Thelotornis kirtlandii
Thelotornis kirtlandii
| |||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() | |||||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Thelotornis kirtlandii (Hallowell, 1844) | |||||||||||||||||||
| Sinónimos[2] | |||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||
Thelotornis kirtlandii é uma espécie de serpente venenosa da subfamília Colubrinae, pertencente à família Colubridae. A espécie é endêmica da África.
Descrição
Quando adulta, T. kirtlandii geralmente apresenta um comprimento total (incluindo a cauda) de 0,9 a 1,4 m. O maior comprimento total registrado é de 1,6 m. O corpo e a cauda são muito finos e possuem seção transversal cilíndrica. A cauda é muito longa, representando de 33% a 42% do comprimento total. As escamas dorsais estão dispostas em 19 fileiras no meio do corpo e são ligeiramente quilhadas. A parte superior da cabeça é verde, enquanto os lábios superiores e o queixo são brancos. Dorsalmente, o corpo e a cauda são de coloração marrom-acinzentada. Ventramente, a serpente é cinza-clara, com manchas pretas.[3]
Etimologia
O epíteto específico, kirtlandii, é uma homenagem ao naturalista americano Jared Potter Kirtland.[4]
Distribuição geográfica
T. kirtlandii é encontrada na África Subsariana, ao sul até uma latitude de aproximadamente 17° S. Foi registrada em Angola, Benin, Camarões, República Centro-Africana, Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Quênia, Libéria, Nigéria, Serra Leoa, Somália, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia.[2]
Habitat
Os habitats naturais preferidos de T. kirtlandii são florestas e savanas, em altitudes que variam do nível do mar até 2.200 m, mas também pode ser encontrada em plantações artificiais.[1]
Comportamento
A T. kirtlandii é diurna, sendo tanto arborícola quanto terrestre.[1]
Dieta
A T. kirtlandii se alimenta de sapos, lagartos, pássaros e seus ovos.[1]
Reprodução
A T. kirtlandii é ovípara.[2][1] O tamanho da ninhada varia de quatro a dez ovos.[1]
Veneno
A T. kirtlandii produz um veneno de ação lenta, mas potencialmente letal. Ele causa a não coagulação do sangue e insuficiência renal. Não há soro antiofídico disponível.[3][5]
Referências
- ↑ a b c d e f Trape, J.-F.; Luiselli, L.; Penner, J.; Rödel, M.-O.; Segniagbeto, G.; Wagner, P.; Branch, W.R.; Safari, I.; Chenga, J. (2021). «Thelotornis kirtlandii». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021: e.T13265657A13265670. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-2.RLTS.T13265657A13265670.en
. Consultado em 28 de julho de 2025
- ↑ a b c «Thelotornis kirtlandii». The Reptile Database. Consultado em 28 de julho de 2025
- ↑ a b Spawls et al. (2018).
- ↑ Beolens, Bo; Watkins, Michael; Grayson, Michael (2011). The Eponym Dictionary of Reptiles. Baltimore: Johns Hopkins University Press. xiii + 296 pp. ISBN 978-1-4214-0135-5. ("Thelotornis kirtlandi [sic]", p. 142).
- ↑ «Thelotornis kirtlandi». WCH Clinical Toxinology Resources. Consultado em 31 de julho de 2025
Leitura adicional
- Hallowell E (1844). "Descriptions of new species of African Reptiles". Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia 2: 58-62. (Leptophis kirtlandii, nova espécie, p. 62).
- Spawls, Stephen; Howell, Kim; Hinkel, Harald; Menegon, Michele (2018). A Field Guide to East African Reptiles, Second Edition. London, Oxford, New York, New Delhi, Sydney: Bloomsbury Wildlife. 624 pp. ISBN 978-1-399-40481-5. (Thelotornis kirtlandi, pp. 505–507).

