Terapia por ondas de choque de baixa intensidade

A terapia por ondas de choque de baixa intensidade (LI-ESWT, do inglês Low-Intensity Extracorporeal Shock Wave Therapy) é um tratamento não invasivo utilizado na prática clínica para diversas condições urológicas, incluindo disfunção erétil e Doença de Peyronie[1].

Ondas de Choque Extracorporea. A terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) é uma abordagem segura e eficaz para o tratamento de diversas condições musculoesqueléticas. Originalmente, essas ondas foram utilizadas na medicina para a fragmentação de cálculos renais, numa técnica conhecida como Litotripsia de Ondas de Choque Extracorpórea (ESWL). O primeiro tratamento bem-sucedido em seres humanos ocorreu em 1980. Durante o tratamento de cálculos ureterais, os urologistas observaram que as ondas de choque também provocavam alterações nos ossos.[2]

Mecanismo de Ação

O tratamento consiste na aplicação de ondas acústicas que penetram o tecido peniano, promovendo:

  • Angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos).
  • Regeneração tecidual.
  • Remodelamento da fibrose na Doença de Peyronie.
  • Melhoria da hemodinâmica peniana.

Indicações

  1. Doença de Peyronie[3]:
    • Utilizada para reduzir dor e promover o amolecimento das placas fibrosas, podendo diminuir a curvatura peniana.
    • É indicada especialmente em fases iniciais da doença ou como coadjuvante a outros tratamentos.
  2. Disfunção Erétil[4]:
    • Indicada para casos de disfunção erétil leve a moderada, especialmente quando associada a insuficiência vascular.
    • Pode ser utilizada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos, como PRP ou inibidores de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5i).

Eficácia e Segurança [5]

Estudos clínicos mostram resultados promissores, especialmente na melhora da dor e na redução parcial da curvatura peniana. Além disso, o tratamento é considerado seguro, com mínimos efeitos colaterais relatados.

Referências

  1. «Ondas de Choque para Disfunção Masculina e Curvatura de Peyronie. Recuperação Sem Injeções, Sem Cirurgia.» 
  2. Wuerfel, Tobias; Schmitz, Christoph; Jokinen, Leon L. J. (6 de maio de 2022). «The Effects of the Exposure of Musculoskeletal Tissue to Extracorporeal Shock Waves». Biomedicines (em inglês) (5). 1084 páginas. ISSN 2227-9059. PMC 9138291Acessível livremente. PMID 35625821. doi:10.3390/biomedicines10051084. Consultado em 31 de julho de 2025 
  3. Gao, L; Qian, S; Tang, Z; Li, J; Yuan, J (2 de junho de 2016). «A meta-analysis of extracorporeal shock wave therapy for Peyronie's disease». International Journal of Impotence Research (5): 161–166. ISSN 0955-9930. doi:10.1038/ijir.2016.24. Consultado em 29 de março de 2025 
  4. Gruenwald, Ilan; Appel, Boaz; Vardi, Yoram (1 de janeiro de 2012). «Low-Intensity Extracorporeal Shock Wave Therapy—A Novel Effective Treatment for Erectile Dysfunction in Severe ED Patients Who Respond Poorly to PDE5 Inhibitor Therapy». The Journal of Sexual Medicine (1): 259–264. ISSN 1743-6109. doi:10.1111/j.1743-6109.2011.02498.x. Consultado em 29 de março de 2025 
  5. «DOENÇA DE PEYRONIE — ESTRATÉGIAS DE ACOMPANHAMENTO E TRATAMENTO». 10.5935. 2023. ISBN 978-85-514-1174-2. Consultado em 29 de março de 2025