Trímetro anapéstico

Trímetro anapéstico, em uma composição poética, é um ritmo composto por três anapestos, ou seja, três pés formados por duas sílabas átonas e uma tônica.[1][2]

Além de compor alguns poemas, em ritmo forte,[3][4] este ritmo é também utilizado em letras de música, principalmente hinos e canções, em versos eneassílabos.

Exemplos

Poema

Não me sai da lembrança_o teu nome,_
os teus olhos, sorrindo pra mim,
um sorriso de paz e de_amor,
um olhar de ternura sem fim.

"Alma gêmea" (Paulo Camelo)[5]

Hino

Estes montes e vales e rios,
proclamando_o valor dos teus brios,
reproduzem batalhas cruéis.
No presente_és a guarda_avançada,
sentinela_indormida_e sagrada
que defende da tria_os lauréis.

"Hino de Pernambuco" (Oscar Brandão da Rocha)[6]

Canção

Cai a tarde, tristonha_e serena,_
em macio_e suave langor,
despertando no meu coração
a saudade do primeiro_amor.

Ave Maria (Erotides de Campos)[7]

Referências

  1. CAMPOS, Geir (1960). Pequeno Dicionário de Arte Poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro 
  2. «Anapestic Trimeter» (em inglês). Consultado em 5 de março de 2025 
  3. Pedro Henrique Schneider (2017). «Literatura, direitos humanos e Educação literária» (PDF). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 13 de setembro de 2025 
  4. João Jorge da Silva Pereira (2014). «A música em "As Báquides", de Plauto». Universidade Estadual Paulista. Consultado em 13 de setembro de 2025 
  5. Paulo Camelo (21 de abril de 2005). «Alma gêmea». Recanto das Letras. Consultado em 6 de março de 2025 
  6. «Hino de Pernambuco». Consultado em 6 de março de 2025 
  7. «Ave Maria» (PDF). Consultado em 6 de março de 2025