtornos relacionados ao sexo, englobados no transtorno hipersexual.[6] O termo dependência sexual também é empregado para se referir a pessoas que afirmam ser incapazes de controlar seus impulsos sexuais, comportamentos ou pensamentos. Modelos relacionados ou sinônimos de comportamento sexual patológico incluem a hipersexualidade (ninfomania e satiriase), erotomania, donjuanismo e os transtornos relacionados a Parafilias.[7][8][9]

O CID-11 criou uma nova classificação, o transtorno do comportamento sexual compulsivo, para englobar “um padrão persistente de incapacidade de controlar impulsos ou desejos sexuais intensos e repetitivos, resultando em comportamento sexual repetitivo”.[10][11] No entanto, o TCSC não é considerado um vício, e a OMS não endossa o diagnóstico de vício sexual.[12][13][14][15]

DSM

A Associação Americana de Psiquiatria (APA) publica e atualiza periodicamente o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), um compêndio amplamente reconhecido dos diagnósticos em saúde mental.[16]

A versão publicada em 1987 (DSM-III-R) referia-se a “angústia sobre um padrão de conquistas sexuais repetidas ou outras formas de vício sexual não parafílico, envolvendo uma sucessão de pessoas que existem apenas como objetos a serem usados.”[17] A referência ao vício sexual foi posteriormente removida.[18] O DSM-IV-TR, publicado em 2000, não incluía o vício sexual como transtorno mental.[19]

Alguns autores sugeriram que o vício sexual deveria ser reintegrado ao sistema do DSM;[20] contudo, o vício sexual foi rejeitado para inclusão no DSM-5, publicado em 2013.[21] Darrel Regier, vice-presidente da força-tarefa do DSM-5, afirmou que “[Embora a hipersexualidade seja uma nova adição proposta... o fenômeno] ainda não se encontrava em um estágio que nos permitisse chamá-lo de vício.” De acordo com a APA, o diagnóstico proposto não foi incluído devido à falta de pesquisas sobre os critérios diagnósticos para o comportamento sexual compulsivo.[22][23]

O DSM-5-TR, publicado em março de 2022, não reconhece o diagnóstico de vício sexual.[24][25][26]

CID

A Organização Mundial da Saúde produz a Classificação Internacional de Doenças (CID), que não se limita a transtornos mentais. A versão mais recente aprovada desse documento, o CID-10, inclui “desejo sexual excessivo” como diagnóstico (código F52.7), subdividindo-o em satiriase (para homens) e ninfomania (para mulheres). Contudo, o CID categoriza esses diagnósticos como comportamentos compulsivos ou transtornos do controle dos impulsos – e não como vício.[27] A versão mais recente, o CID-11, inclui o transtorno do comportamento sexual compulsivo[28] como diagnóstico (código 6C72) – entretanto, não adota o modelo do vício.[29][26]

CCMD

A Sociedade Chinesa de Psiquiatria produz a Classificação Chinesa dos Transtornos Mentais (CCMD), atualmente em sua terceira edição. O CCMD-3 não inclui o vício sexual como diagnóstico.

Outros

Alguns profissionais de saúde mental propuseram critérios diversos, porém semelhantes, para o diagnóstico do vício sexual, incluindo os de Patrick Carnes, Aviel Goodman e Jonathan Marsh.[30][31][32] Carnes foi o autor do primeiro livro clínico sobre vício sexual em 1983, com base em sua própria pesquisa empírica. Seu modelo diagnóstico ainda é amplamente utilizado pelos milhares de terapeutas certificados em vício sexual (CSATs) formados pela organização que ele fundou. Contudo, nenhuma proposta diagnóstica para o vício sexual foi incorporada a qualquer manual diagnóstico médico oficial.

