Teoria do macaco assassino

Raymond Dart, pensador que propôs a teoria.

A teoria do macaco assassino ou hipótese do macaco assassino é a teoria de que a guerra e a violência interpessoal foi a principal força por trás da evolução humana. Foi proposta em 1953 pelo antropólogo Raymond Dart e depois desenvolvida em 1961 no livro "African Genesis" de Robert Ardey.[1]

A teoria ganhou força por sugerir que a violência era parte fundamental da psicologia humana, principalmente por causa do pensamento da época pós segunda guerra. A teoria sugere que os ancestrais humanos se distinguiam de outras espécies de primatas devido a sua grande agressividade, de forma tal que essa agressividade e outros instintos assassinos permanecessem na humanidade.[1]

Alguns, inclusive, chegaram a defender que, a partir desse conceito, a paz humana seria sempre impossível, dado que a humanidade não poderia prosseguir sem exprimir sua natureza.[2]

No entanto, a teoria recebeu críticas e pesquisas subsequentes mostraram que tanto os chimpanzés quanto os bonobos podem apresentar comportamentos agressivos cem vezes mais frequentemente do que os humanos.[3]

Referências

  1. a b Ardrey, Robert (1961). African Genesis: A Personal Investigation Into the Animal Origins and Nature of Man. New York: Atheneum Books. ISBN 978-0-00-211014-3. LCCN 61015889. OCLC 556678068 
  2. Wrangham, Richard (2019). The Goodness Paradox: The Strange Relationship Between Virtue and Violence in Human Evolution. [S.l.]: Pantheon. ISBN 978-1101870907 
  3. Wrangham, Richard (2019). The Goodness Paradox: The Strange Relationship Between Virtue and Violence in Human Evolution. Pantheon. ISBN 978-1101870907.