Tugril ibne Quilije Arslã

Tugril
Cunhagem de Tugril
Sultão de Erzurum
Reinado1202–1225
Antecessor(a)Saltúquidas
Sucessor(a)Jaã Xá ibne Tugril
Dados pessoais
Morte1225
Descendência
Jaã Xá ibne Tugril
Guiaçadim
Dinastiaseljúcida
PaiQuilije Arslã II
ReligiãoIslamismo

Tugril Xá, nascido Abde Alharije Maomé Muguiçadim Tugril Xá ibne Quilije Arslã (em árabe: Abda'l Harij Muhammad Mughis ad-din Tughril Shah ibn Qilij Arslan), foi um sultão seljúcida em Erzurum de 1202 a 1225,[1] após a queda dos saltúquidas, um dos beilhiques da Anatólia.

História

Tugril Xá era um dos filhos de Quilije Arslã II (r. 1156–1192). Em 1192, recebeu como apanágio a região de Elbistane durante a divisão do Sultanato de Rum que se seguiu à morte de seu pai.[2][3] Em 1201-1203, seu irmão Solimão II (r. 1196–1204) se preparou à guerra para enfraquecer o poder do Reino cristão da Geórgia e conquistar o país.[4] Em sua marcha, foi acompanhado por Tugril Xá, o mengujéquida Barã Xá de Erzinjane e possivelmente artúquidas de Carpute e guerreiros turcomanos locais. No caminho, conquistou a região de Erzurum, que até então era controlada pela dinastia turcomana local dos saltúquidas, de 1071 a 1202.[5] Saltuque, vassalo da Geórgia,[6] foi substituído por Tugril Xá como governante local.[2]

Nos 30 anos seguintes à conquista, Erzurum foi governada por Tugril e depois seu filho Jaã Xá como apanágio.[5] Tugril se separou do Sultanato de Rum em 1211-12,[7] e parece ter sido um tributário da Geórgia por pelo menos parte de seu reinado.[8] Quando Jaã Xá o sucedeu em 1225, se aliou ao xá da Corásmia Jalaladim Mingueburnu (r. 1220–1231), até ser derrotado na Batalha de Iasse Chimene em 1230.[7] Tugril teve outro filho chamado Guiaçadim, que se tornou o marido da rainha Russudana da Geórgia de c. 1223 a 1226. Ele se converteu ao cristianismo por ordem de seu pai para poder se casar com Russudana.[9]

Referências

  1. «Tughril». Museu Britânico 
  2. a b Rayfield 2012, p. 113.
  3. Toumanoff 1949–1951, p. 181.
  4. Lordkipanidze 1994, p. 162.
  5. a b Bosworth 1996, p. 218.
  6. Baumer 2023, p. 27.
  7. a b Sinclair 2020, p. 137, nota 106.
  8. Peacock 2006, p. 130.
  9. Djaparidze 1995, p. 181–182.

Bibliografia

  • Baumer, Christoph (2023). History of the Caucasus. [S.l.]: Bloomsbury. ISBN 9780755636303 
  • Bosworth, C. E. (1996). The New Islamic Dynasties: A Chronological and Genealogical Manual. Nova Iorque: Columbia University Press 
  • Djaparidze, Gotcha I. (1995). საქართველო და მახლობელი აღმოსავლეთის ისლამური სამყარო XII-XIII ს-ის პირველ მესამედში [Georgia and the Near Eastern Islamic world in the 12th–13th century]. Tiblíssi: Metsniereba 
  • Lordkipanidze, Mariam (1994). Georgia in the 11th-12th centuries. Essays on Georgian history. Tiblíssi: Metsniereba. ISBN 978-5-520-01547-5 
  • Peacock, Andrew (2006). «Georgia and the Anatolian Turks in the 12th and 13th centuries». Anatolian Studies. 56: 127–146. doi:10.1017/S0066154600000806 
  • Rayfield, Donald (2012). Edge of Empires, a History of Georgia. Londres: Reaktion Books. ISBN 978-1-78023-070-2 
  • Sinclair, Thomas (2020). Eastern Trade and the Mediterranean in the Middle Ages. Londres e Nova Iorque: Routledge 
  • Toumanoff, Cyril (1949–1951). «The Fifteenth-Century Bagratids and the Institution of Collegial Sovereignty in Georgia». Traditio. 7: 169–221. doi:10.1017/S0362152900015142