Unção

"Unção do rei Cristiano V da Dinamarca e da rainha Carlota Amélia na capela do Palácio de Frederiksborg em 1671", quadro de 1671 de Michael von Haven

Unção (do latim unctione) é o ato de aplicar óleos ou unguentos sobre uma pessoa ou objeto. Historicamente, esse gesto pode assumir conotações políticas, sociais ou religiosas, sendo frequentemente associado à investidura de autoridade, à consagração e à purificação.[1]

No cristianismo

Unção de Balduíno IV de Jerusalém, Século XV

No cristianismo, a unção tem origem bíblica e se reveste de profundo valor espiritual. Desde o Antigo Testamento, reis, sacerdotes e profetas eram ungidos com óleo como sinal de sua eleição e missão recebida de Deus (Êxodo 30:30 e 1 Samuel 16:13). O óleo simbolizava a presença e a força do Espírito Santo.

Com a plenitude dos tempos, Cristo é reconhecido como o Ungido por excelência — de fato, o próprio título "Cristo" (Christós em grego, Mashíah em hebraico) significa "Ungido". Toda unção cristã, portanto, remete a Ele e participa da sua missão.

A unção não é entendida apenas como um sinal externo, mas como uma capacitação interior, pela graça do Espírito Santo, para desempenhar uma missão ou viver um estado de vida. O gesto exprime uma realidade duradoura: quem é ungido é consagrado e fortalecido para agir segundo a vontade de Deus.

A unção expressa que a pessoa ou o objeto são separados para Deus e revestidos de uma missão. O texto de Êxodo 29,21 ilustra bem essa dimensão:

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 737.

Ver também