Em 2011, a American Society of Addiction Medicine (ASAM), o maior consenso médico de profissionais dedicados ao tratamento e prevenção do vício, redefiniu o vício como um transtorno cerebral crônico,[33] redefinindo-o, pela primeira vez, de forma a ampliar o conceito de vício de substâncias para incluir comportamentos aditivos e a busca por recompensas, como jogos de azar e sexo.[34]

Transtorno de personalidade borderline

O CID, o DSM e o CCMD listam a promiscuidade como um sintoma prevalente e problemático no transtorno de personalidade borderline. Indivíduos com esse diagnóstico, por vezes, engajam-se em comportamentos sexuais que podem parecer descontrolados, causando angústia pessoal ou atraindo reações negativas de terceiros.[35] Há, portanto, o risco de que uma pessoa que apresente vício sexual possa, na verdade, ter Transtorno de Personalidade Borderline, o que pode levar a um tratamento inadequado ou incompleto.[36]

Revisões médicas e declarações de posicionamento

Em novembro de 2016, a Associação Americana de Educadores, Conselheiros e Terapeutas de Sexualidade (AASECT), o órgão oficial para terapia sexual e de relacionamentos nos Estados Unidos, emitiu uma declaração de posicionamento sobre o vício sexual, afirmando que sua organização “não encontra evidências empíricas suficientes para apoiar a classificação do vício sexual ou do vício em pornografia como um transtorno de saúde mental, e não considera que os métodos de treinamento e tratamento do vício sexual, bem como as pedagogias educacionais, sejam adequadamente fundamentados em conhecimentos precisos sobre a sexualidade humana. Portanto, é posição da AASECT que relacionar problemas relacionados a impulsos, pensamentos ou comportamentos sexuais a um processo de vício em pornografia/sexo não pode ser promovido como padrão de prática na oferta de educação sexual, aconselhamento ou terapia.”[37]

Em 2017, três novas organizações norte-americanas de saúde sexual não encontraram suporte para a ideia de que o sexo ou filmes adultos sejam viciantes, conforme declarado em posição oficial.[38]

Em 16 de novembro de 2017, a Associação para o Tratamento de Agressores Sexuais (ATSA) publicou uma posição contrária ao envio de ofensores sexuais para centros de tratamento do vício sexual.[39]

Neurocientistas que pesquisam sexo afirmam que o sexo não é viciante. Os critérios para vício não são atendidos para os comportamentos sexuais: “estudos experimentais não suportam elementos-chave do vício, como escalada no uso, dificuldade em regular os impulsos, efeitos negativos, síndrome de deficiência de recompensa, síndrome de abstinência com cessação, tolerância ou potenciais positivos tardios aumentados.” Além disso, as evidências de uma característica neurobiológica fundamental do vício são escassas no caso do sexo.[40]

Mesmo assim, apesar desses avanços, as pesquisas relacionadas ao vício sexual permanecem em sua infância. A falta de integração teórica, os déficits no rigor metodológico, a escassez de amostras clínicas, a dependência excessiva de amostras de conveniência (por exemplo, estudantes universitários ou amostras do Mechanical Turk), a completa ausência de estudos epidemiológicos, as inconsistências generalizadas nas definições e medições do CSC e a falta de estudos de tratamento ainda assolam a literatura sobre o vício sexual. Se cientistas, pesquisadores e clínicos neste domínio desejam avançar o campo e fornecer cuidados baseados em evidências para pessoas que relatam comportamentos sexuais descontrolados, todas essas lacunas precisam ser preenchidas. (Grubbs et al. 2020)[41]

Diagnóstico

CID-11

O Transtorno do Comportamento Sexual Compulsivo é determinado pelos seguintes critérios:

  • Padrão persistente de incapacidade de controlar impulsos ou desejos sexuais intensos e repetitivos, resultando em comportamento sexual repetitivo.
  • O padrão de incapacidade de controlar impulsos ou desejos sexuais intensos e o comportamento sexual repetitivo se manifesta por um período prolongado (6 meses ou mais).
  • Causa angústia significativa ou comprometimento relevante em áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais, ocupacionais ou em outras esferas importantes do funcionamento.
  • A angústia que se relaciona exclusivamente a julgamentos morais e desaprovação dos impulsos, desejos ou comportamentos sexuais não é suficiente para preencher esse critério.

