Transtorno de tique

Transtorno de Tique
Exemplos de tiques
EspecialidadeNeurologia, psiquiatria
SintomasMovimentos ou sons repentinos, rápidos e sem rítmo[1]
Início habitualCerca dos 5 anos de idade[1]
TiposSíndrome de Tourette, transtorno de tique persistente, transtorno de tique provisional, outros transtornos de tique especificados e não especificados[1]
Fatores de riscoAntecedentes familiares[2]
Método de diagnósticoA partir dos sintomas, após a exclusão de condições similares[1][3]
Condições semelhantesTDAH, mioclonia, intoxicação por cocaína, doença de Huntington, encephalite pós-viral[1][3]
TratamentoConscientização e acolhimento[3]
PrognósticoBom, em geral.[3]
FrequênciaAté 4%[3]
Classificação e recursos externos
CID-118A05
CID-10F95, F95.9
CID-9307.20, 307.2
DiseasesDB29465
eMedicine1182258
MeSHD013981
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Os transtornos de tique são um grupo de transtornos que se apresentam na forma de tiques motores ou vocais.[1] Esses tiques são movimentos ou sons repentinos, rápidos e sem ritmo.[1] Podem ser desde um simples piscar de olhos a algo mais complexo, como falar certas palavras ou expressões.[1] Isso é algo recorrente nos transtornos de tiques.[1] Muitas vezes, eles podem ser interrompidos de forma consciente, por um certo tempo.[1] As complicações desses transtornos podem incluir sofrimento psicológico.[2]

Existem quatro tipos: Síndrome de Tourette, transtorno de tique persistente (distúrbio crônico de tique), transtorno de tique provisional e outros transtornos de tiques especificados e não especificados.[1] Eles representam diferentes gravidades, sendo a síndrome de Tourette a mais grave.[1] Os três primeiros, por definição, têm início antes dos 18 anos de idade.[1]

Os fatores de risco incluem os antecedentes familiares.[2] As condições associadas incluem TDAH, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão.[1] Os episódios podem ser desencadeados por estresse, excitação ou falta de sono.[1] O diagnóstico é feito a partir dos sintomas, após a exclusão de outras condições que possam se apresentar de forma semelhante.[1][3] Condições semelhantes incluem TDAH, mioclonia, intoxicação por cocaína, doença de Huntington ou encefalite pós-viral.[1][3]

Em sua maioria, os casos podem ser tratados por meio de conscientização e acolhimento.[3] Terapia comportamental ou medicação podem ser utilizadas, ocasionalmente.[3] Os distúrbios de tiques afetam até 4% das pessoas, enquanto a síndrome de Tourette afeta cerca de 1 em cada 200 crianças em idade escolar.[1][3] Os homens são 3 vezes mais afetados do que as mulheres.[1] O início ocorre geralmente por volta dos 5 anos de idade, é mais grave perto dos 11 anos e melhora no fim da infância.[1] Pessoas com tiques leves a moderados geralmente apresentam bons resultados.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u American Psychiatric Association (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders Fifth ed. Arlington, VA: American Psychiatric Publishing. pp. 81–85. ISBN 978-0-89042-555-8 
  2. a b c Cath, DC; Hedderly, T; Ludolph, AG; Stern, JS; Murphy, T; Hartmann, A; Czernecki, V; Robertson, MM; Martino, D (abril de 2011). «European clinical guidelines for Tourette syndrome and other tic disorders. Part I: assessment.». European child & adolescent psychiatry. 20 (4): 155-71. PMID 21445723. doi:10.1007/s00787-011-0164-6 
  3. a b c d e f g h i j Roessner, V; Plessen, KJ; Rothenberger, A; Ludolph, AG; Rizzo, R; Skov, L; Strand, G; Stern, JS; Termine, C (abril de 2011). «European clinical guidelines for Tourette syndrome and other tic disorders. Part II: pharmacological treatment.». European child & adolescent psychiatry. 20 (4): 173-96. PMID 21445724. doi:10.1007/s00787-011-0163-7