Templo de Apolo (Melite)
| Templo de Apolo | |
|---|---|
| Tempju t'Apollo | |
| Informações gerais | |
| Tipo | Templo |
| Estilo dominante | Romana Antiga |
| Fim da construção | Século II |
| Estado | Destruído |
| Geografia | |
| País | |
| Cidade | Mdina, Malta |
| Material | Mármore |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O Templo de Apolo (em maltês: Tempju t'Apollo) foi um templo romano na cidade de Melite, na atual Mdina, Malta. Era dedicado a Apolo, o deus do sol e da música. O templo foi construído no século II d.C. e tinha vista para um teatro semicircular. As ruínas do templo foram descobertas no século XVIII, e muitos fragmentos arquitetônicos foram dispersos entre coleções particulares ou transformados em novas esculturas. Partes do crepidoma do templo ainda existem, tendo sido redescobertas em 2002.[1]
História e arquitetura
O Templo de Apolo pode ter sido construído no local de uma antiga estrutura sagrada púnica.[2] Acredita-se que tenha sido construído no século II d.C., e uma inscrição registrando um benfeitor particular pagando pela construção de partes do templo foi descoberta em 1747.[3]
O templo foi construído em mármore e possuía um pórtico tetrastilo com colunas jônicas, erguido sobre um pódio. Dava para um teatro semicircular.[3] A arquitetura do templo foi influenciada pelo estilo cartaginês, pois também se assemelhava ao estilo popular no norte da África romana.[4]
Se ainda estivesse em uso no século IV, o templo teria sido fechado durante a perseguição aos pagãos no final do Império Romano, quando os imperadores cristãos emitiram decretos proibindo todo culto e santuários não cristãos.
Restos

Alguns restos do templo foram descobertos em 1710, e blocos de mármore do templo foram retirados e esculpidos em altares e elementos decorativos para várias casas e igrejas, incluindo a Catedral de São Paulo em Mdina, a Gruta de São Paulo em Rabat e a Igreja Franciscana de Santa Maria de Jesus e a Igreja das Almas Sagradas em Valletta.[5][6]
Mais ruínas do templo e do teatro próximo foram descobertas perto do Mosteiro de São Pedro, em Mdina, em 1747. Esses restos incluíam pilares de mármore, capitéis, cornijas e blocos, bem como uma inscrição registrando a construção do templo. Outra inscrição registrando a construção de um templo foi encontrada perto do mesmo mosteiro em 1868 e, embora o nome da divindade à qual esse templo foi dedicado tenha sido perdido, é possível que tenha se originado do Templo de Apolo.[7]
Em A hand book, or guide, for strangers visiting Malta, escrito por Thomas MacGill em 1839, é mencionado que "nenhum vestígio [do templo] é visível agora".[8] O arqueólogo Antonio Annetto Caruana, escrevendo em 1882, registrou que alguns dos restos descobertos em 1710 e 1747 estavam em coleções particulares, incluindo a do Sr. Sant Fournier.[3]
Em março de 2002, uma parede que fazia parte do crepidoma do templo foi descoberta durante um projeto de obras públicas na Rua Villegaignon, e posteriormente escavada pela Cooperativa de Serviços Arqueológicos.[4]
Ver também
Referências
- ↑ Cardona, David (2021). «Past, Present, Future: An Overview of Roman Malta» 1 ed. Open Archeology. 7: 231–255. doi:10.1515/opar-2020-0122
- ↑ Sagona 2015, p. 289
- ↑ a b c Caruana 1882, p. 89
- ↑ a b Testa, Michael (19 de março de 2002). «New find at Mdina most important so far in old capital». Times of Malta. Cópia arquivada em 13 de abril de 2016
- ↑ Cardona 2008–2009, pp. 42–43
- ↑ MacGill 1839, p. 95
- ↑ Cardona 2008–2009, p. 41
- ↑ MacGill 1839, p. 92
Bibliografia
- Cardona, David (2008–2009). «The known unknown: identification, provenancing, and relocation of pieces of decorative architecture from Roman public buildings and other private structures in Malta» 9 ed. Malta Archaeological Review
- Caruana, Antonio Annetto (1882). Report on the Phoenician and Roman antiquities in the group of the islands of Malta. Malta: Government Printing Office
- MacGill, Thomas (1839). A hand book, or guide, for strangers visiting Malta. Malta: Luigi Tonna
- Sagona, Claudia (2015). The Archaeology of Malta. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9781107006690