O CID-11 adicionou a pornografia ao TCSC.[42] O TCSC não é um vício e não deve ser confundido com o vício sexual.[12][13][14][15]

Mecanismos possíveis

Pesquisas com animais envolvendo ratos que exibem comportamento sexual compulsivo identificaram que esse comportamento é mediado pelos mesmos mecanismos moleculares no cérebro que mediam a Dependência de drogas.[43][44][45] A atividade sexual é uma recompensa intrínseca que demonstrou atuar como um Reforço positivo,[46] ativando fortemente o Sistema de recompensa e induzindo o acúmulo de ΔFosB em parte do estriado (especificamente, no núcleo Accumbens).[43][44][45] A ativação crônica e excessiva de certas vias dentro do sistema de recompensa e o acúmulo de ΔFosB em um grupo específico de neurônios no núcleo accumbens têm sido diretamente implicados no desenvolvimento do comportamento compulsivo que caracteriza o vício.[44][47][48][49]

Em humanos, uma síndrome de desregulação da dopamina – caracterizada pelo engajamento compulsivo, induzido por drogas, em atividade sexual ou jogos de azar – também foi observada em alguns indivíduos que fazem uso de medicamentos dopaminérgicos.[43] Modelos experimentais atuais de dependência por recompensas naturais e de drogas demonstram alterações comuns na expressão gênica na projeção mesocorticolímbica.[43][50] O ΔFosB é o fator de transcrição gênica mais significativo envolvido no vício, pois sua superexpressão, seja por via viral ou genética, no núcleo accumbens é necessária e suficiente para a maioria das adaptações neurais e plasticidade que ocorrem;[50] ele tem sido implicado em vícios de álcool, Canabinóides, cocaína, nicotina, opioides, fenilciclidina e anfetaminas substituídas.[43][50][51] O ΔJunD é o fator de transcrição que se opõe diretamente ao ΔFosB.[50] A elevações na expressão de ΔJunD no Núcleo Accumbens podem reduzir ou, com um aumento expressivo, até bloquear a maioria das alterações neurais observadas no abuso crônico de drogas (isto é, as alterações mediadas pelo ΔFosB).[50]

O ΔFosB também desempenha um papel importante na regulação das respostas comportamentais a recompensas naturais, como alimentos palatáveis, sexo e exercício físico.[44][50] Recompensas naturais, assim como drogas de abuso, induzem o ΔFosB no Núcleo Accumbens, e a aquisição crônica dessas recompensas pode resultar em um estado aditivo patológico semelhante.[43][44] Assim, o ΔFosB é o principal fator de transcrição envolvido também nos vícios por recompensas naturais e, em particular, nos vícios sexuais, pois sua presença no Núcleo Accumbens é fundamental para os efeitos reforçadores da recompensa sexual.[44] Pesquisas sobre a interação entre recompensas naturais e de drogas sugerem que os psicoestimulantes e a recompensa sexual possuem efeitos de sensibilização cruzada e atuam em mecanismos biomoleculares comuns de neuroplasticidade relacionados ao vício, mediados pelo ΔFosB.[43][45]

