Tridax procumbens

Tridax procumbens

Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Traqueófitas
Clado: Angiosperma
Clado: Eudicotyledoneae
Clado: Asterídeas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Tridax
Espécie: T. procumbens
L.
Nome binomial
Tridax procumbens
Sinónimos
  • Amellus pedunculatus Ortega ex Willd.
  • Balbisia canescens Rich. ex Pers.
  • Balbisia divaricata Cass.
  • Balbisia elongata Willd.
  • Balbisia pedunculata Hoffmanns.
  • Chrysanthemum procumbens (L.) Sessé & Moc.

Tridax procumbens, conhecida popularmente como erva-de-touro ou, ainda, margaridinha, é uma erva nativa da América Central, disseminada antropologicamente e que, atualmente, está presente em quase todos os países com climas tropical e subtropical. Apesar de ser indesejável e danosa a algumas culturas, é utilizada como planta medicinal pelas medicinas indiana e popular ocidental.[1][2]

Descrição

A planta tem discos de flores de cor branca ou amarela com flores liguladas bi ou tridentadas. As folhas são serradas de modo irregular e em geral em forma de ponta de seta. Seu fruto é um duro aquênio com tufo de pelos que promove a dispersão.

A planta é invasiva, em parte, por produzir muitos aquênios, até 1500 por planta, e cada um pode deslocar pelo vento por seus papilhos e voar até certa distância.[1]

Distribuição e habitat

Esta planta pode ser encontrada nos campos, pradarias, terras de cultivo, jardins, beiras de estradas e em zonas com climas tropicais ou subtropicais. Destas, seu local preferido são as terras cultivadas onde, por ser hospedeira de pragas como insetos e vírus, torna-se problemática.

Propriedades medicinais

A planta fresca ou seca, em infusão ou decocção é usada por via oral para tratar alergias, anemia, doenças gastrointestinais (diarreia, disenteria, dor no estômago, obstripação, flatulência, parasitas intestinais)[3][4] e respiratórias (bronquites, catarro, febre), dor de cabeça,[5][4][6] diabetes, doenças hepáticas, inflamaçõess, hipertensão, e transtornos menstruais.[4][6][7]

O emplasto das folhas aplica-se topicamente para aliviar inflamações.[8][7] O suco das folhas usa-se para deter hemorragias e lavar cortes, raspões e feridas.[9] A decocção usa-se em para tratar casos de vaginite.[6]

Atribui-lhe propriedades antisséptica, cicatrizante, desintoxicante, desinflamatória, emenagoga, febrífuga, hepatoprotetora, hipoglicêmica, inseticida, vermicida,[10][11] refrescante e refrigerante. [12][13][14][15]

Taxonomia

Tridax procumbens foi descrita por Carlos Lineu e publicado em Species Plantarum 2: 900. 1753.[16]

Sinonímia
  • Amellus pedunculatus Ortega ex Willd.
  • Balbisia canescens Rich.
  • Balbisia divaricata Cass.
  • Balbisia elongata Willd.
  • Balbisia pedunculata Ortega ex Hoffmanns.
  • Chrysanthemum procumbens (L.) Sessé & Moc.
  • Tridax procumbens var. canescens (Rich. ex Pers.) DC.
  • Tridax procumbens var. ovatifolia B.L.Rob. ex B.l.rob. & Greenm.

Referências

  1. a b «Tridax procumbens (L.) L. — Herbário». www.unirio.br. Consultado em 29 de novembro de 2024 
  2. Barros, Gabriela Cabrini de (4 de julho de 2023). «Tridax procumbens L.: aspectos agronômicos e biológicos». Consultado em 29 de novembro de 2024 
  3. (Logan MH.), 1973. Anthropos 68:537.
  4. a b c (INN), 1978. Guatemala Indígena. 13:104, 120, 585.
  5. (Mellen GA.), 1974. Guatemala Indígena 9:139, 140, 143.
  6. a b c (Girón LM.), 1991. J. Ethnopharmacol 34:173.
  7. a b (Ronquillo FA. et al.), 1988. Cuadernos DIGI N° 7-88:205.
  8. (Nelson CH.), 1986 Plantas Comunes de Honduras. Pág. 385.
  9. (Verma RK. Gupta MM.), 1988 Phitochem 27:459.>
  10. (Orellana SL.), 1997. Pág. 249.
  11. (Morton JF.), 1991. Pág. 974 - 975.
  12. Suseela, L.; Sarsvathy, A.; Brindha, P. (2002). «Pharmacognostic studies on Tridax procumbens L.(Asteraceae)». Journal of Phytological Research. 15 (2): 141–147 
  13. (Martínez M.), 1992. Pág. 434.
  14. (Díaz JL.), 1976. Pág. 122.
  15. Saxena, V. K. & S. Albert. (2005). β-Sitosterol-3-O-β-D-xylopyranoside from the flowers of Tridax procumbens Linn. J Chem Sci 117:3 263-266.
  16. «Tridax procumbens». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 29 de junho de 2012