Tetrá de Teffé

Tetrá de Teffé
Nome completoTetrazzini de Almeida Nobre de Teffé
Nascimento
Morte
19 de outubro de 1995 (98 anos)

Nacionalidadebrasileira
CônjugeÁlvaro de Teffé
OcupaçãoEscritora
Magnum opusBati à Porta da Vida

Tetrá de Teffé (Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1897 - idem, 19 de outubro de 1995[1]) foi uma importante escritora brasileira do século XX, ganhando destaque através de sua obra publicada em 1940, o livro "Bati à Porta da Vida", condecorando-a como a primeira mulher romancista a receber um prêmio pela Academia Brasileira de Letras[2]

Biografia

Tetrazzini de Almeida Nobre de Teffé, mais conhecida como Tetrá de Teffé, foi uma escritora e intelectual brasileira. Nascida no Rio de Janeiro em família aristocrática, era filha de Francisco de Almeida Nobre (1848-1909) e Elisa Fernandina Paes de Barros (1867-1933). Foi a segunda esposa de Álvaro de Teffé, filho do Barão de Teffé. Com grande prestígio durante as primeiras décadas do século XX, seu romance Bati à Porta da Vida venceu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras em 1941.[2]

A situação de Teffé não melhorou, apesar de ter ganhado um prêmio importantíssimo da Academia, isso não fez com que a sua carreira de escritora alavancasse, logo o seu livro, sua figura e premiação foram esquecidos, assim como algumas escritoras desse período literário.[2] É válido ressaltar, que as mulheres não ocupavam grandes espaços, como o cânone literário nacional, que era ocupado em sua maioria por homens.

A autora é lembrada, por pertencer a uma família de aristocratas, possuindo uma forte relação com o poder político.

Em 1943, Tetrá escreveu uma nota acerca do ex-presidente Getúlio Vargas: "Há, indubitavelmente, ao redor da figura do nosso estadista máximo o halo de uma força de expressão, que escapa à objetividade de qualquer análise, e à qual nenhum brasileiro pode ficar insensível".[3][2]

Obra

Bati à Porta da Vida, publicado pela editora Pongetti, retratava a sociedade carioca através dos perfis de três irmãs: Dorinha, uma jovem moderna, porém fútil e leviana; Heloísa, viúva e austera; e Marta, uma mulher divorciada e desencantada.[4] Os temas do matrimônio, traição, separação, aborto e emancipação das mulheres são trabalhados através das personagens. O romance foi elogiado por Jorge Amado como o único de real interesse entre as novidades literárias do ano de 1940.[3]

Referências

  1. «Dados biográficos de Tetrá de Teffé». familysearch.org. Consultado em 26 de dezembro de 2024 
  2. a b c d Revista Travessias: Tetrá de Teffe, a primeira romancista premiada pelos imortais
  3. a b GRECO, Gabriela de Lima. Levemos à Mulher à Academia Brasileira de Letras. In: Revista Travessias. v. 12. n. 1. jan/abr 2018.
  4. GRECO, Gabriela de Lima. Los Libros de la Nación: premios literarios en Brasil durante la ditacdura de Getúlio Vargas (1937-1945). In: Revista de Estudios Brasilenos. v.5. n.9. Primer semestre 2018.