Tragédia de Entre-os-Rios
| Tragédia de Entre-os-Rios | |
|---|---|
![]() Foto tirada após o desabamento da ponte, sendo possível ver uma parte do tabuleiro suspensa na margem. | |
| Data | 4 de março de 2001 |
| Hora | c.21:15 (WET) |
| Local | Ponte Hintze Ribeiro |
| Localização | Penafiel e Castelo de Paiva, Portugal |
| Coordenadas | 🌍 |
| Tipo | Acidente |
| Causa | Excesso de extração de areia, falta de vistoria e recuperação dos pilares |
| Participantes | 59 |
| Resultado | Construção de nova ponte |
| Mortes | 59 |
A Tragédia de Entre-os-Rios ou Tragédia da Ponte Hintze Ribeiro foi um desastre ocorrido na noite de 4 de março de 2001, com o colapso da Ponte Hintze Ribeiro, que fazia a ligação sobre o Rio Douro entre as localidades de Castelo de Paiva e Entre-os-Rios, que resultou na morte de 59 pessoas.
O desastre
A Ponte Hintze Ribeiro foi projetada pelo engenheiro António de Araújo e Silva e a sua construção iniciou-se em 1884, tendo a empreitada ficado a cargo da empresa belga "Société Anonyme Internationale de Construction et Entreprise de Travaux Publics", de Braine-le-Comte. O nome da ponte ficou a dever-se a Hintze Ribeiro, primeiro-ministro de Portugal nos períodos 1893–1897, 1900–1904 e durante dois meses em 1906.
A ponte, já considerada pelos habitantes de Entre-os-Rios como degradada, cedeu à chuva intensa dos últimos dias, que tinha causado um aumento no caudal do rio Douro. Às 21h15min do dia 4 de março de 2001, o quarto pilar da ponte ruiu, o que provocou a destruição parcial do tabuleiro. Parte deste caiu ao rio Douro, tendo uma secção ficado suspensa na margem.
Do acidente resultou a morte de 59 pessoas, incluindo os passageiros de um autocarro da empresa Asadouro e três carros que tentavam alcançar a outra margem do rio Douro.[1] Das vítimas, 54 pertenciam ao concelho de Castelo de Paiva, 2 de Cinfães, 2 de Gondomar e 1 de Penafiel.[2]
Efeitos subsequentes
O desastre levou a acusações quanto a negligência do Governo Português, levando à demissão do Ministro do Equipamento Social da altura, Jorge Coelho.[3] O Governo decretou dois dias de luto nacional.
Foi criada a Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios, que todos os anos organiza várias cerimónias de homenagem, como as 59 flores que são atiradas da recente ponte Hintze Ribeiro para o rio Douro para os 59 falecidos da tragédia.
A 4 de março de 2021, dia que marcou o vigésimo aniversário da tragédia, o então presidente Marcelo Rebelo de Sousa lançou uma homenagem às vitimas da queda da Ponte Hintze Ribeiro.[4]
Monumento de homenagem
A 4 de janeiro de 2003, junto à ponte de Entre-os-Rios, foi inaugurado o monumento de homenagem às vítimas, designado Anjo de Portugal. A estátua em bronze, com 12 metros de altura, foi construída em conjunção com um santuário, onde estão inscritos os nomes das vitimas.[5]
Ver também
Referências
- ↑ Entre-os-Rios: Seis técnicos na barra do tribunal amanhã Arquivado em 10 de fevereiro de 2012, no Wayback Machine. in Diário Digital, 18 de Abril de 2006 - acesso a 15 de Março de 2008
- ↑ admin. «Instituição». Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia da Ponte de Entre os Rios. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
- ↑ Guterres aceita demissão de Jorge Coelho in "Diário Digital", 5 de Março de 2001 - acesso a 15 de Março de 2008
- ↑ «Homenagem às Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios». www.presidencia.pt. Consultado em 4 de março de 2021
- ↑ Portugal, All About. «Anjo da Guarda». All About Portugal. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
