Um Bravo do Nordeste

Um Bravo do Nordeste
Um Bravo do Nordeste
Anúncio do filme
Brasil
1930 •  p&b •  
Gênero faroeste
Direção Edson Chagas
Roteiro Edson Chagas
Ernani Passos
Elenco Ernani Passos
Adalberto Montenegro
Nice Aires
Elizabeth Montenegro
Francisco Rocha Filho
Walmira Graça
Lançamento 8 de maio de 1931
Idioma mudo

Um Bravo do Nordeste é um filme mudo brasileiro do gênero faroeste, dirigido por Edson Chagas em 1931. No elenco principal estavam os atores Ernani Passos, Adalberto Montenegro e Francisco Rocha Filho. O lançamento do filme ocorreu em Maceió no dia 8 de maio de 1931.

Anteriormente, o diretor Edson Chagas havia sido operador no filme "Aitaré da Praia", gravado na cidade de Recife em 1925.

Sinopse

Um ladrão de gado tenta enganar um rico proprietário, comprando o seu gado. Chegando à fazenda, apaixona-se pela filha do coronel e se dispõe a casar. Vendido o rebanho, o fazendeiro vai ao banco depositar o dinheiro, mas o caixa se recusa a receber porque o dinheiro era falso[1].

Elenco

  • Ernani Passos como Galã
  • Adalberto Montenegro como Coronel
  • Nice Buenos Aires como Filha do fazendeiro
  • Elizabeth Montenegro como Filha do fazendeiro
  • Francisco Rocha Filho como Falso comprador de gado
  • Walmira Graça

Produção

Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som da Fundação Teatro Deodoro (Funted), Ernani Passos conta que idealizou o filme na mesa de um bar com Edson Chagas, cineasta pernambucano recém-chegado a Maceió[2]. As filmagens duraram cerca de 90 dias, custando 16 contos de réis.

Os negativos usados para filmar foram importados de Paris por 450 mil réis.[3] A obra foi financiada por Francisco da Rocha Cavalcanti (Coronel Chico Rocha), que também atuou como vilão. Ele era fazendeiro e empresário em União dos Palmares, promoveu a instalação de luz elétrica, água e do primeiro cinema da cidade. Tinha o sonho de atuar em um filme.[4]

Preservação

Conta-se que o pernambucano Edson Chagas sumiu com a única cópia existente depois da realização dos lançamentos pelo estado, que ocorreram em cidades como Maceió e Pilar[5]. Ele voltou para Recife em 1931.

Em 2007, o jornalista Rafhael Barbosa, em reportagem para Gazeta de Alagoas, conversou com o cineasta e jornalista Fernando Spencer, que relatou ser muito difícil encontrar a obra num estado de conservação possível de restauração.[6]

Referências

  1. «FILMOGRAFIA - UM BRAVO DO NORDESTE». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 30 de maio de 2021 
  2. Barros, Elinaldo (1994). Rogato: A Aventura do Sonho das Imagens em Alagoas. Maceió: Seculte 
  3. Ferraz, Ana. «Da literatura adaptada: contribuição à história do cinema alagoano». Encontro Nacional de História da Mídia 
  4. Ferreira, Franco (2013). A História da Terra da Liberdade. União dos Palmares: Clube de Autores Publicações S/A. p. 82 
  5. Barros, Elinaldo (2010). Panorama do Cinema Alagoano. Maceió: Edufal 
  6. Barbosa, Rafhael (9 de maio de 2007). «História sem fim». Gazeta de Alagoas. Consultado em 20 de maio de 2021