Tereza Aragão

Tereza Aragão (? – 1992) foi uma atriz, produtora cultural e ativista política brasileira.

Vinculada ao movimento estudantil, participou da criação do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE) e, em 1962, ajudou a lançar o Grupo Opinião, que se tornou um importante espaço de manifestação cultural e política na época.[1]

No Opinião, em parceria com o jornalista Sérgio Cabral, dirigiu "A Fina Flor do Samba", espetáculo que apresentava semanalmente shows com compositores, músicos e passistas de escolas de samba do subúrbio carioca em teatros da Zona Sul.[2][3][4] Esse trabalho não apenas despertou o interesse da elite carioca pelas agremiações, como também aproximou esses dois mundos. Além disso, alguns artistas ganharam destaque ao participar do show, como o compositor Geraldo das Neves, o "Brechó da Mangueira", a rainha de bateria da Portela, Nega Pelé e o músico Martinho da Vila.[5][6][7]

Tereza também atuou na resistência à Ditadura Militar, período em que seu marido, o poeta Ferreira Gullar, com quem ficou casada até o fim da vida, foi para o exílio na Argentina. O seu nome ficou imortalizado na canção "Tereza Aragão" de Aparecida, lançada em 1975.[1]

Referências

  1. a b «Quem foi Thereza Aragão?». COBRANEGRA. 25 de junho de 2015. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  2. Youngmann, Allen (10 de dezembro de 1967). «Rio Brushes Up Its Samba for the Big Carnival; Big Chance Big Moment Involved Setup 'O Flesh, Farewell' Private Galas Bossa Nova». The New York Times. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  3. «Vamos ao teatro». Correio da Manhã. 6 páginas. 9 de fevereiro de 1968. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  4. Vidal, Brenda (4 de setembro de 2023). «A jornada e o legado das Noitadas de Samba no Teatro Opinião». NOIZE. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  5. «Palmas para ela». Jornal do Brasil. 2018. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  6. Gullar, Ferreira (20 de fevereiro de 2005). «Fim de papo». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  7. Gullar, Ferreira (22 de fevereiro de 2009). «Coisas de outros Carnavais». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de setembro de 2025