Trialeurodes vaporariorum

Trialeurodes vaporariorum
Trialeurodes vaporariorum por Des Helmore [en]
Trialeurodes vaporariorum por Des Helmore [en]

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Subordem: Sternorrhyncha
Família: Aleyrodidae
Género: Trialeurodes [en]
Espécie: T. vaporariorum
Nome binomial
Trialeurodes vaporariorum
(Westwood, 1856)

Trialeurodes vaporariorum, comumente conhecido em inglês como glasshouse whitefly ou greenhouse whitefly, é um inseto que habita as regiões temperadas do mundo. Assim como diversos outros aleirodídeos, é um inseto-praga primário de muitas culturas de frutas, hortaliças e cultivos ornamentais. É frequentemente encontrada em estufas de vidro, túneis de plásticos e outros ambientes hortícolas protegidos. Os adultos medem 1–2 mm de comprimento, possuem corpo amarelado e quatro asas revestidas de cera, mantidas quase paralelas à superfície da folha.[1]

Ciclo de vida

Ninfa de Trialeurodes vaporariorum
Adulto

As fêmeas são capazes de copular menos de 24 horas após emergirem e depositam seus ovos com maior frequência na face inferior das folhas. Os ovos são de cor amarelo-pálido, tornando-se acinzentados antes da eclosão. As ninfas recém-eclodidas, frequentemente chamadas de "rastejadoras", são o único estágio imaturo móvel. Durante o primeiro e o segundo estágio ninfal, a aparência é de uma escama plana amarelo-pálida/translúcida, difícil de distinguir a olho nu. No quarto e último estágio imaturo, denominado "pupa" (entre aspas pois são hemimetábolos e não possuem fase de pupa, mas vários estágios de ninfa), os olhos compostos e outros tecidos corporais tornam-se visíveis à medida que a ninfa engrossa e se eleva da superfície da folha.[1]

Danos às plantas

Todos os estágios de vida, exceto ovos e "pupas", causam danos às culturas por alimentação direta, inserindo seu estilete nas veias das folhas e extraindo nutrientes da seiva do floema. Como subproduto da alimentação, excretam melada, que por si só pode representar uma segunda fonte importante de dano. A terceira característica, potencialmente a mais prejudicial, é a capacidade dos adultos de transmitir diversos vírus de plantas. As culturas hospedeiras principalmente afetadas são hortaliças como plantas da família Cucurbitaceae, batatas e tomates, embora uma gama de outras plantas cultivadas e não cultivadas, incluindo espécies de ervas daninhas, sejam suscetíveis e possam, portanto, abrigar a infecção.[2]

Controle

O controle eficaz tem sido proporcionado há muitos anos pela liberação de insetos benéficos, como o parasitoide da família Aphelinidae Encarsia formosa (Gahan). Quando necessário, estratégias de proteção integrada podem incorporar aplicações de inseticidas químicos seletivos ou biopesticidas como Lecanicillium muscarium [en] que complementam esses inimigos naturais. Para a maioria das culturas ao ar livre, os produtos químicos ainda são o método de controle mais amplamente utilizado.[2] Para estudar o manejo da resistência a pragas, foi sequenciado e montado um genoma de alta qualidade de 787 Mb.[3]

Referências

  1. a b CABI (maio de 2021). «Trialeurodes vaporariorum (whitefly, greenhouse) datasheet». Centre for Agriculture and Bioscience International. Consultado em 10 de junho de 2021 
  2. a b W.S. Cranshaw. «Greenhouse Whitefly». Colorado State University. Consultado em 15 de agosto de 2013. Arquivado do original em 23 de maio de 2013 
  3. Xie, Wen; He, Chao; Fei, Zhangjun; Zhang, Youjun (2020). «Chromosome-level genome assembly of the greenhouse whitefly (Trialeurodes vaporariorum Westwood)». Molecular Ecology Resources (em inglês). 20 (4): 995–1006. Bibcode:2020MolER..20..995X. ISSN 1755-0998. PMID 32220045. doi:10.1111/1755-0998.13159 

Ligações externas