Perspectivas evolutivas

Do ponto de vista da psiquiatria evolucionária, o comportamento sexual evoluiu em condições nas quais as oportunidades reprodutivas eram limitadas por restrições sociais, ambientais e biológicas. Um forte impulso sexual teria, historicamente, conferido vantagens em termos de aptidão aos indivíduos, isto é, teria aumentado o sucesso reprodutivo. Tecnologias modernas – como a pornografia online de fácil acesso, o cibersexo e outras novas vias de expressão sexual – podem produzir um “descompasso evolutivo” no qual predisposições evoluídas colidem com um acesso sem precedentes a estímulos sexuais.[52] Esse descompasso pode intensificar ou hiperativar as motivações normais de acasalamento, levando, em alguns casos, a comportamentos rotulados como “vício sexual”. Dados de prevalência mostram consistentemente que os homens relatam taxas mais altas de comportamento sexual compulsivo do que as mulheres, o que alguns pesquisadores associam à orientação evolutivamente moldada dos homens para estratégias de acasalamento de curto prazo.[53] Em ambientes anteriores, a busca sexual conduzia rapidamente à reprodução, geralmente seguida de mudanças sociais e hormonais que inibiam novas investidas. Hoje, entretanto, um conteúdo sexual quase ilimitado permite que impulsos evoluídos se manifestem de maneiras que podem ser prejudiciais ou causar angústia, exemplificando como características inéditas da sociedade moderna podem transformar uma predisposição adaptativa em uma compulsão potencialmente desadaptativa.

Tratamento

Aconselhamento

Em 2023, nenhum dos órgãos reguladores oficiais para aconselhamento psico-sexual ou terapia sexual e de relacionamento aceitou o vício sexual como uma entidade distinta com protocolos de tratamento específicos. De fato, alguns profissionais consideram o vício sexual um diagnóstico potencialmente prejudicial e estabelecem paralelos com a terapia de conversão para homossexuais.[37] Assim, o tratamento do vício sexual é, na maioria das vezes, oferecido por profissionais especializados em dependências na área de aconselhamento, em vez de especialistas psico-sexuais. Esses profissionais geralmente possuem graus avançados de ensino, como mestrado ou doutorado em aconselhamento ou áreas correlatas, como a psicologia. Ademais, podem possuir certificações – por exemplo, de Conselheiros Profissionais Licenciados (LPC-S) – que exigem formação de nível superior. Terapeutas e psicólogos costumam possuir, também, mestrado em áreas afins.[54]

Grupos de apoio presenciais

Grupos de apoio presenciais estão disponíveis na maior parte do mundo desenvolvido. Poucos estudos foram realizados sobre a eficácia do tratamento de 12 passos, e o suporte científico para a eficácia desse tratamento é fraco.[55]

Grupos de apoio podem ser úteis para pessoas sem seguro ou com cobertura insuficiente. (Ver também: Alcoólicos Anônimos § Custos com saúde.) Além disso, podem servir como complemento ao tratamento profissional e ser úteis em locais onde os serviços profissionais estão saturados, são escassos ou inexistentes, ou ainda possuem listas de espera. Por fim, podem ajudar pacientes que relutam em investir recursos financeiros em tratamento profissional.[carece de fontes?]

Epidemiologia

De acordo com uma revisão sistemática de 2014, as taxas de prevalência observadas para o vício sexual/transtorno hipersexual variam de 3% a 6%.[6] Alguns estudos sugerem que os indivíduos considerados viciados sexuais são predominantemente do sexo masculino, representando cerca de 80%.[56]

Um artigo de revisão sobre o consumo de pornografia observa que o vício sexual está correlacionado com o Narcisismo.[57]

História

O termo vício sexual surgiu pela primeira vez em meados da década de 1970, quando diversos membros dos Alcoólicos Anônimos buscaram aplicar os princípios do Programa de 12 Passos para a recuperação sexual decorrente de infidelidades em série e de outros comportamentos sexuais compulsivos incontroláveis – semelhantes à sensação de impotência e desordem vivenciadas no alcoolismo.[58] Atualmente, existem diversos grupos de autoajuda no estilo dos 12 passos para pessoas que se identificam como viciadas sexuais, entre os quais se destacam Sex Addicts Anonymous, Sexaholics Anonymous, Sex and Love Addicts Anonymous, Sexual Recovery Anonymous e Sexual Compulsives Anonymous.[55]

Sociedade e cultura

Controvérsia

Atividades sexuais não consensuais são abuso sexual. O tratamento para o vício sexual geralmente não aborda os fatores que levam pessoas a abusar sexualmente de outras.

