Theatro Municipal de Paulínia
| Theatro Municipal de Paulínia | |
|---|---|
Fachada do teatro. | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | grego e moderno |
| Arquiteto | Ismael Solé |
| Construção | 2007 a 2008 |
| Inauguração | 4 de julho de 2008 (17 anos) |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Cidade | Paulínia |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O Theatro Municipal de Paulínia, nomeado oficialmente como Theatro Municipal Paulo Gracindo,[nota 1][1] é um teatro abandonado desde 2020, localizado na cidade de Paulínia. Foi um dos mais importantes teatros do interior de São Paulo. Situa-se na Rodovia José Lozano Araújo, nº 1551, na Zona Sul da cidade.
História
O Theatro Municipal de Paulínia, projetado pelo arquiteto Ismael Solé, foi construído entre 2007 e 2008, com um investimento de R$ 53 milhões. Inaugurado em 4 de julho de 2008 com um show de Maria Rita e a exibição do documentário "O Mistério do Samba", de Carolina Jabor e Lula Buarque, o teatro foi considerado uma das mais ousadas construções do interior paulista, contando com infraestrutura de alto padrão inspirada no Dolby Theatre de Los Angeles. Com capacidade para 1.389 espectadores, o espaço foi projetado para ser multiuso, podendo receber tanto espetáculos teatrais e musicais quanto eventos cinematográficos.[2]
Durante sua fase de funcionamento, o teatro se tornou um importante centro cultural e sediou eventos como o Festival Paulínia de Cinema. O festival, idealizado pelo ex-prefeito Edson Moura, atraiu grandes nomes do cinema nacional e internacional entre 2008 e 2014, incluindo o ator italiano Franco Nero, famoso pelo papel de "Django". O evento trouxe projeção à cidade, sendo comparado a festivais como o de Cannes e transformando Paulínia em um polo cinematográfico de destaque no Brasil.[3]
No entanto, em 2020, com a pandemia de COVID-19, o local foi fechado e desde então encontra-se inativo. O abandono da estrutura levou a diversos problemas, incluindo vandalismo, furtos de fios e cabos, danos aos camarins e instalações, além de pendências financeiras relacionadas à energia elétrica e impostos municipais.[4]
Em 2024, a Prefeitura de Paulínia iniciou um processo de concessão do teatro para a iniciativa privada. A proposta prevê um contrato de 20 anos, prorrogável por mais 20, com investimentos estimados em R$ 4,7 milhões para a reforma e manutenção do edifício e seu entorno. A concessão, no entanto, gerou polêmica entre artistas e produtores culturais, que temem a elitização do espaço e a redução do acesso da população à cultura. A audiência pública realizada em janeiro de 2024 contou com a participação de aproximadamente 30 pessoas, e a prefeitura ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento do edital.[5][6]
Imagens
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Entrada do teatro na abertura do II Festival Paulínia de Cinema.
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Detalhe da fachada do pórtico do teatro.
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Busto em Homenagem ao Compositor Antonio Carlos Gomes em frente ao teatrp.
Notas
- ↑ Como sinal de alegada tradição, a prefeitura optou pela grafia arcaica theatro.
Referências
- ↑ «Lei de Paulínia nº 2900 de 31 de dezembro de 2007» (html). leismunicipais.com.br. Consultado em 13 de outubro de 2013
- ↑ Silvana Arantes (4 de julho de 2008). «Paulínia inaugura hoje teatro multiuso e festival de cinema». Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de março de 2025
- ↑ Gustavo Magnusson (12 de março de 2023). «Era uma vez em Paulínia: a história do prestigiado festival que atraía astros e estrelas de cinema». Hora Campinas. Consultado em 7 de março de 2025
- ↑ Karina Fusco (27 de agosto de 2022). «Theatro Municipal de Paulínia apresenta sinais de abandono». Correio Popular. Consultado em 7 de março de 2025
- ↑ Cibele Vieira e Aline Guevara (2 de fevereiro de 2024). «Prefeitura de Paulínia inicia processo de concessão de uso do Theatro Municipal Paulo Gracindo». Correio Popular. Consultado em 7 de março de 2025
- ↑ Redação Tribuna Liberal (13 de fevereiro de 2025). «Prefeitura de Paulínia estuda situação de teatro após pedido de reabertura». Tribuna Liberal. Consultado em 7 de março de 2025
Ligações externas