Tomás da Anunciação
| Tomás da Anunciação | |
|---|---|
![]() Retrato de Tomás José da Anunciação (1860´s), gravura de Joaquim Pedro de Sousa, no Museu do Chiado | |
| Nascimento | 26 de outubro de 1818 Ajuda |
| Morte | 3 de abril de 1879 (60 anos) Encarnação |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Ocupação | pintor |
Tomás José da Anunciação (Ajuda, Lisboa, 26 de outubro de 1818 – Encarnação, Lisboa, 3 de abril de 1879) foi um pintor português da época do romantismo que, após tentar vários géneros, acabou por se dedicar à pintura de animais, no que se distinguiu.
Biografia
De origens humildes, era filho de Manuel Joaquim da Anunciação e de Maria Vitória da Piedade.[1]
Tomás D'Anunciação estudou em Lisboa, na Academia das Belas-Artes (Convento de São Francisco), onde se matriculou em curso de Desenho em 1837, local onde chegou também a dar aulas. Após terminar seus estudos, foi contratado como desenhista do Museu de História Natural, o que acabou aumentando seu interesse pelas formas da natureza.[2] Recebeu o primeiro prémio em todos os quatro anos de curso que finalizou em 1841, ano em que se matriculou no curso de Pintura Histórica, finalizando em 1844. Deu aulas de paisagem a José Malhoa.
Foi contemporâneo de José Rodrigues, Francisco Augusto Metrass, Miguel Lupi e do Visconde de Meneses, entre outros.
Encontra-se colaboração artística da sua autoria no semanário Arquivo Pitoresco[3] (1857–1868) e na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil[4] (1859–1865).
Em 1884, em homenagem ao pintor, foi instituído pela Academia das Belas Artes o Prémio Anunciação.[5]
Foi também diretor interino da Academia das Belas-Artes e diretor da Galeria Real da Ajuda.
Faleceu de uma apoplexia aos 60 anos de idade na sua residência da Rua dos Mouros, número 64, em Lisboa, solteiro e sem filhos. O funeral realizou-se dia 5, no Cemitério do Alto de São João, sendo sepultado no jazigo número 1416.[6]
Obras
- 1852 - Vista da Amora, paisagem com figuras
- 1857 – Vista da Penha de França
- 1871 - O Vitelo
Galeria de Obras
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O Vitelo (1871), Museu do Chiado -
Cinco artistas em Sintra, por João Cristino da Silva. Tomás D'Anunciação é a figura central, sentado com a perna esquerda avançada usando uma capa clara e chapéu.[7]
Referências
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia da Ajuda - Lisboa (1817-1823)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 84v
- ↑ MARMELEIRA, José. «Os animais e a pintura romântica de Tomás da Anunciação». Naturlink. Consultado em 24 de setembro de 2017
- ↑ Rosa Esteves. «Ficha histórica: Archivo pittoresco : semanário illustrado» (PDF). Universidade de Aveiro. Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 3 de Junho de 2014
- ↑ Pedro Mesquita (6 de dezembro de 2013). «Ficha histórica:Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de Abril de 2014
- ↑ «Documentos relativos à concessão de prémio / Representação digital». Arquivo Nacional / Torre do Tombo. 1879. Consultado em 18 de Julho de 2012. Arquivado do original em 23 de fevereiro de 2014
- ↑ «Livro de registo de óbitos da paróquia da Encarnação - Lisboa (1872-1882)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 169 e 169v, assento 36
- ↑ Nota sobre a obra na Matriznet, [1]
Ligações externas
- «Pitoresco.com.br», página sobre Tomás José da Anunciação.
- «Artnet», página sobre Tomás José da Anunciação.
- «UC.pt», catálogo com duas pinturas de Tomás da Anunciação.
- Obras de Tomás da Anunciação na Biblioteca Nacional de Portugal
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