Trem das Onze
| "O Trem das Onze" | |
|---|---|
| Ficheiro:Trem das Onze.jpg | |
| Canção de Adoniran Barbosa | |
| Publicação | 1964 |
| Lançamento | 1964 |
| Gravação | 1964 |
| Gênero(s) | Samba |
| Duração | 3:05 |
| Letra | Adoniran Barbosa |
| Composição | Adoniran Barbosa |
"Trem das Onze" é o samba-canção mais famoso do compositor paulista Adoniran Barbosa, projetando-se enquanto compositor de alcance nacional.[1] Obra musical popularizada pelo grupo Demônios da Garoa, cuja gravação foi realizada em 1964 narra a visão do sambista em relação à cidade e suas transformações.[2] Aliado às relações sociais expressas no contexto metropolitano.[3]
No ano seguinte, a música foi premiada no carnaval de 1965 do Rio de Janeiro, sendo vencedora do Prêmio de Músicas Carnavalescas do IV Centenário do Rio de Janeiro.[4]
A canção foi classificada na décima quinta posição entre "as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos", pela revista Rolling Stone Brasil.[4][5] No ano 2000, a Rede Globo lançou uma enquete para eleger os maiores sucessos da música popular brasileira de todos os tempos, e o samba foi classificado entre os 10 primeiros colocados.[6]
Análise
Em sua letra, faz referências ao extinto Tramway da Cantareira (que originou o título da canção), ou "Estrada de Ferro da Cantareira", e ao bairro do Jaçanã, situado na zona norte da cidade de São Paulo, onde o compositor trabalhava nos estúdios da Cinematográfica Maristela, atuando em seus filmes.[7] A linha operou de 1894 até 1965. Na ramificação que saía do Mercado Municipal, no centro, o ramal foi considerado o maior em extensão, com cerca de 20,7 km de trilhos, cortando os bairros do Jaçanã, Parada Inglesa, Tucuruvi, Vila Galvão, até adentrar o município de Guarulhos.
Embora morasse no município de Santo André na época, o compositor preferiu escrever Jaçanã, pois rimava melhor com a palavra "manhã".
Em 1974, Adoniran gravou seu primeiro LP com "Trem das Onze" no repertório, consagrando em definitivo a canção com sua voz e sotaque “ítalo-paulista”.[8]
Outras gravações desta música
- Demônios da Garoa (1964)
- Gal Costa (1973)
- Adoniran Barbosa (1974)
- Os Trapalhões (1982)
- Beth Carvalho - 1993[9]
- Demônios da Garoa, Ivete Sangalo - 1996[10]
- Caetano Veloso, Maria Gadú (2010)
- Zeca Pagodinho - (2013)
Trilha Sonora
- 2013 - Dona Xepa
Ver também
Referências
- ↑ Rezende, Gabriel S. S. Lima; Braga, Rogério Machado (2022). «O viaduto que não caiu: a cidade como perda em Adoniran Barbosa». Revista do Instituto de Estudos Brasileiros: 115–140. ISSN 0020-3874. doi:10.11606/issn.2316-901X.v1i81p115-140. Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ Braga, Rogério Machado (12 de agosto de 2021). «De João Rubinato a Adoniran Barbosa: a voz de uma cidade perdida.». Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ Bragatto, Yara Boscolo (4 de julho de 2018). «Adoniran Barbosa e a lírica do progresso de São Paulo». Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ a b Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. «Demônios da Garoa - Dados artísticos»
- ↑ «Sintonia Musical - As 100 maiores músicas brasileiras». Gazeta do Povo. 26 de outubro de 2009. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «Canto Da MPB - Trem das Onze». Canto da MPB. Consultado em 9 de março de 2024
- ↑ «Jornal SP Norte - Jaçanã: do cinema a Adoniran, bairro comemora o 145º aniversário». Jornal SP Norte. 11 de setembro de 2015. Consultado em 25 de maio de 2023
- ↑ «Trem das Onze – Adoniran Barbosa». Canto da MPB. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «BETH CARVALHO CANTA O SAMBA DE SÃO PAULO - Discos do Brasil». discografia.discosdobrasil.com.br. Consultado em 25 de maio de 2023
- ↑ «CASA DE SAMBA - Discos do Brasil». discografia.discosdobrasil.com.br. Consultado em 25 de maio de 2023