Usina Hidrelétrica de Colíder
UHE Colíder
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| Localização | |
| Localização | Nova Canaã do Norte |
| Bacia hidrográfica | Bacia do rio Amazonas |
| Rio | Rio Teles Pires |
| Coordenadas | 10°58'57"S, 55°45'57"W |
| Dados gerais | |
| Proprietário | Eletrobras |
| Operador | Axia Energia |
| Período de construção | Março/2011 a Dezembro/2019 |
| Data de inauguração | Dezembro/2018 |
| Características | |
| Tipo | barragem, usina hidrelétrica |
| Reservatório | |
| Área alagada | 182,8 km² |
| Capacidade de geração | 300 megawatt |
Website
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www |

A Usina Hidrelétrica Colíder é uma hidrelétrica que está localizada no rio Teles Pires, no norte do estado de Mato Grosso que foi construída COPEL entre 2011 e 2019. A Operação e Manutenção foi realizada pela COPEL entre 2019 e maio de 2025 quando a usina foi adquirida pela Eletrobrás, hoje detentora do ativo.
A implantação da Usina Hidrelétrica de Colíder (“UHE Colíder”) foi proposta para operar o Aproveitamento Hidrelétrico Colíder (“AHE Colíder”), no Rio Teles Pires, na Região Hidrográfica do Rio Juruena – Teles Pires, bacia hidrográfica do Médio Teles Pires e Sub-Bacia do Tapajós, em trecho do rio que atinge os municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Itaúba e Cláudia, todos no Estado do Mato Grosso, a aproximadamente 700 km ao norte de Cuiabá - MT. Com efeito, a Casa de Força da UHE Colíder, que concentra os equipamentos eletromecânicos responsáveis pela produção de energia, está alocada em Nova Canaã do Norte – MT.
A obra da UHE Colíder era parte integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e a concessão para construir e operar por 35 (trinta e cinco) anos a usina foi arrematada pela COPEL em leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”) em 30 de julho de 2010.
A concessão está lastreada ao Contrato nº 01/2011-MME-UHE-Colíder, celebrado entre a UNIÃO e a COPEL, por meio do qual se estabeleceram os termos e condições para a concessão de uso de bem público para geração de energia elétrica da UHE Colíder.
A usina foi projetada com vida útil de 150 anos, potência instalada total de 300 MW e garantia de energia firme (MW médios) de 178,1 MWmed, e seu sistema de transmissão possui uma subestação (SE Colíder – Disjuntor e Meio – 525kV - localizada em Nova Canaã do Norte) e uma linha de transmissão de 63,4 km de extensão, em tensão de 525kV, ligando a SE Colíder ao bay de conexão da SE Claudia, de propriedade da Matrinchã Transmissora de Energia S.A. (“MTE”). A título de curiosidade, a potência desta usina é suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes.
O reservatório da UHE Colíder, decorrente do barramento do Rio Teles Pires, ocupa uma área aproximada de 143,5 km² na cota 268,5 metros (Nível Mínimo Operacional) e 182,8km² na cota 272 (Nível Normal), abrangendo parte dos municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Itaúba e Cláudia, todos no Estado do Mato Grosso. Já o padrão operacional da UHE Colíder é a fio d´água, com vazões afluentes iguais às vazões de jusante, de modo que a vazão não turbinada e expulsa pelo canal de fuga é restituída pelo vertedouro ao rio.
Ao redor, há uma Área de Preservação Permanente - APP - de 105,53 km² (ou 10.553 ha²). As obras da usina iniciaram em março de 2011 e estavam previstas para encerrar em dezembro de 2014.
A primeira unidade geradora entrou em operação comercial em 07 de março de 2019 e a terceira e última em 19 de dezembro de 2019.[1]
Após a entrada em operação comercial a COPEL instalou um reator manobrável 4x27,5MVAr no terminal de saída da LT Colíder-Claudia 500kV, obra essa iniciada em 08.12.2021 e concluída em 28.10.2023.
Em dezembro de 2024, a Eletrobras adquiriu a usina.[2] através de uma operação de descruzamento de ativos, assumindo sua operação e manutenção em junho de 2025.
Dados Técnicos
| Turbina | |
| Tipo | Kaplan |
| Número de unidades | 3 |
| Potência instalada [MW] | 300 |
| Potência nominal [MW] | 102,3 |
| Engolimento nominal por turbina [m³/s] | 538,10 |
| Rendimento nominal [%] | 94,2 |
| Queda bruta nominal [m] | 21,68 |
| Perda hidráulica nominal do circuito de geração [m] | 0,54 |
| Queda líquida nominal [m] | 21,14 |
| Queda líquida de referência [m] | 20,22 |
| Gerador | |
| Número de unidades | 3 |
| Fator de potência | 0,9 |
| Potência nominal [MVA] | 111,12 |
| Rendimento nominal [%] | 98,45 |
| Barragem | |
| Tipo | Terra e enrocamento |
| Cota da crista | 276,00 |
| Altura máxima [m] | 39,00 |
| Comprimento total na crista [m] | 1130 |
| Casa de Força | |
| Tipo | Abrigada |
| Número de unidades | 3 |
| Comprimento [m] | 75,23 |
| Largura [m] | 100,70 |
| Altura [m] | 62,5 |
| Canal de Aproximação | |
| Comprimento [m] | 440 |
| Largura [m] | 92 |
| Tomada de Água | |
| Tipo | Gravidade |
| Número de vãos | 3 |
| Tipo das comportas | Ensecadeira, painéis intercambiáveis |
| Dimensões das comportas [m] | 16 (h) x 6,6 (l) (3 por vão) |
| Comprimento [m] | 24,31 |
| Largura [m] | 28,2 x 3 = 84,60 |
| Altura [m] | 47,70 |
| Vertedouro | |
| Tipo | Controlado por comportas |
| Número de comportas | 4 |
| Tipo das comportas | Segmento |
| Dimensões das comportas [m] | 16,7 x 12,0 |
| Largura total [m] | 69,00 |
| Vazão de projeto [m3/s] | 6.935 |
| Canal de Restituição | |
| Comprimento [m] | 900 |
| Largura [m] | 174 |
| Linha de Transmissão | |
| Extensão [km] | 64 |
| Tensão [kV] | 500 |
| Circuito | Simples |
| Conexão | Subestação Coletora Cláudia |
| Reservatório | |
| N.A. máximo normal de montante [m] | 272 |
| N.A. mínimo normal de montante [m] | 272 |
| N.A. normal de jusante [m] | 250,32 |
| N.A. médio do canal de fuga [m] | 248,86 |
| Área inundada no N.A. máximo normal [km2] | 182,8 |
| Área inundada no N.A. mínimo normal [km2] | 182,8 |
| Comprimento [km] | 93,8 |
| Vazão Remanescente do aproveitamento | 192 |
| Volumes Totais | |
| Escavação comum [m3] | 4.387.913 |
| Escavação em rocha [m3] | 1.134.631 |
| Aterro compactado (barragem terra e enrocamento) [m3] | 2.736.467 |
| Volume de enrocamento [m3] | 121.692 |
| Volume concreto convencional [m3] | 338.323 |
Referências
- ↑ «COPEL UHE»
- ↑ Moreira, Felipe (13 de dezembro de 2024). «Eletrobras e Copel: descruzamento de ativos simplifica estrutura e gera ganhos mútuos». InfoMoney. Consultado em 21 de dezembro de 2024
