Torre de Jericó
Torre de Jericó
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![]() | |
![]() Localização na Palestina | |
| Localização atual | |
| Coordenadas | 🌍 |
| Região | Palestina |
| Dados históricos | |
| Fundação | 8000 AC |
| Período/era | Neolítico pré-cerâmico A |
| Notas | |
| Escavações | 1952-1958 |
| Arqueólogos | John Garstang, Kathleen Kenyon, Roy Liran e Ran Barkai |
| Estado de conservação | ruínas |
A Torre de Jericó (em árabe: برج أريحا) é uma estrutura de pedra com 8,5m, construída durante o período Neolítico Pré-Cerâmico A, por volta de 8000 a.C.[1] Ela faz parte de Tell es-Sultan, um Patrimônio Mundial da UNESCO no Estado da Palestina, na cidade de Jericó, que contém os vestígios da cidade fortificada mais antiga do mundo.[2][3] A Torre de Jericó é considerada uma das torres mais antigas do mundo, um dos edifícios de pedra mais antigos e uma das primeiras obras de arquitetura monumental.[4][5][6]
A antiga muralha de Jericó foi descoberta por John Garstang durante as escavações de 1930 a 1936, que ele associou às descrições do Livro de Josué na Bíblia, datando-as de cerca de 1400 a.C.[7] Kathleen Kenyon descobriu a torre construída junto à muralha dentro da cidade durante escavações entre 1952 a 1958. Kenyon forneceu evidências de que ambas as construções eram muito mais antigas, datadas do Neolítico, a era mais recente da Idade da Pedra, e faziam parte de uma protocidade inicial.[7] A torre destaca a importância de Jericó para a compreensão dos padrões de assentamento no período Sultaniano no Levante do Sul.[8]
Estrutura
A torre foi construída com pedras não trabalhadas, possuindo uma escadaria interna com vinte e dois degraus. De formato cônico, a torre tem quase 9 m de diâmetro na base, reduzindo-se para 7 m no topo, com paredes de aproximadamente 1,5 m de espessura. Estima-se que a construção da torre tenha exigido 11.000 dias de trabalho.
Finalidade
Estudos de Ran Barkai e Roy Liran, da Universidade de Tel Aviv, publicados em 2011, sugerem propósitos astronômicos e sociais na construção da torre. Como um dos primeiros exemplos de arqueoastronomia, eles usaram modelagem computacional para determinar que a sombra de montanhas próximas atingia a torre no pôr do sol do solstício de verão, espalhando-se posteriormente por toda a cidade.[5] Como não há registros de invasões na região durante o período de construção, a função defensiva da torre, muralha e fosso de Jericó foi questionada. Não foram encontrados sepultamentos, e a hipótese de a torre ser um túmulo foi descartada.
Em entrevista ao The Jerusalem Post, Barkai argumentou que a estrutura pode ter sido usada para criar temor e inspiração, convencendo as pessoas a adotarem um modo de vida mais árduo com o desenvolvimento da agricultura e hierarquias sociais. Ele concluiu: "Acreditamos que esta torre foi um dos mecanismos para motivar as pessoas a participarem de um estilo de vida comunitário."[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b O'Sullivan, Arieh (14 de fevereiro de 2011). «World's First Skyscraper Sought to Intimidate Masses». The Jerusalem Post. Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2012
- ↑ Nobani, Ayman (18 de setembro de 2023). «Photos: Jericho's Tell es-Sultan Added to UNESCO World Heritage List». Al Jazeera. Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 5 de julho de 2024
- ↑ «Ancient Jericho/Tell es-Sultan». UNESCO World Heritage Centre. Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 13 de outubro de 2023
- ↑ Hoffman, Carl. «The Round Stone Tower of Jericho». Esra Magazine 153 ed. Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 26 de novembro de 2016
- ↑ a b Parry, Wynne (18 de fevereiro de 2011). «Tower of Power: Mystery of Ancient Jericho Monument Revealed». LiveScience. Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2021
- ↑ Ramos, Art (19 de setembro de 2016). «Early Jericho». World History Encyclopedia (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2025. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2024
- ↑ a b Geoffrey W. Bromiley (13 de fevereiro de 1995). International Standard Bible Encyclopedia: A-D. [S.l.]: Wm. B. Eerdmans Publishing. pp. 275–. ISBN 978-0-8028-3781-3. Consultado em 27 de abril de 2025
- ↑ Cremin, Aedeen (1 de novembro de 2007). Archaeologica. [S.l.]: Frances Lincoln Ltd. p. 209. ISBN 978-0-7112-2822-1