— Associação para o Tratamento de Agressores Sexuais[59]

A controvérsia em torno do vício sexual concentra-se na sua identificação, por meio de um modelo diagnóstico, em ambientes clínicos. Conforme revisões recentes da literatura médica, o comportamento sexual compulsivo foi observado em humanos; o comportamento sexual compulsivo induzido por drogas também foi relatado clinicamente em alguns indivíduos que fazem uso de medicamentos dopaminérgicos.[43] Ademais, pesquisas sugerem que pode haver engajamento compulsivo em comportamentos sexuais, mesmo diante de consequências negativas, conforme demonstrado em modelos animais. Como os modelos diagnósticos atuais utilizam conceitos relacionados a drogas como critérios para os vícios,[16] estes não se mostram adequados para modelar comportamentos compulsivos em contexto clínico.[43] Consequentemente, sistemas de classificação diagnóstica, como o DSM, não incluem o vício sexual como diagnóstico, haja vista a “insuficiência de evidências revisadas por pares para estabelecer os critérios diagnósticos e as descrições do curso necessários para identificar esses comportamentos como transtornos mentais”.[22] Uma revisão sistemática realizada em 2014 argumentou que a “falta de evidências empíricas sobre o vício sexual é consequência da completa ausência da doença nas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.”[6]

Ver também

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    Dependence is defined as an adaptive state that develops in response to repeated drug administration, and is unmasked during withdrawal, which occurs when drug taking stops. Dependence from long-term drug use may have both a somatic component, manifested by physical symptoms, and an emotional–motivation component, manifested by dysphoria. While physical dependence and withdrawal occur with some drugs of abuse (opiates, ethanol), these phenomena are not useful in the diagnosis of addiction because they do not occur with other drugs of abuse (cocaine, amphetamine) and can occur with many drugs that are not abused (propranolol, clonidine). The official diagnosis of drug addiction by the Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders (2000), which makes distinctions between drug use, abuse, and substance dependence, is flawed. First, diagnosis of drug use versus abuse can be arbitrary and reflect cultural norms, not medical phenomena. Second, the term substance dependence implies that dependence is the primary pharmacologic phenomenon underlying addiction, which is likely not true, as tolerance, sensitization, and learning and memory also play central roles. It is ironic and unfortunate that the Manual avoids use of the term addiction, which provides the best description of the clinical syndrome.
     
