Tecnologia farmacêutica

Tecnologia farmacêutica é o ramo da ciência aplicada que visa a obter preparações farmacêuticas dotadas de máxima atividade, doseadas com maior precisão e apresentação que lhes facilitem a conservação e a administração.[1]

Objetivos

Tem como objetivos, a transformação de produtos naturais ou de síntese tornando-os possíveis de serem administrados aos seres humanos, com fins curativos, paliativos, profiláticos ou de diagnóstico; a definição de diversas formas que pode assumir o medicamento, de modo que possa ser facilitada sua posologia, administração e ação farmacológica; pesquisar o desenvolvimento de produtos visando utilização de um mesmo medicamento em diferentes formas farmacêuticas, que atendam a todas às necessidades humanas.

Aprovação de produtos farmacêuticos em diferentes países

Nos Estados Unidos, os novos medicamentos devem ser aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) como seguros e eficazes. Este processo geralmente inclui a submissão de um pedido de investigação de um novo fármaco, com dados pré-clínicos suficientes para avançar para ensaios em humanos.[2] A quarta fase de vigilância pós-registo também é frequentemente necessária, uma vez que mesmo os ensaios clínicos de maior escala não conseguem prever de forma fiável a incidência de efeitos adversos raros. A vigilância pós-comercialização assegura um acompanhamento rigoroso da segurança do medicamento após a sua entrada no mercado.[3] Em alguns casos, as indicações de utilização podem ser limitadas a determinados grupos de doentes; noutros, o medicamento pode ser totalmente retirado do mercado. A FDA disponibiliza informações sobre medicamentos aprovados no site «Orange Book».[4]

Na Arábia Saudita, a Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA) regula a atividade das empresas do setor biomédico, garantindo que os produtos cumprem normas rigorosas de segurança, eficácia e qualidade. Os produtos regulados incluem medicamentos, biotecnologia, dispositivos médicos, medicamentos à base de plantas, nutracêuticos, cosméticos, alimentos e suplementos alimentares, bem como medicamentos veterinários e rações para animais.[5] As empresas devem apresentar um pedido de registo à SFDA para obter autorização para comercializar os seus produtos.[6][7][8]

No Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) aprova e avalia medicamentos para utilização.[9] Em seguida, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), em Inglaterra e no País de Gales, decide se o Serviço Nacional de Saúde (NHS) irá autorizar (do ponto de vista do financiamento) a sua utilização e de que forma.

Em muitos países ocidentais, com exceção dos EUA, antes da adoção de novas tecnologias surgiu um «quarto obstáculo» — a análise de custo-benefício. A ênfase principal recai sobre o rácio custo-efetividade (por exemplo, em termos do custo de um ano de vida ajustado pela qualidade) das tecnologias em avaliação.

Notas e referências

  1. Fiocruz. «A Tecnologia Farmacêutica busca a excelência da qualidade no desenvolvimento de novos produtos». Consultado em 11 de agosto de 2009 
  2. «How Do Drugs Get Approved (and Fast-Tracked) by the FDA?». www.lungevity.org. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  3. «What is Post-Marketing Surveillance (PMS)? A complete description of the 3 different types of PMS, how it differentiates from early-phase pharmaco-vigilance investigation (EPPV) and the overall flow of data». en.mdv.co.jp. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  4. «What are Orange Book Therapeutic Equivalence (TE) Ratings in the Drug Product Information?». www.elsevier.support. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  5. «Saudi Food and Drug Authority (SFDA)». pharmaknowl.com. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  6. «SFDA Registration & Certification Saudi Arabia - Food, Pharma, Medical Devices, Cosmetics». santiq.com. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  7. «SFDA Registration and Approval Process». jkmanagement.ae. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  8. «SFDA Medical Device Registration». cmcmedicaldevices.com. Consultado em 20 de janeiro de 2026 
  9. «Clinical Research Regulation For United Kingdom». clinregs.niaid.nih.gov. Consultado em 20 de janeiro de 2026 

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