Tulio Carella
| Tulio Carella | |
|---|---|
![]() Tulio Carella em 1960, no Brasil | |
| Nascimento | 14 de maio de 1912 Mercedes (Buenos Aires) |
| Morte | 30 de março de 1979 Buenos Aires |
| Cidadania | Argentina |
| Ocupação | escritor, jornalista, poeta |
Tulio Carella (Mercedes, Argentina, 14 de maio de 1912 – Buenos Aires, 30 de março de 1979) foi um dramaturgo, jornalista, escritor e poeta argentino.
Começou a cursar Química, mas sua vocação estava em outro âmbito, por isso estudou Belas Artes e Música e se dedicou a escrever. Em 1934 em um circo de Barracas representaram uma obra sua de um ato, e já no mesmo ano foi contratado pelo jornal Crítica e começou a publicar crônicas e comentários sobre temas cinematográficos. Em 1940 escreveu a obra teatral Don Basilio mal casado, que ganhou uma versão para televisão em 1966. Em 1959 ganhou a Faixa de Honra da Sociedad Argentina de Escritores por Cuaderno del delirio. No ano seguinte estreou Doña Clorinda la descontenta e, logo depois, Coralina (1959) e Juan Basura (1965). Paralelamente, publicou os livros de poesia Ceniza heroica (1937), Los mendigos (1953), Intermedio (1955), Sonrisa (1964/1965) e Roteiro recifense (1966). Escreveu ainda roteiros para o cinema como El gran secreto (1942), filme dirigido por Jacques Remy, e Mi divina pobreza (1951), dirigido Alberto D’Aversa. Também fez incursões pelo ensaio, com Tango, mito y esencia, El sainete criollo e Picaresca porteña, sendo que neste último descreve as mudanças que se produziram com o fechamento dos bordéis na Argentina.
Em 1960 viajou ao Recife, contratado como professor de direção e cenografia da Universidade Federal de Pernambuco. Seus dois anos na capital pernambucana foram registrados no livro Orgia, publicado no Brasil em 1968 por José Álvaro Editor, com tradução de Hermilo Borba Filho. No livro, Carella assume o pseudônimo de Lúcio Ginarte, que vive exacerbadas aventuras homossexuais com populares anônimos, frequentando ao mesmo tempo os círculos intelectuais pernambucanos, o que chamou a atenção de João Silvério Trevisan, que dedicou um capítulo a Carella em Devassos no Paraíso, publicado em 1986 pela editora Max Limond e reeditado em 2000 pela editora Record. Esquecido e ainda inédito na Argentina, Orgia foi reeditado em 2011 pela editora Opera Prima, resgatando as polêmicas em torno do livro.[1][2]
De volta à Argentina em 1961, Carella passou a viver mais ou menos afastado dos círculos literários e teatrais, falecendo em 1979, em decorrência de problemas coronários, aos 66 anos.
Referências
- ↑ «Vida dupla de um intelectual». Diario de Pernambuco. 29 de maio de 2011. Consultado em 26 de janeiro de 2026. Arquivado do original em 24 de setembro de 2019
- ↑ «Escritor argentino fala sobre sexualidade de recifenses em livro reeditado». Folha de S.Paulo. 10 de maio de 2011. Consultado em 26 de janeiro de 2026