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  43. a b c d e f Blum K, Werner T, Carnes S, Carnes P, Bowirrat A, Giordano J, Oscar-Berman M, Gold M (2012). «Sex, drugs, and rock 'n' roll: hypothesizing common mesolimbic activation as a function of reward gene polymorphisms». Journal of Psychoactive Drugs. 44 (1): 38–55. PMC 4040958Acessível livremente. PMID 22641964. doi:10.1080/02791072.2012.662112. It has been found that deltaFosB gene in the NAc is critical for reinforcing effects of sexual reward. Pitchers and colleagues (2010) reported that sexual experience was shown to cause DeltaFosB accumulation in several limbic brain regions including the NAc, medial pre-frontal cortex, VTA, caudate, and putamen, but not the medial preoptic nucleus. Next, the induction of c-Fos, a downstream (repressed) target of DeltaFosB, was measured in sexually experienced and naive animals. The number of mating-induced c-Fos-IR cells was significantly decreased in sexually experienced animals compared to sexually naive controls. Finally, DeltaFosB levels and its activity in the NAc were manipulated using viral-mediated gene transfer to study its potential role in mediating sexual experience and experience-induced facilitation of sexual performance. Animals with DeltaFosB overexpression displayed enhanced facilitation of sexual performance with sexual experience relative to controls. In contrast, the expression of DeltaJunD, a dominant-negative binding partner of DeltaFosB, attenuated sexual experience-induced facilitation of sexual performance, and stunted long-term maintenance of facilitation compared to DeltaFosB overexpressing group. Together, these findings support a critical role for DeltaFosB expression in the NAc in the reinforcing effects of sexual behavior and sexual experience-induced facilitation of sexual performance. ... both drug addiction and sexual addiction represent pathological forms of neuroplasticity along with the emergence of aberrant behaviors involving a cascade of neurochemical changes mainly in the brain's rewarding circuitry. 
  44. a b c Pitchers KK, Vialou V, Nestler EJ, Laviolette SR, Lehman MN, Coolen LM (fevereiro de 2013). «Natural and drug rewards act on common neural plasticity mechanisms with ΔFosB as a key mediator». J. Neurosci. 33 (8): 3434–3442. PMC 3865508Acessível livremente. PMID 23426671. doi:10.1523/JNEUROSCI.4881-12.2013. Drugs of abuse induce neuroplasticity in the natural reward pathway, specifically the nucleus accumbens (NAc), thereby causing development and expression of addictive behavior. ... Together, these findings demonstrate that drugs of abuse and natural reward behaviors act on common molecular and cellular mechanisms of plasticity that control vulnerability to drug addiction, and that this increased vulnerability is mediated by ΔFosB and its downstream transcriptional targets. ... Sexual behavior is highly rewarding (Tenk et al., 2009), and sexual experience causes sensitized drug-related behaviors, including cross-sensitization to amphetamine (Amph)-induced locomotor activity (Bradley and Meisel, 2001; Pitchers et al., 2010a) and enhanced Amph reward (Pitchers et al., 2010a). Moreover, sexual experience induces neural plasticity in the NAc similar to that induced by psychostimulant exposure, including increased dendritic spine density (Meisel and Mullins, 2006; Pitchers et al., 2010a), altered glutamate receptor trafficking, and decreased synaptic strength in prefrontal cortex-responding NAc shell neurons (Pitchers et al., 2012). Finally, periods of abstinence from sexual experience were found to be critical for enhanced Amph reward, NAc spinogenesis (Pitchers et al., 2010a), and glutamate receptor trafficking (Pitchers et al., 2012). These findings suggest that natural and drug reward experiences share common mechanisms of neural plasticity 
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  46. Koob GF, Volkow ND (agosto de 2016). «Neurobiology of addiction: a neurocircuitry analysis». Lancet Psychiatry. 3 (8): 760–773. PMC 6135092Acessível livremente. PMID 27475769. doi:10.1016/S2215-0366(16)00104-8. Drug addiction represents a dramatic dysregulation of motivational circuits that is caused by a combination of exaggerated incentive salience and habit formation, reward deficits and stress surfeits, and compromised executive function in three stages. The rewarding effects of drugs of abuse, development of incentive salience, and development of drug-seeking habits in the binge/intoxication stage involve changes in dopamine and opioid peptides in the basal ganglia. The increases in negative emotional states and dysphoric and stress-like responses in the withdrawal/negative affect stage involve decreases in the function of the dopamine component of the reward system and recruitment of brain stress neurotransmitters, such as corticotropin-releasing factor and dynorphin, in the neurocircuitry of the extended amygdala. The craving and deficits in executive function in the so-called preoccupation/anticipation stage involve the dysregulation of key afferent projections from the prefrontal cortex and insula, including glutamate, to the basal ganglia and extended amygdala. Molecular genetic studies have identified transduction and transcription factors that act in neurocircuitry associated with the development and maintenance of addiction that might mediate initial vulnerability, maintenance, and relapse associated with addiction. ... Substance-induced changes in transcription factors can also produce competing effects on reward function.141 For example, repeated substance use activates accumulating levels of ΔFosB, and animals with elevated ΔFosB exhibit exaggerated sensitivity to the rewarding effects of drugs of abuse, leading to the hypothesis that ΔFosB might be a sustained molecular trigger or switch that helps initiate and maintain a state of addiction.141,142 
  47. Ruffle JK (novembro de 2014). «Molecular neurobiology of addiction: what's all the (Δ)FosB about?». Am. J. Drug Alcohol Abuse. 40 (6): 428–437. PMID 25083822. doi:10.3109/00952990.2014.933840.
    The strong correlation between chronic drug exposure and ΔFosB provides novel opportunities for targeted therapies in addiction (118), and suggests methods to analyze their efficacy (119). Over the past two decades, research has progressed from identifying ΔFosB induction to investigating its subsequent action (38). It is likely that ΔFosB research will now progress into a new era – the use of ΔFosB as a biomarker. ...

