Titanomyrma

Titanomyrma

Intervalo temporal: Eoceno médio-tardio
Reconstrução de uma rainha de Titanomyrma lubei
Classificação científica
Reino:
Filo:
Classe:
Ordem:
Família:
Subfamília:
Tribo:
Formicini
Gênero:
Titanomyrma

Archibald, Johnson, D. R. Kohls, Thomas R. Vitajak, Dale S. Webb, Stephan M. Fraser, 2011
Espécie-tipo
Titanomyrma lubei
Archibald, Johnson, D. R. Kohls, Thomas R. Vitajak, Dale S. Webb, Stephan M. Fraser, 2011
Espécies

Titanomyrma é um gênero extinto de formigas gigantes que contém as maiores espécies de formigas já descobertas, incluindo Titanomyrma lubei, a maior espécie conhecida.[1] Os espécimes de Titanomyrma eram fósseis de formigas rainhas aladas. Este gênero é conhecido de três espécimes individuais, um achado em Wyoming, EUA, e os outros dois da Alemanha.[2] O nome do gênero significa "formiga titã".

Descoberta

Os fósseis de Titanomyrma foram descobertos em três locais diferentes, sugerindo uma distribuição geográfica ampla durante o Eoceno.[1]

  • A primeira espécie, Titanomyrma lubei foi descrita em 2011 a partir de um fóssil de rainha encontrado na Formação Green River, em Wyoming, EUA.[1]
  • Dois fósseis adicionais, pertencentes a espécies diferentes, foram encontrados no Sítio Messel e no Sítio Eckfeld, ambos na Alemanha. Estas foram identificadas como Titanomyrma gigantea (do Sítio Messel) e Titanomyrma rossi (do Sítio Eckfeld).[2]

Descrição

As rainhas de Titanomyrma são notáveis pelo seu tamanho extraordinário. Titanomyrma lubei, com aproximadamente 5,1 centímetros de comprimento do corpo e uma envergadura de asa de cerca de 13 centímetros, é a maior espécie de formiga já descoberta.[1] Em comparação, as rainhas de Titanomyrma gigantea e Titanomyrma rossi também são consideravelmente grandes, mas ligeiramente menores que T. lubei[2]. A morfologia dos fósseis indica características que as ligam às formigas atuais da subfamília Formicinae.

Paleoecologia

A presença de Titanomyrma tanto na América do Norte quanto na Europa durante o Eoceno é notável. O clima na época era significativamente mais quente do que o atual, com a presença de florestas subtropicais e tropicais estendendo-se por latitudes mais altas.[1]

A presença de formigas gigantes como Titanomyrma é consistente com a "regra de Bergmann", que postula que animais em climas mais frios tendem a ser maiores. No entanto, as maiores espécies de formigas modernas vivem em regiões tropicais. A existência de Titanomyrma em ambientes quentes durante o Eoceno sugere que formigas de grande porte podem ter evoluído em resposta a condições climáticas específicas daquele período, possivelmente relacionadas à disponibilidade de recursos ou à menor pressão de predação. A distribuição transcontinental de Titanomyrma sugere que essas formigas podem ter dispersado entre a Europa e a América do Norte através de pontes terrestres boreais, aproveitando o clima quente para sobreviver em latitudes elevadas. Outras espécies de formigas do Eoceno também foram documentadas em diferentes partes do mundo, como na Rússia[3].

Espécies

O gênero Titanomyrma inclui três espécies descritas:

Referências

  1. a b c d e Archibald, S. Bruce; Johnson, Kirk R.; Kohls, D. R.; Vitajak, Thomas R.; Webb, Dale S.; Fraser, Stephan M. (2011). «Great size in an ancient social insect: a giant fossil ant from the Eocene of North America». Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. 278 (1725): 3693–3700. ISSN 0962-8452. PMC 3203495Acessível livremente. PMID 21632592. doi:10.1098/rspb.2011.0672 
  2. a b c «Giants in the tropical rainforest: the largest ants of all time». Senckenberg Forschungsinstitut und Naturmuseen. 2011. Consultado em 20 de maio de 2024 
  3. Dlussky, G. M.; Rasnitsyn, A. P. (2009). «Ants (Hymenoptera: Formicidae) of Bol'shaya Svetlovodnaya (late Eocene of Sikhote-Alin, Russia)». Paleontological Journal. 43 (8): 931–939. ISSN 0031-0301