Sabiá-poca

Sabiá-poca
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Gênero: Turdus
Espécies:
T. amaurochalinus
Nome binomial
Turdus amaurochalinus
Cabanis, 1851

O sabiá-poca[2] (Turdus amaurochalinus) é uma espécie de ave passeriforme da família Turdidae que vive na América do Sul.

Seu comportamento é parecido com o do sabiá-laranjeira, mas é menos terrícola e vibra a cauda de uma forma característica (pouco notável no outro).

Etimologia

Conforme o Dicionário de Tupi Antigo, sabiá-poca vem do tupi antigo sabiá, sabiá, e poka, estourado, não estando explicada na fonte a motivação do nome.[3]

Descrição

Mede 24,5 cm de comprimento. O bico é amarelo nos machos, e preto nas fêmeas e jovens. A cabeça e o dorso são pardo-oliváceos, a garganta é clara com faixas escuras, o peito acinzentado e o ventre esbranquiçado.

Distribuição geográfica e habitat

Possui ampla distribuição em florestas e pradarias da América do Sul, em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.  É comum em florestas, pradarias arborizadas e colinas abertas, bem como em habitats humanos como jardins e parques urbanos.

Reprodução

O ninho, com forma de taça fica bastante alto, apoiado nos galhos. É construído com galhos finos e raízes, com algo de barro, revestido por dentro com fibras vegetais. Nele a fêmea põe três ovos verde-azulados com manchas cinzentas.

Alimentação

É onívoro; alimenta-se principalmente de frutos e invertebrados. Busca frutos carnosos, que constituem a base de sua dieta, tanto os pequenos, que pode engolir inteiros (até o tamanho de uma azeitona), quanto os maiores, que costumam bicar para abri-los e consumir sua polpa. É normal que seja um bom dispersor de sementes das plantas que consome.

Referências

  1. BirdLife International (2016). «Turdus amaurochalinus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T22708891A94182998. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22708891A94182998.enAcessível livremente. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  2. José Fernando Pacheco; Luís Fábio Silveira; Alexandre Aleixo; et al. (26 de julho de 2021), Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos – segunda edição, doi:10.5281/ZENODO.5138368, Wikidata Q108322590 
  3. Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1  Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)

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