    Conclusions
    ΔFosB is an essential transcription factor implicated in the molecular and behavioral pathways of addiction following repeated drug exposure. The formation of ΔFosB in multiple brain regions, and the molecular pathway leading to the formation of AP-1 complexes is well understood. The establishment of a functional purpose for ΔFosB has allowed further determination as to some of the key aspects of its molecular cascades, involving effectors such as GluR2 (87,88), Cdk5 (93) and NFkB (100). Moreover, many of these molecular changes identified are now directly linked to the structural, physiological and behavioral changes observed following chronic drug exposure (60,95,97,102). New frontiers of research investigating the molecular roles of ΔFosB have been opened by epigenetic studies, and recent advances have illustrated the role of ΔFosB acting on DNA and histones, truly as a molecular switch (34). As a consequence of our improved understanding of ΔFosB in addiction, it is possible to evaluate the addictive potential of current medications (119), as well as use it as a biomarker for assessing the efficacy of therapeutic interventions (121,122,124). Some of these proposed interventions have limitations (125) or are in their infancy (75). However, it is hoped that some of these preliminary findings may lead to innovative treatments, which are much needed in addiction.
     
  48. Biliński P, Wojtyła A, Kapka-Skrzypczak L, Chwedorowicz R, Cyranka M, Studziński T (2012). «Epigenetic regulation in drug addiction». Ann. Agric. Environ. Med. 19 (3): 491–496. PMID 23020045. For these reasons, ΔFosB is considered a primary and causative transcription factor in creating new neural connections in the reward centre, prefrontal cortex, and other regions of the limbic system. This is reflected in the increased, stable and long-lasting level of sensitivity to cocaine and other drugs, and tendency to relapse even after long periods of abstinence. These newly constructed networks function very efficiently via new pathways as soon as drugs of abuse are further taken ... In this way, the induction of CDK5 gene expression occurs together with suppression of the G9A gene coding for dimethyltransferase acting on the histone H3. A feedback mechanism can be observed in the regulation of these 2 crucial factors that determine the adaptive epigenetic response to cocaine. This depends on ΔFosB inhibiting G9a gene expression, i.e. H3K9me2 synthesis which in turn inhibits transcription factors for ΔFosB. For this reason, the observed hyper-expression of G9a, which ensures high levels of the dimethylated form of histone H3, eliminates the neuronal structural and plasticity effects caused by cocaine by means of this feedback which blocks ΔFosB transcription 
  49. a b c d e f Nestler EJ (dezembro de 2012). «Transcriptional mechanisms of drug addiction». Clin. Psychopharmacol. Neurosci. 10 (3): 136–143. PMC 3569166Acessível livremente. PMID 23430970. doi:10.9758/cpn.2012.10.3.136. ΔFosB has been linked directly to several addiction-related behaviors ... Importantly, genetic or viral overexpression of ΔJunD, a dominant negative mutant of JunD which antagonizes ΔFosB- and other AP-1-mediated transcriptional activity, in the NAc or OFC blocks these key effects of drug exposure14,22–24. This indicates that ΔFosB is both necessary and sufficient for many of the changes wrought in the brain by chronic drug exposure. ΔFosB is also induced in D1-type NAc MSNs by chronic consumption of several natural rewards, including sucrose, high fat food, sex, wheel running, where it promotes that consumption14,26–30. This implicates ΔFosB in the regulation of natural rewards under normal conditions and perhaps during pathological addictive-like states. 
  50. Kanehisa Laboratories (2 de agosto de 2013). «Alcoholism – Homo sapiens (human)». KEGG Pathway. Consultado em 10 de abril de 2014 
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Leitura adicional

