Vénula

Uma vênulaPB ou vénulaPE é um pequeno vaso sanguíneo que faz o sangue pobre em oxigênio retornar dos capilares para as veias. Participam nos intercâmbios entre os tecidos e o sangue e nos processos inflamatórios, e podem influenciar o fluxo de sangue nas arteríolas através da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis. As vênulas pós-capilares são as menores veias, com um diâmetro entre 10 e 30 micrômetros (μm). Quando as veias pós-capilares aumentam de diâmetro para 50 μm, elas podem incorporar músculo liso e são chamadas de vênulas musculares.[1] As veias contêm aproximadamente 70% do volume total de sangue, enquanto aproximadamente 25% está contido nas vênulas.[2]
As vênulas apresentam diâmetro de 0,2 a 1 milímetro e têm por três camadas: um endotélio composto de células epiteliais escamosas que agem como uma membrana, uma camada média de musculatura e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo fibroso. A camada média é pobremente desenvolvida de modo que as vênulas têm paredes mais finas que as arteríolas. As venículas com diâmetro de até 50 nm apresentam estruturas semelhantes à dos capilares.
Estrutura
As vênulas pós-capilares possuem uma única camada de endotélio rodeada por uma lâmina basal de fibras reticulares. [3] Têm 10 a 30 micrómetros de diâmetro e são demasiado pequenas para conterem músculo liso. Por sua vez, são suportadas por pericitos que se enrolam à sua volta. [1] Quando o diâmetro das vênulas pós-capilares atinge os 50 μm, podem incorporar fibras de músculo liso e são conhecidas como vênulas musculares. [1] Possuem um endotélio interno composto por células endoteliais escamosas que atuam como uma membrana, uma camada intermédia de músculo liso e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo fibroso. A camada média é pouco desenvolvida, pelo que as vênulas têm paredes mais finas do que as arteríolas. As fibras musculares lisas estão separadas, mas à medida que a vênula aumenta de tamanho, organizam-se mais próximas e em pequenas veias de 200 μm já formam uma camada quase contínua. [3] As vênulas são porosas, pelo que o líquido do plasma sanguíneo e das células sanguíneas pode facilmente mover-se da corrente circulatória através das suas paredes, uma vez que nem toda a troca entre o sangue e os tecidos ocorre nos capilares. [3] Em comparação com as arteríolas, as vênulas são maiores, mas com uma cobertura muscular muito mais fraca.
As curtas vénulas portais que ligam os lobos da hipófise posterior (neuro-hipófise) e da anterior (adeno-hipófise) fornecem uma via para a rápida troca hormonal através do sangue.[4] Entre os lobos da hipófise existem evidências anatómicas de vênulas interlobulares confluentes que fornecem sangue do lobo anterior para o lobo neural, o que facilitaria a partilha imediata de informação entre os lobos da glândula pituitária (glândula pituitária).[4][5][6]
Em contraste com as vênulas regulares, as vênulas de endotélio alto são um tipo especial de vênulas em que o endotélio é constituído por células cuboides simples. Os linfócitos abandonam a corrente circulatória e entram nos linfonodos através destas vênulas especializadas quando é detectada uma infecção.[7][8][9]
Referências
- ↑ a b c Standring, Susan (2016). Gray's anatomy : the anatomical basis of clinical practice Forty-first ed. [Philadelphia]: [s.n.] p. 131. ISBN 9780702052309
- ↑ Woods, Susan (2010). Cardiac Nursing. New York: Lippincotts. 955 páginas. ISBN 9780781792806
- ↑ a b c D. W. Fawcett. Tratado de Histología. 11ªed. Interamericana-McGrow Hill. Madrid. 1987. Páginas 394-395. ISBN 84-7605-361-4.
- ↑ a b Gross, PM; Joneja, MG; Pang, JJ; Polischuk, TM; Shaver, SW; Wainman, DS (1993). «Topography of short portal vessels in the rat pituitary gland: A scanning electron-microscopic and morphometric study of corrosion cast replicas». Cell and Tissue Research. 272 (1): 79–88. PMID 8481959. doi:10.1007/bf00323573
- ↑ Shaver, SW; Pang, JJ; Wainman, DS; Wall, KM; Gross, PM (1992). «Morphology and function of capillary networks in subregions of the rat tuber cinereum». Cell and Tissue Research. 267 (3): 437–48. PMID 1571958. doi:10.1007/bf00319366
- ↑ Ciofi, P; Garret, M; Lapirot, O; Lafon, P; Loyens, A; Prévot, V; Levine, J. E. (2009). «Brain-endocrine interactions: A microvascular route in the mediobasal hypothalamus». Endocrinology. 150 (12): 5509–19. PMC 2819742
. PMID 19837874. doi:10.1210/en.2009-0584
- ↑ Blanchard L, Girard JP (novembro de 2021). «High endothelial venules (HEVs) in immunity, inflammation and cancer». Angiogenesis. 24 (4): 719–753. PMC 8487881
. PMID 33956259. doi:10.1007/s10456-021-09792-8
- ↑ Kuby, Janis; Kindt, Thomas J.; Goldsby, Richard A.; Osborne, Barbara A. (2007). Kuby Immunology. Nova York: W.H. Freeman. ISBN 978-1-4292-0211-4 Table 14-1
- ↑ Rapini, Ronald P.; Bolognia, Jean L.; Jorizzo, Joseph L. (2007). Dermatology: 2-Volume Set. St. Louis: Mosby. 73 páginas. ISBN 978-1-4160-2999-1
Bibliografia
- JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Histologia básica (10a. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.