Tratado de Piquiza

Tratado de Piquiza
Tratado Preliminar de Paz e Desocupação Militar
Mapa do atual território da Bolívia durante a Intervenção peruana de 1828.
TipoTratado de Paz
Local de assinaturaPiquiza,  Bolívia
Signatário(a)(s) Bolívia
 Peru
Assinado6 de julho de 1828
Publicação
Língua(s)Espanhol.

O Tratado de Piquiza foi um tratado de paz, assinado no povoado boliviano de Piquiza em 6 de julho de 1828, aprovado e ratificado pelo general José María Pérez de Urdininea (governante interino boliviano após a queda do marechal Antonio José de Sucre) e pelo governante peruano general Agustín Gamarra,[1] que pôs fim à intervenção peruana na Bolívia de 1828.

Histórico

Um exército peruano comandado por Agustín Gamarra invadiu a Bolívia em maio de 1828 visando supostamente proteger a vida de Antonio José de Sucre, que enfrentava um motim do Batallón Voltígeros de la Guardia, e buscando expulsar a influência grã-colombiana na Bolívia.[2] Após a derrota em Potosí, os bolivianos pediram paz.

O mandato de Sucre como presidente da Bolívia terminou com a vitória das tropas peruanas do general Gamarra e a assinatura do Tratado de Piquiza que pôs fim à presença bolivariana na Bolívia.[3]

O tratado previa a retirada das tropas grã-colombianas e posteriormente das tropas peruanas do território boliviano, a reunião do Congresso em Chuquisaca para aceitar a renúncia de Sucre, a nomeação de um governo provisório e a promulgação de uma nova Constituição para a Bolívia.[1]

O acordo foi ratificado pelo Congresso de Chuquisaca em agosto de 1828. Gamarra forçou Sucre ao exílio no Equador em setembro do mesmo ano.[1]

Consequências

Devido a essa guerra, houve uma divisão na Bolívia, alguns apoiaram a adesão ao Peru e outros apoiaram a existência independente.

Esta divisão que o país sofreu levou à renúncia de Sucre como presidente da Bolívia e à expulsão do exército grã-colombiano da Bolívia.

Em 2 de agosto de 1828, Sucre fez seu último discurso perante o Congresso em Chuquisaca, mas ninguém apareceu; o mesmo aconteceu no dia seguinte e ele percebeu que todos esperavam que ele saísse para iniciar as sessões. Assim, encarregou o deputado Mariano Calvimonte de ler seu discurso, que incluía sua renúncia, ideias sobre como organizar o governo e uma lista de três pessoas para o cargo de vice-presidente.[4][5]

Outro acontecimento relacionado foi o assassinato do presidente Pedro Blanco Soto por soldados liderados por José Ballivián, que alegou que Soto era partidário de Gamarra.

Referências

  1. a b c Basadre, Jorge (Dezembro de 2002). La iniciación de la república: contribución al estudio de la evolución política y social del Perú 2. ed. Lima - Perú: Fondo Editorial, Universidad Nacional Mayor de San Marcos. p. 166. ISBN 9972462013 
  2. «Perú invade territorio boliviano para expulsar a las tropas bolivarianas». History Latinoamérica. 12 de agosto de 2021 
  3. Eduardo Ponce Vivanco (30 de junho de 2019). El Montonero, ed. «Ignorando la Historia» 
  4. Vargas 1910, p. 157.
  5. Basadre 1998, p. 242.

Bibliografia

  • Historia de Bolivia,5º edición (editorial Gisbert).