Livros que fornecem uma visão geral histórica e técnicas de tratamento para o vício sexual incluem:

  • Out of the Shadows: Understanding Sex Addiction, de Patrick Carnes. (Hazelden, 1983) ISBN 978-1-56838-621-8
  • Sex and Love Addicts Anonymous: The Basic Text for the Augustine Fellowship (Augustine Fellowship, 1986) ISBN 978-0-9615-7011-8
  • Sex Lies and Forgiveness: Couples Speaking Out on Healing from Sex Addiction, de Jennifer P. Schneider e Burt Schneider. (Recovery Resources Press, 1991) ISBN 978-0-06-255343-0
  • Don't Call It Love: Recovery From Sexual Addiction, de Bantam, Patrick Carnes. (1992) ISBN 978-0-553-35138-5
  • Sex Addiction: Case Studies And Management, de Ralph H. Earle e Marcus R. Earle. (Brunner/Mazel, 1995) ISBN 978-0-87630-785-4
  • Sexual Addiction: An Integrated Approach, de Aviel Goodman. (International Universities Press, 1998) ISBN 978-0-8236-6063-6
  • Breaking the Cycle: Free Yourself from Sex Addiction, Porn Obsession, and Shame, de George N. Collins e Andrew Adleman. (New Harbinger Publications, 2011) ISBN 978-1-60882-083-2

Livros focados em parceiros de viciados sexuais:

  • My Secret Life with a Sex Addict from discovery to recovery, de Emma Dawson. (Thornton Publishing, 2004) ISBN 978-1-932344-70-7
  • Hope After Betrayal: Healing When Sexual Addiction Invades Your Marriage, de Meg Wilson. (Kregel Publications, 2007) ISBN 978-0-8254-3935-3
  • Deceived: Facing Sexual Betrayal Lies and Secrets, de Claudia Black. (Hazelden, 2009) ISBN 978-1-59285-698-5
  • Your Sexually Addicted Spouse: How Partners Can Cope and Heal, de Barbara Steffens e Marsha Means. (New Horizon Press, 2009) ISBN 978-0-88282-309-6
  • Mending a Shattered Heart: A Guide for Partners of Sex Addicts, de Stefanie Carnes. (Gentle Path Press, 2011) ISBN 978-0-9774400-6-1
  • Love You, Hate the Porn: Healing a Relationship Damaged by Virtual Infidelity, de Mark Chamberlain. (Shadow Mountain; edição de 2 de julho de 2011, 2011) ISBN 1-60641-936-6
  • A Couple's Guide to Sexual Addiction: A Step-by-Step Plan to Rebuild Trust and Restore Intimacy, de Paldrom Collins e George Collins. (Adams Media, 2011) ISBN 978-1-4405-1221-6
  • Facing Heartbreak: Steps to Recovery for Partners of Sex Addicts, de Stefanie Carnes. (Gentle Path Press, 2012) ISBN 978-0-98327-133-8

Discussões sobre o conceito de vício sexual:

  • Masters, William H.; Johnson, Virginia E.; Kolodny, Robert C. (1995). «Chapter 17, the section "Sexual Addictions: Fact or Fad?"». Human Sexuality 5 ed. [S.l.]: Harper Collins Publishers. ISBN 978-0-673-46785-0